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LISBOA
nos versos de
carlos peres feio
 
fabricante de postais
 a basílica da Estrelaas duas basílicas da Estrelaa que de longe aparece como uma escultura gigantee a outraa de pertoonde as três dimensões venceme nos mostram ao fundoo iluminado corpo grossocontra o céue na frenteduas torresuma sem luz, ali estão.mas talvez seja outra aindaa que tenho dentro da cabeçaa que imprimireiquando me tornar fabricante de postais ilustradosserá nessa profissãoque a reforma me encontraráartesão de imagens muito vistasartífice de tarefas sem prazo de entregana espera de que os dias tenham cinquenta horase que o eléctrico, o vinte e oitobreve me leveao encontro comigo mesmo.
 
(2000)
 
 
comigo
 
comigoo ano 2001 descia a avenidada liberdadeos murmúrios intensosa recusade ficar na rotunda do tempodescíamos os dois com uma visão armadade tesouras para limparas folhagens do sentimentoretive-me ao ver que este anoia ficando para trásespantado por ser eu tão veloztudo estremeceu com as imagens registadase pairou a ameaçade agoraser tempo de câmara escura
(2001)
 
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