UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINAPÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA E GESTÃO DO CONHECIMENTODISCIPLINA: Governo Eletrônico e Inclusão DigitalPROFESSORES: Aires José Rover e Hugo César HoeschlTUTOR DOCENTE: Aírton José Ruschel Aula 4 – Ontologias para Governo Eletrônico (12/11/2008) Neste relatório estão os resumos escritos pelos alunos. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Edemir Costa
Dentre as várias notícias que tratam do tema "Ontologias para Egov", destacamos ocomentário feito por Hélio Santiago Ramos Júnior, sobre o uso de ontologias no direito.Hélio Santiago Ramos Júnior é Graduado em Direito e Mestre em Engenharia e Gestão doConhecimento pela UFSC, membro dos Grupos de Pesquisa "Informática Jurídica, Direitoe Tecnologia" e "Governo Eletrônico, Inclusão Digital e Sociedade do Conhecimento doCNPq/UFSC. Segundo ele no comentário disponibilizado na Internet em 2007, asontologias são conceituadas como sendo instrumentos que podem auxiliar na recuperaçãode informações na web e são relevantes para a criação de mecanismos de busca maiseficientes. Já, no entender de Miguel Reale, citado no trabalho deAlexandre de Maia, intitulado "Ontologia jurídica e realidade – o problema da ética datolerância", o ser e o conhecer estão intimamente interligados, são conceitos correlatos.Com efeito, o referido autor estabelece duas formas de acepção do termo "ontologia". "Emum sentido amplo, a ontologia seria a forma de determinação do ser e, de uma maneira maisrestrita, a relação do ser com o conhecer".Apesar de da palavra "ontologia" ser um termo oriundo da filosofia, que trata do ser enquanto ser, o mesmo vem sendo amplamente usado em ciência da computação comosignificado de uma especificação não-ambígua dos conceitos fundamentais de certodomínio. No comentário em análise, podemos observar que as ontologias, quando bemelaboradas, podem contribuir para recuperar informações de forma mais eficientes contidasem banco de dados. De acordo com Staab & Maedche, "a ontologia constitui a base paraanotar na web documentos da comunidade de aquisição do conhecimento, com o objetivode possibilitar acesso inteligente a estes documentos e inferir o conhecimento implícito dasregras e fatos declarados explicitamente na ontologia".O resultado disso, segundo Hélio Santiago Ramos Júnior, está na possibilidade decontribuir para a inclusão digital de toda a sociedade "na medida em que é capaz derelacionar e reconhecer tanto os rebuscados termos jurídicos quanto a linguagem leiga, isso porque os diferentes usuários têm maior e mais eficaz acesso aos documentos jurídicos com a aplicação de ontologias, podendo melhor compreendê-los e aproveitá-los".
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