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O MAR
nos versos de
carlos peres feio
 
 
onde estás
onde estáspara te dizerdas estúpidas dores que sintodas brilhantes ideias que tenhoe tudo o maistudo o que cabe num dia vazioe acaba no sonhoter-te tidouma delíciauma ternura junto à espuma do marrevolto com a tua ausência
(2005)
 
 
fulgor
nem todos os diaso sangue corre com pressanas veias do mais íntimo de nósna contradição da ânsia e do torpormas quando tal acontecenão há montanha nem riomais próximo do sentirsó o mar se aproximado bater do coraçãonas tardes de tempestadepartindo de toda a gama de cinzentosmostrando o brilho de muito azulcom vento sal e água no arum destino está marcadoo esplendor do arrepiono branco que cegana espuma.
(2006)
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