Outras palavras gregas comparam o avivamento ao reacender de uma chama quese apaga aos poucos (cf. 'anazopyréo em 2 Tm 1.6) ou uma planta que lança novosbrotos e "floresce novamente" (cf. 'anaphállo em Fp 4.10).No Novo Testamento grego as palavras supracitadas aparecem, no contexto deavivamento, apenas sete vezes, embora a idéia básica de avivamento seja sugeridacom mais freqüência. Uma possível explicação para o uso escasso dos termos, emcomparação ao Antigo Testamento, é que o Novo cobre apenas uma geração,durante a qual a Igreja Cristã desfrutou, na maior parte do tempo, um grauincomum de vida espiritual.
II - O que não é avivamento bíblico:
Antes de falarmos sobre avivamento bíblico, propriamente dito, acreditamos ser degrande ajuda uma abordagem, mesmo que rápida, do que não é o padrão bíblicode avivamento.O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu livro AVIVAMENTO URGENTE, apresentasete interessantes razões sobre o que não deve ser entendido como avivamento deverdade. Sou devedor ao dileto colega por suas pertinentes observações.Transcrevo-as quase que na íntegra.
2.1. Avivamento não é um programa agendado pela igreja.
Avivamento não é ação da igreja, mas de Deus. Avivamento é obra soberana e livredo Espírito Santo. A igreja não promove e nem faz avivamento. A igreja não éagente de avivamento. A igreja não agenda e nem programa avivamento. A igrejasó pode buscar o avivamento e preparar o caminho da sua chegada. A igreja nãoproduz o vento do Espírito, ela só pode içar suas velas em direção a esse vento.A soberania de Deus, no entanto, não anula a responsabilidade humana. Oavivamento jamais virá se a igreja não preparar o caminho do Senhor (5). Oavivamento jamais acontecerá se a igreja não se humilhar. Sem oração da igreja, aschuvas torrenciais de Deus não descerão. Sem busca não há encontro. Semobediência a Deus, jamais haverá derramamento do Espírito. Contudo, quemdetermina o quando e o como do avivamento é Deus. Ele é soberano. DavidBrainerd orou vários anos pelo avivamento entre os índios peles vermelhas noséculo XVIII. Aquele jovem, ajoelhado na neve, suava de molhar a camisa, emagonia de alma, em oração fervente, em favor daqueles pobres índios. Quando oseu coração parecia desalentado e já não havia prenúncios de chuva da parte deDeus, o Espírito foi poderosamente derramado e os corações se dobraram a Cristoaos milhares.
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