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 Em Defesa da Família Natural
por
Albert Mohle
Os últimos dois séculos testemunharam uma transformaçãoimensa no modo como os seres humanos vivem, pensam,trabalham e organizam suas vidas. Ao mesmo tempo, ainstituição da família vem sofrendo ataques contínuos, sendodesmembrada e enfraquecida pelas sutis mudaas etendências culturais. Agora, mal entramos no século XXI eestamos diante da realidade de que a instituição da famíliaestá enfrentando um desafio ainda mais profundo: o desafiode manter uma definição coerente de realidades básicas comocasamento, parentesco e família natural.Os revisionistas sociais habitualmente descrevem a unidadeda família, que consiste de pais e seus filhos biológicos ouadotados, como a família “nuclear”. Essa não é uma descriçãoerrada, pois esse padrão sico de relacionamentos,começando com o casamento de um homem e uma mulher eestendendo-se a seus filhos, realmente forma o cleo dafamília em sua extensão maior.Apesar disso, os revolucionários sociais de hoje rotineiramentedispensam a falia nuclear como um produto de épocaspassadas.Em anos mais recentes, alguns defensores da falia sereferem à unidade básica da família como a família “natural”.Esse termo identifica corretamente a organização formada pormarido, esposa e seus filhos como a unidade familiar maisimportante e identifivel para proteção, educão eestabilidade social. Tal desenvolvimento é saudável, poismesmo que o conceito de família nuclear tenha se tornadomenos útil, o foco da família natural esclarece as questões demodo considerável.Agora, Allan C. Carlson e Paul T. Mero, defensores da família,estão disponibilizando “A Família Natural: Um Manifesto”, umdocumento que oferece uma defesa abrangente da família,sustentada por uma análise honesta e criteriosa das ameaças
 
hoje dirigidas contra a família como instituição.O manifesto começa com uma narrativa da vida em família,apresentando um jovem e uma moça que são atraídos um pelooutro e celebram essa união no pacto de casamento. Conformeexplicam Carlson e Mero: “A união conjugal construída nabase da fidelidade, obrigações e respeito mútuos permite quehomem e mulher desenvolvam seu pleno potencial; eles setornam o que seu Criador planejou, um ser completo”.Naturalmente, esse casamento cria uma nova falia,identificada no manifesto como a primeira e maisfundamental unidade da sociedade humana”. Essa unidadeestabelece uma nova ordem econômica na medida em quemarido e esposa “têm parte no trabalho de prover e extrair osinteresses, forças e talentos um do outro”. Como Carlson eMero esclarecem: “Eles edificam um lar que se torna um lugarespecial na terra. Nos séculos passados, a pequena fazenda oua oficina do artesão era a expressão comum dessa união entreo sexual e o econômico. Hoje, o mais comuns as casasgeminadas, os apartamentos e os lares suburbanos. Contudo,a pequena economia doméstica permanece o centro vital daexistência diária.Da uno natural do casamento “flui nova vida humana”.Filhos não são vistos como imposições casuais sobre aschances de os pais alcançarem seu pleno potencial comoindiduos, mas em vez disso entende-se que eles o osprimeiros e mais importantes presentes dados à unoconjugal. Conforme explicam os autores: “Filhos o aprincipal finalidade, ou prosito, do casamento”.Em linguagem pitoresca, Carlson e Mero descrevem asalegrias, tristezas e desafios que uma família jovem enfrentará.Os pais dirigem suas energias para proteger, educar e criar osfilhos, acompanhando o desenvolvimento deles nasexperiências de joelhos esfolados, primeiras obrigaçõesdomésticas e seus passos iniciais no mundo. A mãe e o pai“são os primeiros professores da criança; seu lar, a primeira emais vital escola”. Os pais transmitem para seus filhos “otreinamento especial para viver e lhes ensinam a satisfação deconversar, ler, raciocinar e explorar o mundo.A partir do contexto protegido da família natural, vem tambémuma família em toda a sua extensão maior. Os parentes quenão são os pais e os filhos são acolhidos na vida da família e
 
gerações se ligam num compromisso comum com os pais e asgerações futuras. “Cada geração se enxerga como um elonuma corrente inteira”, relatam os autores, “mediante a qual afalia se estende dos culos passados para os culosfuturos”.Conforme deixam claro Carlson e Mero, a família natural “abreas portas para uma vida agravel e para a verdadeirafelicidade” Em face dos inimigos da família, que rotineiramentecriticam a falia como uma instituição limitadora quereprime a individualidade, Carlson e Mero entendem que areciprocidade e generosidade da vida em família, impulsionadae formalizada por obrigações mútuas, solidifica a união dafamília em experiências e metas partilhadas. “Bondade gerabondade, desenvolvendo um grupo unido trabalhando emamor. Os parentes repartem tudo o que m, sem esperarnada em troca, só para receber mais do que eles já poderiamter imaginado, garante o manifesto.Por muito tocantes e verdadeiras que sejam essas passagens,esse manifesto é importante pelo fato de que identifica ocontexto social maior da vida em família. Carlson e Meroentendem que a família natural é a unidade econômica maisfundamental da civilizão. Além disso, eles tammcompreendem que “a vida política flui de lares em que habitama família natural”. Mais especificamente, uma vida política justa se forma a partir do contexto da falia natural.Conforme eles explicam: “A verdadeira soberania se origina aí.Esses lares são a origem da liberdade com ordem, que é afonte da real democracia e o terreno certo para o plantio deexcelentes qualidades morais”. A vida social pode se estenderaté as vizinhanças, vilas e unidades maiores, pom talextensão não substitui a família nem seu valor e importância.Conforme declaram corajosamente os autores desse manifesto:“Os governos existem para proteger as falias e paraencorajar o crescimento e integridade da falia”.Provavelmente, será muito difícil encontrar a última afirmaçãoem livros sobre educão vica nas escolas blicas, atémesmo naqueles raros distritos escolares em que algoparecido com cívica continua como parte do currículo. O que émais preocupante é que essa afirmão sofreria oposãodireta da elite dominante hoje mobilizada entre faculdades euniversidades como revolucionários prontos para arrancar dafamília suas funções essenciais.
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