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A Vida de Vivekananda - por Romain Rolland (Português)

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A Vida de Vivekananda
Romain rolland
 
 2
A vida de Vivekananda
Romain Rolland
“Não esqueça jamais a glória da natureza humana. Somos o maior dos Deuses. Os Cristos e Budas são tão somente ondas do imenso oceano do Ser” 
Vivekananda
 
 3
PRELUDIO
O dileto discípulo que herdara o acervo espiritual de Ramakrishna esemeara pelo mundo a semente de seu pensamento era, tanto no físico como namoral, sua antítese perfeita.O Mestre Seráfico passou a vida aos pés ou nos braços da AmadaDivina, a Mãe, o Deus vivo. Desposou-se com ela em sua infância, à semelhançados matrimônios da India. Antes de ter consciência de si mesmo a tinha já de suaamada. Se mais tarde teve que sofrer vários anos de mortificações para reunir-secom ela, foi, como nas epopéias dos cavaleiros andantes, para merecê-la econquista-la. Ao final de todos os caminhos que no bosque se entrelaçam, sóestava ela, ela só: Deus múltiplo com infinitos rostos. Quando a alcançou, haviaaprendido a conhecer, um por um, aqueles rostos, a possui-la em sua totalidade.Deste modo incluiu nela ao mundo inteiro, transcorrendo o resto de sua vida naserena plenitude daquela viva satisfação cósmica cantada no Ocidente pelosgrandes reveladores Beethoven e Schiller.Porém fez mais: a realizou melhor que nossos trágicos heróis. A alegriase objetiva para Beethoven como uma mirada azul em meio ao caos de nuvensque se entrechocam. O Paramahansa – o cisne da India – planou sobre o lago desafira da eternidade, além da cortina dos dias tempestuosos. Seus mais audazesdiscípulos nem sempre podiam segui-lo.O maior deles,o espírito de maiorenvergadura – Vivekananda –não o conseguiu senão depois de vôos violentos ede tempestades que, por mais de uma vez, tem me recordado as de Beethoven.Até quando se detinha, as velas de seu barco inchavam-se com todos os ventos.Os gritos da terra, os padecimentos da época, o rodeavam com seu faminto corode gaivotas. Disputavam aquele coração de leão de todas as paixões da força(não as da debilidade). Era a energia feita homem e aconselhada aos homens.Para ele, como para Beethoven, constituía a base de todas as virtudes. Atéchegou a dizer em sua repulsa à passividade, cujo jugo secular pesa sobre abovina frente do Oriente.“- Antes de tudo, sejam varonis e fortes! Jovens, eu respeito até aosmalvados, sempre que sejam fortes e varonis, porque sua força os fará um diarenunciar à sua maldade e até a todo egoísmo. Ela os conduzirá à verdade”(Vivekananda, 1891).Seu aspecto atlético contrasta com o terno corpo, tão delicado e nãoobstante tão resistente de Ramakrishna. Era alto (um metro e setenta e três),largo de costas e de peito, corpulento e pesado (pesava 110 quilos). Tinha braçosmusculosos, exercitados em todos os esportes; de tez azeitonada, cara redonda,frente larga, mandíbula poderosa, olhos magníficos, grandes, obscuros, algoconvexos, com pálpebras grossas, cujo desenho recorda a clássica folha de lótus.

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