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A Necessidade de Avivamento Espiritual Na Igreja

A Necessidade de Avivamento Espiritual Na Igreja

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08/28/2013

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 A necessidade de avivamento espiritual na Igreja
 A igreja cristã mundial está vivendo um momento de crise. Por um lado, nos países onde éproibido pregar o Evangelho, os cristãos estão sendo perseguidos, presos e mortos; e por outro,onde há liberdade de expressão e de culto, os cristãos se mostram frios. Dentro desta problemática,numa coisa todos concordam: a igreja do Senhor necessita de um avivamento espiritual urgente!Somente isto poderá resolver os diversos problemas enfrentados pela igreja dentro da sociedadeem que está inserida e entre seus próprios membros. Sem avivamento espiritual, sem uma entregatotal e incondicional a Deus, é impossível à igreja glorificar a Deus, crescer e cumprir cabalmentecom o seu papel de testemunha do Evangelho de Cristo.Mas como se dá o avivamento espiritual na igreja e na vida do cristão? Cada igreja, cadapregador tem a sua fórmula teológica para chegar ao avivamento, e elas parecem variar de acordocom as épocas e conforme a tradição de cada denominação. No início da igreja cristã, no livro dos Atos dos Apóstolos, alguns afirmam que ele veio através dos dons do Espírito Santo, principalmenteo falar em línguas. Na Coréia, a maior igreja do mundo experimentou o avivamento através daoração. Em outras épocas as pessoas passaram a testemunhar mais de Cristo e esse fator despertou a igreja. Desta forma, uns afirmam que o avivamento vem através da manifestação dosdons espirituais, outros afirmam que somente pela oração, outros conclamam os cristãos a seremverdadeiras testemunhas de Cristo, outros falam em perdão, em dar o dízimo, em investir emmissões.Todavia, embora as soluções apresentadas sejam diversas e pareçam apontar para ladosdiferentes, todas convergem a um só ponto, pois todas estão corretas. O que não está correto épensar que o avivamento espiritual se dá através de um fato desses isolado. Ele, na verdade,envolve todas as dimensões da vida cristã pessoal e eclesiástica. O avivamento espiritual genuínoopera no ser humano físico, emocional, social e, acima de tudo, espiritual; ele é desencadeado emtodas as áreas da sua vida, principalmente nos seus relacionamentos.Mas quando buscamos o avivamento espiritual não podemos esperar que ele surja duranteum culto de avivamento, nem podemos estabelecer regras e práticas para que ele aconteça na vidada igreja. Quando dizemos que a igreja precisa orar para receber o avivamento, estamos tratandode coisas periféricas. A oração não deve ser a chave do avivamento, mas fruto de uma igrejaavivada. Da mesma forma, quando insistimos que através da caridade o avivamento pode nascer,também estamos olhando apenas de longe a questão, porque caridade não é um princípio doavivamento, mas também um fruto. O mesmo podemos pensar do evangelismo, do envolvimentocom a obra do Senhor e tantas outras coisas.O avivamento espiritual não é um ato isolado. Para que o recebamos ao adiantam cultos
pentecostais, o dia “D” do avivamento. O avivamento é uma decisão que tomamos
hoje e quepraticamos todos os dias. Avivamento é diário e não tem haver com a liturgia da igreja, embora elapossa colaborar. Avivamento é uma obra que o Espírito Santo produz no nosso coração, e não algoque possamos fazer por nós mesmos. E essa obra é exclusivamente pela graça de Deus, não por mérito nosso. O nosso mérito está unicamente em anularmos a nossa vontade para dar lugar avontade de Deus em nós.
Avivamento e espiritualidade
 Não há como entender o avivamento espiritual sem antes compreendermos o que realmenteé espiritualidade. Mas antes de entendermos o que a Palavra de Deus nos fala a cerca daverdadeira espiritualidade, é importante que conheçamos algumas doutrinas erradas que nos dizemo que é ser um crente espiritualmente avivado. Essas doutrinas, como veremos a seguir, englobamnormalmente dois erros: 1) achar que a espiritualidade é mérito nosso; 2) tentar alcançar aespiritualidade e o avivamento através de práticas meramente exteriores, como se elas fossemcapazes de transformar o nosso coração.
Orão de fog
 Um engano lamentável praticado por muitas igrejas pentecostais é achar que o simples fatode uma pessoa orar em voz alta, de maneira exaltada, gritando glória e aleluia mostra que ela éaltamente espiritual, que está na unção, no fogo do Espírito. Se pararmos para prestar atenção a
 
essas orações, encontraremos muito pouco de Bíblia e da vontade de Deus. As declarações de fé
normalmente são acompanhadas de “eu declaro”, “eu decreto”, eu rejeito”, “eu não aceito”, “euprofetizo”, “eu exijo” e tantos outros “eus”, como se o
crente que ora fosse o próprio Deus.Orar dessa forma não demonstra espiritualidade nem avivamento. Os fariseus eram mestresnesse tipo de oração, em pé nas esquinas e sinagogas, com as mãos levantadas para seremobservados pelos homens (Mateus 6:5). A eles o Senhor Jesus chamou de hipócritas. Com isso nãoqueremos dizer que os crentes que oram assim não o estejam fazendo com sinceridade de coraçãoe em verdadeiro espírito de adoração, mas apenas que isso não deve servir de termômetro paramedir a espiritualidade do crente.Não é a oração que traz a espiritualidade, mas a espiritualidade é que leva o crente a orar.Nós não oramos para sermos mais espirituais, mas oramos porque somos espirituais. E esta oraçãonem sempre é acompanhada de lágrimas, gritos de exaltação, línguas estranhas, mas com certezade um coração sincero que busca manter comunhão com Deus, reconhecendo a dependência dele,glorificando o seu Nome Santo e buscando viver na sua vontade.
Modismo 
 Olhando para a história da igreja poderemos encontrar vários momentos em que grandesavivamentos aconteceram. Em cada época este avivamento ocorreu de uma forma diferente. Hoje,quando continuamos em busca de uma vida espiritual mais próxima de Deus
 –
como se pudesseexistir algum tipo de espiritualidade longe do Senhor 
 –
o avivamento continua na moda. As igrejasestão sempre realizando cultos, seminários e cruzadas de avivamento, cada um enfocando umaspecto diferente.O mais interessante é que sempre há uma mudança de paradigma para o avivamento. Horaenfatizasse a necessidade de uma vida intensa oração, logo depois a ênfase é dada aoevangelismo; mais tarde o dom de línguas é colocado como símbolo seguro do avivamento depoder; amanhã o avivamento virá com a prosperidade. Daqui há mais um tempo as curasmilagrosas e as libertações de possessão demoníaca serão outro paradigma, que certamente serátrocado posteriormente pelo asceticismo ou pela exaltação ao conhecimento.Todavia, avivamento não é algo que está na moda, que muda de acordo com as diferentesépocas e culturas. O avivamento é somente um: a necessidade do homem de arrepender-se dosseus pecados e buscar o perdão de Deus e uma vida santa na Sua presença. E isso é algo que ocrente deve buscar todos os dias, por mais que esteja certo de estar nos caminhos do Senhor. Assim como as misericórdias do Senhor se renovam a cada amanhecer, a nossa dependência deletambém deve se renovar. Devemos estar sempre atentos a nós mesmos, nos policiando, nosexaminando, aceitando a Jesus todos os dias.
Falar em nguas 
 Para muitas denominações, o dom de línguas é superior a todos os outros dons, aocontrário do que afirma a Palavra de Deus através do apóstolo Paulo (1 Coríntios 14:1-19). Essasdenominações acreditam que somente quem fala em línguas está cheio do Espírito Santo, que umcrente que fala em línguas é mais espiritual que os outros, que para o crente exercer um ministériona
igreja precisa falar em línguas, que falar em línguas significa “revestimento de poder”, que falar 
em línguas significa que o crente foi batizado no Espírito.Falar em línguas, conforme vemos na Palavra de Deus, nunca foi um sinal de avivamentoespiritual ou mesmo de espiritualidade. A igreja de Corinto se gabava por ter todos os dons,principalmente o dom de línguas, e Paulo os chamou de carnais (1 Coríntios 3:1-3). E esses crentes
de Corinto, “revestidos de poder”, praticavam toda sorte de pecados na igre
 ja (cf. 1 Coríntios,capítulos 5 e 6). Ora, será que esses pecados praticados pela igreja de Corinto, que falava muito emlínguas estranhas, eram sinal de avivamento?Não somente o dom de línguas, mas nenhum dom nos torna mais espirituais, pois ele não édado por merecimento, mas conforme a vontade do Espírito (1 Coríntios 12:1-11). Dons espirituais
são “coisas controladas ou caracterizadas pelo Espírito” (do grego
 
ton pneumatikon
). Os dons nãosão dados em proporção à santidade ou qualquer outra coisa, por isso não podemos afirmar quealguém que possui o dom de línguas ou outros dons é mais espiritual que os outros. São dons dagraça (carismáticos), não há mérito.Um dos textos utilizados para argumentar que o derramamento do Espírito tem haver diretamente com o dom de línguas e que esse está ligado ao avivamento espiritual é Atos 2:1-4.Todavia, esse texto não fala de avivamento espiritual, mesmo porque o Espírito ainda não haviadescido para que alguém fosse mais ou menos espiritual que carecesse de avivamento. Aqui trata-se da descida definitiva do Espírito Santo sobre a igreja prometida por Jesus (João 14:16,26; 15:26;
 
16:7). A partir daquele momento o Espírito Santo passaria a habitar para sempre o coração docrente (1 Coríntios 3:16; 12:13,14), atuando dentro dele (João 14:17) e capacitando-o na obra paraqual o Senhor o chamou (Efésios 2:8-10).Reduzir o avivamento espiritual a simplesmente falar em línguas estranhas, é tratar oproblema de uma forma extremamente superficial e legalista. Falar em línguas não promovesantidade nem mudança de caráter. O dom em si não tem essa função, mas foi feito para aedificação do corpo de Cristo. Seria mais correto ligar o avivamento a manifestação do fruto doEspírito. Isso de fato causa transformação de caráter, de vida; isso chama o homem aoarrependimento, a uma vida de total entrega aos pés do Senhor, à dependência do Espírito. Talvezseja por isso que muitos preferem demonstrar a sua poderosa espiritualidade e o seu grandeavivamento simplesmente falando em línguas estranhas; é mais fácil e cômodo.
Culto de cura e libertã
 Já falamos sobre os vários cultos e cruzadas de avivamento que sempre são realizados por diversas denominações espalhadas pelo mundo. Todavia, se entendermos avivamento como anecessidade de um retorno ao primeiro amor através do arrependimento e da conversão
 –
porquemuitos crentes precisam rever sua conversão
 –
descobriremos que esses cultos não produzem oque prometem, apenas envolvem as pessoas numa atmosférica mística, puramente emocional, quenão efetua mudança alguma no seu caráter.Não há como negar o fato: se precisamos de avivamento é porque estamos mortos oumorrendo. E se nos achamos assim, é porque certamente estamos em pecado. Todavia, quandoligamos a televisão e assistimos a alguns cultos evangélicos, percebemos que as pregações giramem torno de tudo, menos do arrependimento. As pessoas entram em um tipo de transe e começam
a pular, bater palmas, cair ao chão, se “manifestar”, chorar e tantas outras coi
sas para se libertar dealgo que um simples arrependimento e pedido de perdão a Deus já resolveria.Não adianta culto de cura e libertação da inveja, da maledicência, da avareza, dadesonestidade, do adultério, da prostituição, do ódio, da rebeldia, da preguiça, da idolatria. O únicomodo de nos libertarmos de todas essas coisas e sermos crentes avivados, cheios do Espírito Santode poder é reconhecendo nosso pecado, nos arrependendo, pedindo perdão a Deus e procurandoviver uma vida nova. Resumindo: transformação de caráter. Para isso não precisa um culto de curae libertação, pois nenhuma oração pode transformar a vida de quem não quer ser transformado, dequem não reconhece o seu pecado nem se dispõe a mudar.Esses cultos se constituem numa tentativa inútil de trazer a transformação de fora paradentro.
Prática do jeju
 Outra concepção errada de espiritualidade e avivamento é o asceticismo. Fazer jejum nuncase constituiu como doutrina da espiritualidade. Ao contrário, Jesus condenava os fariseus pelaprática do jejum como uma forma de se mostrarem mais espirituais do que os outros (Mateus 6:16).
Dr. Shedd nos diz que “O jejum não é condenado se tiver como alvo o aproximar 
-se de Deus e a
negação de si mesmo.” (co
mentário da Bíblia Snedd). Esse aproximar-se é a busca pelaespiritualidade e não a espiritualidade em si.O jejum não é um mandamento como prática da espiritualidade. Se jejuar trouxesse umamaior espiritualidade ao crente, essa perderia o seu sentido, pois seria por merecimento e esforçopessoal. Todavia, ela é efetivada tão somente pelo mover do Espírito na nossa vida, nos purificandoe nos capacitando a permanecer fiéis a Deus. Em tempos de crise, quando queremos nos sacrificar em oração, o jejum é bem-vindo (Atos 9:9; 13:2,3; 14:23). Mas o que Deus espera de nós é um atode fé e confiança nele, não asceticismo.
Gíria evangélic
 Não é errado que, ao aceitarmos a Jesus e passarmos a freqüentar uma congregação e aler a Bíblia, o nosso vocabulário sofra alguma mudança, pois acabamos nos impregnado com anovidade de vida que o Evangelho nos dá. Nosso linguajar muda, principalmente no que diz respeitoàs palavras torpes (Efésios 4:29) e a linguagem obscena (Colossenses 3:8). Mas alguns crentes
querem impor sobre os outros uma “gíria evangélica”, afirmando que o crente deve falar assim para
ser verdadeiramente espiritual. Logo, não se contentam com um simples bom dia e se iram se oirmão não lhe disser 
 A paz do Senhor,
ou
Graça e paz,
ou
 A paz,
ou
Deus te abençoe.
 

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