Embora o trabalho infantil, como um todo, seja visto como inadequado e impróprio paraos menores abaixo da idade mínima legal, as Nações Unidas consideram algumasformas de trabalho infantil como especialmente nocivas e cruéis, devendo ser combatidas com prioridade.A Convenção n.º 182 da OIT, e 1999, aplicável neste caso a todos os menores de 18anos, classifica como as
piores formas de trabalho infantil
: o trabalho escravo ou semi-escravo (em condição análoga à da escravidão), o trabalho decorrente da venda e tráficode menores, a escravidão por dívida, o uso de crianças ou adolescentes em conflitosarmados, a prostituição e a pornografia de menores; o uso de menores para actividadesilícitas, tais como a produção e o tráfico de drogas e o trabalho que possa prejudicar asaúde, segurança ou moralidade do menor. No Brasil, algumas das formas especialmente nocivas de trabalho infantil são: otrabalho em canaviais, em minas de carvão, em funilarias, em cutelarias (locais onde sefabricam instrumentos de corte), na metalurgia e junto a fornos quentes, entre outros.
Portugal
Em Portugal, o trabalho infantil é considerado uma grave ofensa à integridade de umacriança e punido severamente, com prisão e multas altíssimas.O artigo 152 do Código Penal Português define os casos específicos em queactualmente o trabalho infantil é crime - maus tratos a menores implicando em trabalhoem actividades perigosas, desumanas ou proibidas ou trabalho excessivo.Os casos de trabalho infantil em Portugal são reduzidas registando-se em média,anualmente, 1 ou 2 casos.
Dados recentes
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2005 divulgada pelo IBGE revelam que o avanço da ocupação infantil foi influenciado pelo trabalho para o próprio consumo e pelo trabalho não remunerado na actividade agrícola.
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