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O BERRÃOO BERRÃOO BERRÃO 
Editorial
Num momento em que o Clube de Jornalismo já sereconhece como uma equipa, é uma responsabilida-de acrescida esta segunda edição de
O Berrão,
quedeverá, desta vez, demonstrar um intuito assumida-mente basilar: evoluir para permanecer. Não é esta,afinal, a essência de qualquer Obra? Por este moti- vo, produzimos, acolhemos e seleccionámos os con-tributos que nos pareceram ser a mais ajustada ima-gem da novidade que a todos interessa. Entristece-nos que uma boa fatia da participação total que sefez notar, na construção desta edição, não tenha tidooportunidade de se publicar neste suporte material.Ficará, decerto, resolvido este peso na consciênciacom o seu destaque no jornal online, tão valorizadopor todos, como prova o seu número elevado deconsultas.
Proporcionar uma leitura variada, que delimita
uma face empenhada deste Agrupamento Verticalde Escolas, é uma coordenada que traçámos unidose confiantes. Testemunhos de bons alunos, de bonsprofessores, de gente interessante e interessadanão faltam nas nossas páginas.Cruzámos dois temas de ordem, neste segundonúmero. Partimos, numa primeira fase, da propostados nossos repórteres que assentou na reflexãosobre um possível vínculo entre O
 Poder e a Cultura
e desenvolvemos simultaneamente outros trabalhospara dar resposta à recente questão lançada pelo
Projecto Público na Escola: “
 Porque é que a Política
também é para nós?”.
Inscrevemos
O Berrão
neste
projecto de educação para os media, como um auto-repto visando uma competição de qualidade quenos leve ao encontro de um possível reconhecimen-to no próximo Concurso Nacional de Jornais Escola-res 2008/2009.Este
O Berrão,
 
de dedos entrelaçados com a Políti-
ca, não é mais do que a tentativa de reconstrução deum mundo melhor, respondendo aos desafios daDemocracia.
P.R.F. (C.J.)
da Semana da Leitura
 
Decorreu, na semana de 2 a 6 de Março, a Semana da Leitura dinamizadapelos docentes da substrutura de Língua Portuguesa, as educadoras dos Jardinsde Infância e professoras do 1º Ciclo do Agrupamento com a colaboração daBE/CRE. Ao longo de toda a semana, decorreu, na sala de música, a
Feira do Livro
que foi visitada por todos os alunos do Agrupamento. Os visitantes, à saída tiveram a oportunidade de praticar a
―Leitura com tiques‖
que já se realizou na escolae que, pelo sucesso que obteve, se implementou novamente. Esteve também patente, no polivalente da escola, uma exposi-ção de
―Auto
-
retratos na pintura e na poesia‖
 
resultante do trabalho de recolha realizado pelos alunos do 10º B orientados
pela professora Palmira Sequeira no âmbito da disciplina de Português.Dinamizada pela Associação de estudantes, a actividade
―Leituras em várias línguas‖
, (essencialmente as ensina-
das na escola, Português (claro!), Francês e Inglês teve lugar nos intervalos de 5ª e 6ª feiras ao microfone da Rádio da escola.
 
Ouviram-se poemas lidos pelos alunos para os alunos. Os
―Poemas à Mesa‖
foram também uma iniciativa com vista à pro-moção da leitura. Foram colocados poemas nas mesas do refeitório para que, enquanto almoçavam, os alunos pudessem lerautores de renome.Houve ainda mais uma oficina de escrita criativa orientada pelas professoras Dina Gomes, Luísa Carvalho e Patrícia Fonti-nha, desta vez destinada aos alunos do 1º ciclo em que os meninos, ainda principiantes no acto de escrever, brincaram comas palavras construindo metáforas originais que se organizaram em belos poemas e construíram histórias a partir de ima-gens.
Professora Dina GomesP.R.F (C.J.)
 Jornal Online em http://jornalavem.wordpress.com
 Jornal do Agrupamento deEscolas de Murça
 
http://avmurca.org
Edição 2Março 2009
1 berrão
 
Impressão: Tipografia Viseense
 — 
Tiragem:300 exemplares
D E S T A Q U E S PP. 2 - Notícias de Ex-alunas P. 3 - Visitas de estudo P. 4 - Ciclo de cinema históricoP. 5 -
Será que a política também é para os jovens?
P. 6 - Cultura e poder P. 7 - Os Finalistas da EB 2, 3 e Secundária P. 8 - O Jardim de Infância e o PODER 
Trabalhos em Tela na Aula de Educação Visual
 A Cor e a Palavra
Quando olhamos ànossa volta, vemos que aNatureza e os objectos quenos rodeiam têm cor. É mui-to difícil imaginarmos omundo sem cor. A cor faz parte danossa vida e influi no nossoestado de espírito e no nos-so comportamento.Os alunos do 7º ano,nas aulas de Educação Visual realizaram trabalhosem tela a fim de aplicarem oestudo da cor.Esses trabalhos tive-ram como ponto de partida ailustração de textos de livrosinfantis, e serão expostosbrevemente na BE/CRE danossa escola.
Professora Alcina Rabaço Alunos do 7.º ano
 Alunas vencedoras doProjecto de Logótipos da BE/CRE
Este período lectivo foi lan-çado um concurso de criação delogótipos pela BE/CRE. Os trêsprojectos premiados são da auto-ria, os dois primeiros de CarolinaBorges e Ana Catarina, ambas daturma A do 8º Ano e o 3º da alunaMilva, da turma C do 8º ano.O logótipo vencedor quepassou a ser o símbolo da nossabiblioteca, foi criado pela alunaCarolina Borges com o arranjo gráfico do professor José António Morais.Foi com satisfação que as alunas participaram na ceri-mónia de entrega de prémios.
Professora Dina Gomes
 C o m e m o r a ç ã o
 
 
O BERRÃO PÁGINA 2 EDIÇÃO 2 - MARÇO 2009
Vânia Cigarro
Olá a todos os
leitores do Jornal „OBerrão‟! O meu nome
é Vânia Cigarro e souuma antiga aluna daEscola EB 2,3/ Sec.de Murça. Já termineio ensino secundáriohá algum tempo, pre-cisamente em 2004. Agora, cincoanos após ter termi-nado o meu percursonessa escola, reco-nheço que poderiater-me esforçado eempenhado um pou-co mais nas tarefasque me foram pedidas nessa altura. Contudo, omais importante é que consegui adquirir basessuficientes para o meu futuro.Quando terminei o 12º ano, decidi continuarcom os meus estudos mas, inicialmente, a saída daescola foi um choque pois não tinha qualquerideia do curso que queria seguir. A verdade é quea ideia de ir para uma escola nova onde nãoconhecia ninguém e estava praticamente sozinhanão era muito agradável. Mas tal como um passa-rinho, tive que abrir as asas e voar e, por isso,escolhi o curso de Fisioterapia na Escola Superiorde Saúde Jean Piaget do Nordeste. Foi lá que con-cluí no passado ano o grau de licenciatura. Nestanova escola tudo foi diferente: desde a relaçãoprofessor-aluno até ao desconhecimento da maiorparte dos meus colegas. A nossa vida está emconstante mudança, temos é que nos adaptar acada uma das novas situações. E foi exactamenteisso que aconteceu comigo: encontrei novos ami-gos e conheci novas realidades. Foi também umaboa experiência. Posso mesmo dizer que encon-trei finalmente a profissão dos meus sonhos, aque-la que quero exercer até aos meus 65 anos (sim,porque já não há reformas antes dessa idade)!Neste momento estou a explorar o ramo dasmassagens terapêuticas. Esta é uma das áreas daestética com maior procura. Apesar disso, nãodesisto do meu sonho, trabalhar num hospitaldireccionado à reabilitação pediátrica. Actualmente, é um pouco complicado falar deperspectivas para o futuro pois o mundo do traba-lho não está a passar uma boa fase. O importanteé nunca cruzarmos os braços, nunca desanimar-mos, ter sempre uma atitude optimista e percor-rermos o nosso sonho com todas as forças. E lem-brem-se: fecha-se uma porta mas abre-se uma janela...Fazendo agora uma retrospectiva do que apren-di ao longo da minha vida, a escola de Murça foisem dúvida um dos lugares mais importantes noque toca à minha formação como pessoa. Foi laque me incutiram o sentido de responsabilidade,de empenho, de dedicação e companheirismoentre colegas e entre professor e aluno. Devemossempre ver o professor como um amigo, um pontode apoio e não como um simples profissional,acreditem que vão ser peças fundamentais deorientação no puzzle que se torna o percursoescolar.Só mais um conselho: o tempo passa demasiadodepressa, devem aproveitar cada momento passa-do com os vossos amigos e colegas, divirtam-seporque a escola também pode ser sinónimo dedivertimento e convívio, ao contrário do que mui-tos pensam. Não queiram que o tempo passe maisdepressa porque depois ele não volta atrás e estassão as melhores recordações que levam para oresto da vida!Para finalizar, gostaria de aproveitar esta oportu-nidade para agradecer a todos os meus professo-res (se é que ainda se lembram de mim) que sem-pre acreditaram em mim e nas minhas capacida-des. Se hoje sou o que sou, devo-o aos meus paismas também aos meus professores. A todos elesum obrigado sincero!
 
Vânia Cigarro
Clube de Jornalismo
 
Coordenação
Patrícia Rodrigues Fontinha - P.R.FFaustino Coutinho - F.C.
Redacção
 Andreia Carneiro - A.C. / Andreia Lopes - A.L. / Carla Gomes - C.G.Cindy Enes - C.E. / Cristhian Ferreira - C.F. / Nilsa Vales - N.V.Sandra Bessa - S.B. / Sara Pereira
 — 
S.P. / Tiago Marques - T.M. / Vera Garcia - V.G.
Digitalização, concepção e edição gráfica
 João Garcia
Entrevista a Ana Isabel, Auxiliar Da Acção Educativa
Sobre o seu trabalho com os meninos com necessidades educativas especiais
 Ana Isabel é auxiliar da acçãoeducativa na escola sede do Agrupamento e dedica o seutempo a tomar conta dealguns alunos com necessida-des educativas especiais. OClube de Jornalismo resolveudar-lhe voz para saber emque consiste o seu trabalho.
C.J.- Porque é que escolheuesta profissão?
 A. Isabel - Quando comeceinão foi uma escolha, masdepois, com o passar do tem-po, apaixonei -me pelo meni-nos, pelas coisas que pode-mos aprender com eles e comos professores que os acom-panham. Também me ajudoua crescer como pessoa e asaber respeitar todas as pessoas bem como a lidar com situações a que eu não estavahabituada. Este trabalho sensibilizou-me a respeitar a diferença.
C.J.- Gosta do que faz?
 A. Isabel - Sim, gosto muito do que faço.
C.J.- O que costuma fazer com os alunos com necessidades educativas especiais?
 A. Isabel - Costumo colaborar nas actividades desenvolvidas pelos professores e alunostentando sempre adaptar-me às diferentes necessidades individuais para poder ir aoencontro daquilo que os deixa satisfeitos. Além disso dou acompanhamento sistemático,de carácter afectivo, em cuidados de higiene e limpeza e estimulação sensorial a umaaluna multi-deficiente.
C.J.- Após ter terminado o ensino secundário pretendia trabalhar com criançasespeciais?
 A. Isabel - A princípio não, pois nunca tinha pensado vir a trabalhar com crianças comcaracterísticas especiais, mas depois sim, criei afectividade, fui aprendendo a lidar comas diversas situações com as quais nos deparamos neste trabalho e agora sinto que seriacapaz de fazer isto sempre.
C.J.- Como lida com as diferentes deficiências dos meninos?
 A. Isabel - Para tudo é preciso adaptação, penso que me adaptei com alguma facilidadeà diversidade e sinto alguma vocação para atender às diferentes necessidades dos meni-nos. Tenho tido sempre a preocupação de observar as atitudes dos professores comoorientadores para ter um modelo a seguir nas respostas que têm de ser dadas no decor-rer do dia, dependendo das situações que surgem.
C.J. - Depois de sair da escola a alegria que eles lhe transmitem segue consigopara o resto do seu dia?
 A. Isabel - Vai muito para além do resto do dia, é algo que me acompanha sempre, nosfins-de-
semana, nas férias, … quando não estou com eles sinto que me falta alguma coisa
é como se houvesse um certo vazio em mim, por isso, tento sempre aproveitar ao máximoo tempo que estou com eles.
 A.C. (CJ)
Menção Honrosa para O Despertar da Porca
 A Equipa do Jornal do Agrupamento está de Parabéns!
No passado dia 17 de Fevereiro asprofessoras que coordenaram o projec-to do Jornal do Agrupamento de Esco-las, O Despertar da Porca, Luísa Carva-lho e Patrícia Fontinha, acompanhadaspela coordenadora do Departamentode Línguas, Dina Gomes, estiverampresentes na cerimónia de entrega deprémios da edição 2007-08 do Concur-so Nacional de Jornais Escolares, pro-movido pelo projecto Público na Esco-la.Foi com orgulho que receberam umamenção honrosa no Auditório da Fun-dação de Serralves, no Porto, que pare-cia minúsculo para acolher tantos participantes que vieram representar mil e uma escolasdo norte ao sul do país.
O Saltarico, jornal do Agrupamento Vertical de Lamego, recebeu ex aequo o primeiro
prémio das mãos da Ministra da Educação que referiu ser fundamental, para os alunos eas escolas, este acontecimento, a fim de manter viva a vontade de ler e de escrever.
 As professoras coordenadoras d‟ O Despertar da Porca, quando chamadas para recebe-
rem o prémio, foram risonhamente recebidas no palco do auditório, graças ao título atri-buído ao seu jornal. A professora Patrícia Fontinha no seu discurso de agradecimento do prémio não deixoude referir a lenda da Porca de Murça para que todos pudessem compreender a história donome do jornal, salvando assim a honra da casa, e agradeceu a todos aqueles que possi-bilitaram a realização do projecto, desde os alunos e professores do Jardim de Infânciaaté aos alunos e professores do 12º ano, auxiliares da acção educativa, Encarregados deEducação, Conselho Executivo do Agrupamento, comunidade civil e lembrou os presen-tes da ausência na cerimónia do professor João Garcia, responsável pela digitalização,concepção e edição gráfica, sublinhando a falta que ele faz à equipa naquele momento dereconhecimento.Num momento final, a Ministra da Educação acrescentou que o Estado continuará aapoiar esta iniciativa.
P.R.F. (C.J.)
Notícias de ex-alunas ...
 
 Joana Calvão
C.J.-
Quando é que terminaste o 12º ano?
 J.C.-
Em 2006/2007
C.J.--
O que é que mais te marcou no teu percur-so escolar nesta escola?
 J.C-
 As amizades e a cumplicidade que existiaentre todos os meus amigos e companheiros deturma. A tolerância, compreensão e ajuda dosprofessores. O ambiente salutar que havia naEscola.
C.J.-
De que é que não guardas saudades?
 J.C.-
Do stress dos exames nacionais e de ver oresultado na pauta.
C.J.-
O que é que não voltarias a fazer se pudes-ses voltar atrás no tempo?
 J.C.-
Não voltaria a dizer mal da comida da canti-na.
C.J.-
 Ainda te lembras do teu primeiro dia deaulas no 5º ano? O que é que guardas na memó-ria?
 J.C.-
Sim, lembro-me muito bem. Saí de casa com a minha mãe muito entu-siasmada. Quando chegamos à escola estavam muitos dos meus amigos noportão com os pais e todos nós sentíamos que a partir desse dia pertencíamosà "escola dos grandes", e isso era realmente uma etapa importantíssima nasnossas vidas. Lembro-me que queria muito conhecer os professores e osmeus novos colegas de turma e que além disso, queria ter aulas para começara entrar em contacto com as novas disciplinas.
C.J.-
O que fizeste a partir do momento em que concluíste o 12º ano?
 J.C.-
No ano em que terminei o 12º, entrei para a Faculdade de engenhariado Porto, em Bioengenharia. Como este curso se revelou não ser o mais indi-cado para mim, decidi voltar a estudar para os exames nacionais e repeti-lospara tentar entrar em medicina. Acabei por conseguir, não em Portugal
(como tanto queria), mas em Espanha.
C.J.-
O que fazes no momento presente?
 J.C.-
Estudo na Faculdade de Medicina de Salamanca.
C.J.-
O que esperas do futuro?
 J.C.-
Muito estudo, e espero que desse estudo obtenha muito sucesso!
C.J.-
Que conselho dás aos alunos desta escola?
 J.C.-
Que aproveitem muito bem o tempo que passam na escola e que nun-ca se desfaçam das amizades que aí criaram.
P.R.F. (C.J.)
 
 
Visita de Estudo do Museu Amadeo de Souza-Cardoso
No dia 11 de Março, os alu-nos das duas turmas do 9º ano e daturma B do 12.º ano, tiveram direitoa uma tarde fora do normal. Noâmbito das disciplinas de História eEducação Visual, as turmas, acom-panhadas pelas docentes ManuelaMonteiro, Patrícia Fontinha e AlcinaRabaço, realizaram uma visita deestudo a Amarante, mais concreta-mente ao Museu Municipal Amadeode Souza Cardoso. Amadeo de Souza Cardosoera um pintor, amarantino, nascidoem 1887, em Manhufe. Esta visita, que tinha entre os seusobjectivos a consolidação de conhecimentos dados na sala de aula, consistiu na visita aomuseu, que possuía peças não só do autor que lhe deu o seu nome, mas também de outrospintores e escultores, amarantinos, nacionais e internacionais.De uma maneira geral, tanto as docentes como os alunos concordaram que foi uma tardemuito bem passada, com novidades fornecidas por uma guia, e em fraterno convívio comos outros bem como com a arte. A todos aqueles que desejem saber um pouco mais sobrea arte moderna portuguesa, aconselha-se uma paragem pelo Museu Municipal Amadeode Souza Cardoso assim que estiverem perto de Amarante!
C.G. (C.J.)
 Amadeo de Souza Cardoso - Notícia Biográfica
 Amadeo de Souza Cardoso nasce a a 14 de Novembro de 1887 emManhufe e, freguesia de Mancelos, no concelho de Amarante. Faz estudosliceais em Amarante e frequenta a Academia de Belas Artes de Lisboa em
1905, tentando seguir o curso de Arquitectura que interrompe para partir para
Paris, em 1906, estalando-se então em Montparnasse. Frequenta ateliês pre-paratórios para o concurso de admissão às Beaux-Arts parisienses, ainda comdestino a Arquitectura, vindo no entanto a dedicar-se exclu-sivamente à pintura, tendo frequentado a Academia Viti dopintor espanhol Anglada Camarasa. Nesta primeira época realiza váriascaricaturas e algumas pinturas marcadas por aspectos naturalistas eimpressionistas. Em 1910 faz uma estadia de alguns meses em Bruxelase em 1911 expõe trabalhos no Salon dês Indépendants, em Paris, haven-do-se aproximado progressivamente das vanguardas e de artistas comoModigliani, Brancusi, Archipenco, Juan Gris, Robert e Sonia Delaunay.Em 1912 publica o álbum XX Dessins e expõe no Salon dês Indépen-
dants e no Salon d‟Automne.
Em 1913 toma parte, com oito trabalhos, nos Estados Unidos da América, no ArmoryShow, aí restando algumas das suas obras expostas, hoje patentes ao público nos museusamericanos. Nesse ano participa ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim.Em 1914 encontra-se em Barcelona com Gaudi, parte para Madrid onde é surpreendidopela guerra. Regressa a Portugal, instala-se em Manhufe e casa no Porto com Lucia Pecet-to que conhecera em Paris, já, em 1908.Pinta com grande constância, refaz algumas obras no seu ateliê da Casa do Ribeiro, cul-tiva a amizade com Eduardo Viana, Almada Negreiros e os Delaunay (que então se insta-lam em Vila do Conde).Em 1916 expõe no Porto 114 obras com o título Abstraccionismo que serão tambémexpostas em Lisboa, num e noutro caso com novidade e algum escândalo.
Em 25 de Outubro de 1918 Amadeo morre em Espinho vítima da “pneumónica” que
então grassava em Portugal.
 António Cardoso
Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso
O Museu Amadeo de Souza Cardoso,outrora Biblioteca - Museu Municipal de Amarante, foi fundado, em 1947, pelo Dr. Albano Sardoeira, visando reunir mate-riais respeitantes à História Local e lem-brar artistas e escritores nascidos em Amarante: António Carneiro, Amadeo deSouza Cardoso, Acácio Lino, ManuelMonterroso, 0 Abade de Jazente, AntónioCândido, Teixeira de Pascoaes, AugustoCasimiro, Alfredo Brochado, Ilídio Sar-doeira, Agustina Bessa Luís, AlexandrePinheiro Torres...Instalado no Convento Dominicano deS. Gonçalo de Amarante, construção empreendida ao longo dos sécs. XVI-XVIII, o Museufoi progressivamente ocupando alguns desses espaços, sucessivamente qualificados atéao projecto revalorizador de arquitectura, de 1980, de sentido moderno, do arquitecto Alcino Soutinho, com a reconstituição dos dois claustros, desvirtuados pela demolição docorpo que os separava, realizada em meados do século XIX.Se o Museu Amadeo de Souza Cardoso pretende manter a lembrança do seu núcleo ini-cial e das suas colecções, com a maior ênfase da Arqueologia, a sua principal vocação é a Arte Portuguesa Moderna e Contemporânea, nomeadamente a Pintura e a Escultura, ten-do como principais referências António Carneiro (com os sinais possíveis do Simbolismoe Expressionismo) e Amadeo de Souza Cardoso, com a sua prática de uma modernidade;aos ritmos de Paris, e com a notícia das vanguardas europeias dos começos do século XX.Com lacunas, é certo, o Museu procura responder ao encadeamento das gerações de pin-tores e escultores portugueses que, numa prática ambígua ou nas rupturas, assumiram outentam assumir também um projecto de modernidade.
 António Cardoso
 
O BERRÃO PÁGINA 3 EDIÇÃO 2 - MARÇO 2009
Visita ao Teatro de Vila Real
No âmbito da disciplina de Língua Por-tuguesa, os alunos das duas turmas do 9ºAno,da nossa Escola, foram assistir à peça de teatro Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, apre-sentado pela companhia de Teatro Filandorra.Na primeira quarta-feira do passadomês de Fevereiro, os alunos das turmas A e Bdo 9ºAno e as respectivas directoras de turma, visitaram o Teatro de Vila Real, para assistiremao Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente,apresentado pela companhia de Teatro Filan-dorra. Nesta peça, Gil Vicente critica toda asociedade da sua época, como por exemplo oclero, através de um padre devasso, dedicado aos prazeres da corte ou a nobreza, factoque os actores transformam numa crítica à sociedade dos nossos tempos.Os actores respeitaram a linguagem e a falastexto original escrito por Gil Vicente no séculoXVI, no entanto, acrescentaram aspectos, críti-cas que, de forma habilidosa transportaram apeça para a actualidade. Desta forma, quiserammostrar o carácter intemporal desta obra, recor-rendo ainda ao vestuário do nosso dia-a-dia,facto que os alunos acharam muito interessante eque os cativou. Um dos alunos deu a sua opinião
sobre a representação dizendo o seguinte: “
 Acho que o facto de as personagens usarem ves-tuário e alguns objectos actuais, como é o casoda juíza, do Enforcado (aqui traficante de droga) ou do Fidalgo (que vem com uma cadei-ra de rodas). Um outro aspecto importante deste trabalho desenvolvido pela companhiade teatro na encenação desta peça, e que deve ser salientado, é o facto de os Quatro
Cavaleiros, últimas personagens apresentadas, serem “transformadas” aqui naqueles que
lutam para salvar as vidas dos outros
 – 
os médicos sem fronteiras e todos os voluntários
de organizações internacionais.”
 No final da peça, os alunos regressaram à escola satisfeitos com o que viram, e comcuriosidade pelo estudo da obra, que será para breve nas aulas de Língua Portuguesa.
Fábio Milhões, Helena Teixeira e Paulina Moura, 9.ºA
Conhecer Conímbriga - Uma visita ao passado
No passado dia vinte e nove de Janeiro,os alunos do 10º B e os do curso de Turismo, o
10º C, realizaram uma saída de estudo a Coním-
briga, de acordo com os conteúdos das discipli-nas de História A, H.C.A. e T.T.G. respectiva-mente. Ao longo do percurso, foram observandoas paisagens dos rios Douro e do Mondego. Após uma introdução feita por um res-ponsável da estação arqueológica, os alunosiniciaram a visita às ruínas onde se sentiram a viajar no tempo, como que fazendo parte dessemundo romano. Essas ruínas deixaram-nos a pensar como é que com tão pouca coisa,fizeram surgir obras tão belas e tão grandiosas, sendo a Casa dos Repuxos o sítio que osmarcou mais intensamente.De seguida, foram ao Museu onde viramdiversas peças muito bem tratadas e conserva-das desde colares, a facas, a jazigos, uma imen-sidão de objectos, destacando-se os mosaicos,devido às figuras que estes representavam.Quando se sentiram com energia, rumaram aCoimbra, com o principal objectivo de visitar acidade universitária, pois esta foi a primeira dopaís, e outros pontos de interesse histórico.Concluíram que foi uma viagem muito diverti-da, um dia diferente onde teve lugar o conhecimento, o convívio e já a saudade.
 Ana Paula Correia, 10.ºBF.C. (C.J.)
Visita de Estudo à Feira Qualific@Conhecer a Exponor e a cidade do Porto
Os alunos do 10ºC e do CEF2acompanhados pelos professoresHumberto Nascimento, Lina Cabral eIsabel Fernandes, no dia 14 de Feve-reiro, realizaram uma visita de estudoà cidade invicta, mais propriamente àsua zona histórica e à Exponor, ondedecorreu a Feira Qualific@ sobre osrecursos profissionais.Num primeiro momento apro- veitaram para ir ver o magnífico Está-dio do Dragão. Tiveram também aoportunidade de passear e conhecer abela Ribeira do Porto, a Avenida dos Aliados, a Avenida da Boavista, o Castelo do Queijo, e outros locais turísticos da cidade. Após o (re)conhecimento das zonas acima mencionadas da cidade, decidiram ir almoçarà beira-mar. Neste curto espaço de tempo, houve lugar para diversão, para irem à praia epara jogarem futebol.Depois desta pausa, o grupo seguiu viagem rumo à Exponor em Matosinhos.No percurso efectuado até à Exponor, as o que os alunos alunos mais apreciaram verforam os porta-contentores e os cargueiros que se avistavam ao longe.Na feira não foi apenas interessante a parte da exposição dedicada ao turismo com umaamostra excelente de confecção de chocolates, como também valeu a pena a parte militarcom o Pandur II, carros de combate ou de munições.Como ainda lhes restou tempo, fizeram uma paragem no Norte-Shopping para compra-rem algumas lembranças.
Esta visita de estudo foi uma experiência muito rica para todos os alunos que pedem
para a mesma se repetir.
 Alunos do 10.ºCT. M. e P.R.F. (CJ)

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