Visita de Estudo do Museu Amadeo de Souza-Cardoso
No dia 11 de Março, os alu-nos das duas turmas do 9º ano e daturma B do 12.º ano, tiveram direitoa uma tarde fora do normal. Noâmbito das disciplinas de História eEducação Visual, as turmas, acom-panhadas pelas docentes ManuelaMonteiro, Patrícia Fontinha e AlcinaRabaço, realizaram uma visita deestudo a Amarante, mais concreta-mente ao Museu Municipal Amadeode Souza Cardoso. Amadeo de Souza Cardosoera um pintor, amarantino, nascidoem 1887, em Manhufe. Esta visita, que tinha entre os seusobjectivos a consolidação de conhecimentos dados na sala de aula, consistiu na visita aomuseu, que possuía peças não só do autor que lhe deu o seu nome, mas também de outrospintores e escultores, amarantinos, nacionais e internacionais.De uma maneira geral, tanto as docentes como os alunos concordaram que foi uma tardemuito bem passada, com novidades fornecidas por uma guia, e em fraterno convívio comos outros bem como com a arte. A todos aqueles que desejem saber um pouco mais sobrea arte moderna portuguesa, aconselha-se uma paragem pelo Museu Municipal Amadeode Souza Cardoso assim que estiverem perto de Amarante!
C.G. (C.J.)
Amadeo de Souza Cardoso - Notícia Biográfica
Amadeo de Souza Cardoso nasce a a 14 de Novembro de 1887 emManhufe e, freguesia de Mancelos, no concelho de Amarante. Faz estudosliceais em Amarante e frequenta a Academia de Belas Artes de Lisboa em
1905, tentando seguir o curso de Arquitectura que interrompe para partir para
Paris, em 1906, estalando-se então em Montparnasse. Frequenta ateliês pre-paratórios para o concurso de admissão às Beaux-Arts parisienses, ainda comdestino a Arquitectura, vindo no entanto a dedicar-se exclu-sivamente à pintura, tendo frequentado a Academia Viti dopintor espanhol Anglada Camarasa. Nesta primeira época realiza váriascaricaturas e algumas pinturas marcadas por aspectos naturalistas eimpressionistas. Em 1910 faz uma estadia de alguns meses em Bruxelase em 1911 expõe trabalhos no Salon dês Indépendants, em Paris, haven-do-se aproximado progressivamente das vanguardas e de artistas comoModigliani, Brancusi, Archipenco, Juan Gris, Robert e Sonia Delaunay.Em 1912 publica o álbum XX Dessins e expõe no Salon dês Indépen-
dants e no Salon d‟Automne.
Em 1913 toma parte, com oito trabalhos, nos Estados Unidos da América, no ArmoryShow, aí restando algumas das suas obras expostas, hoje patentes ao público nos museusamericanos. Nesse ano participa ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim.Em 1914 encontra-se em Barcelona com Gaudi, parte para Madrid onde é surpreendidopela guerra. Regressa a Portugal, instala-se em Manhufe e casa no Porto com Lucia Pecet-to que conhecera em Paris, já, em 1908.Pinta com grande constância, refaz algumas obras no seu ateliê da Casa do Ribeiro, cul-tiva a amizade com Eduardo Viana, Almada Negreiros e os Delaunay (que então se insta-lam em Vila do Conde).Em 1916 expõe no Porto 114 obras com o título Abstraccionismo que serão tambémexpostas em Lisboa, num e noutro caso com novidade e algum escândalo.
Em 25 de Outubro de 1918 Amadeo morre em Espinho vítima da “pneumónica” que
então grassava em Portugal.
António Cardoso
Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso
O Museu Amadeo de Souza Cardoso,outrora Biblioteca - Museu Municipal de Amarante, foi fundado, em 1947, pelo Dr. Albano Sardoeira, visando reunir mate-riais respeitantes à História Local e lem-brar artistas e escritores nascidos em Amarante: António Carneiro, Amadeo deSouza Cardoso, Acácio Lino, ManuelMonterroso, 0 Abade de Jazente, AntónioCândido, Teixeira de Pascoaes, AugustoCasimiro, Alfredo Brochado, Ilídio Sar-doeira, Agustina Bessa Luís, AlexandrePinheiro Torres...Instalado no Convento Dominicano deS. Gonçalo de Amarante, construção empreendida ao longo dos sécs. XVI-XVIII, o Museufoi progressivamente ocupando alguns desses espaços, sucessivamente qualificados atéao projecto revalorizador de arquitectura, de 1980, de sentido moderno, do arquitecto Alcino Soutinho, com a reconstituição dos dois claustros, desvirtuados pela demolição docorpo que os separava, realizada em meados do século XIX.Se o Museu Amadeo de Souza Cardoso pretende manter a lembrança do seu núcleo ini-cial e das suas colecções, com a maior ênfase da Arqueologia, a sua principal vocação é a Arte Portuguesa Moderna e Contemporânea, nomeadamente a Pintura e a Escultura, ten-do como principais referências António Carneiro (com os sinais possíveis do Simbolismoe Expressionismo) e Amadeo de Souza Cardoso, com a sua prática de uma modernidade;aos ritmos de Paris, e com a notícia das vanguardas europeias dos começos do século XX.Com lacunas, é certo, o Museu procura responder ao encadeamento das gerações de pin-tores e escultores portugueses que, numa prática ambígua ou nas rupturas, assumiram outentam assumir também um projecto de modernidade.
António Cardoso
O BERRÃO PÁGINA 3 EDIÇÃO 2 - MARÇO 2009
Visita ao Teatro de Vila Real
No âmbito da disciplina de Língua Por-tuguesa, os alunos das duas turmas do 9ºAno,da nossa Escola, foram assistir à peça de teatro Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, apre-sentado pela companhia de Teatro Filandorra.Na primeira quarta-feira do passadomês de Fevereiro, os alunos das turmas A e Bdo 9ºAno e as respectivas directoras de turma, visitaram o Teatro de Vila Real, para assistiremao Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente,apresentado pela companhia de Teatro Filan-dorra. Nesta peça, Gil Vicente critica toda asociedade da sua época, como por exemplo oclero, através de um padre devasso, dedicado aos prazeres da corte ou a nobreza, factoque os actores transformam numa crítica à sociedade dos nossos tempos.Os actores respeitaram a linguagem e a falastexto original escrito por Gil Vicente no séculoXVI, no entanto, acrescentaram aspectos, críti-cas que, de forma habilidosa transportaram apeça para a actualidade. Desta forma, quiserammostrar o carácter intemporal desta obra, recor-rendo ainda ao vestuário do nosso dia-a-dia,facto que os alunos acharam muito interessante eque os cativou. Um dos alunos deu a sua opinião
sobre a representação dizendo o seguinte: “
Acho que o facto de as personagens usarem ves-tuário e alguns objectos actuais, como é o casoda juíza, do Enforcado (aqui traficante de droga) ou do Fidalgo (que vem com uma cadei-ra de rodas). Um outro aspecto importante deste trabalho desenvolvido pela companhiade teatro na encenação desta peça, e que deve ser salientado, é o facto de os Quatro
Cavaleiros, últimas personagens apresentadas, serem “transformadas” aqui naqueles que
lutam para salvar as vidas dos outros
–
os médicos sem fronteiras e todos os voluntários
de organizações internacionais.”
No final da peça, os alunos regressaram à escola satisfeitos com o que viram, e comcuriosidade pelo estudo da obra, que será para breve nas aulas de Língua Portuguesa.
Fábio Milhões, Helena Teixeira e Paulina Moura, 9.ºA
Conhecer Conímbriga - Uma visita ao passado
No passado dia vinte e nove de Janeiro,os alunos do 10º B e os do curso de Turismo, o
10º C, realizaram uma saída de estudo a Coním-
briga, de acordo com os conteúdos das discipli-nas de História A, H.C.A. e T.T.G. respectiva-mente. Ao longo do percurso, foram observandoas paisagens dos rios Douro e do Mondego. Após uma introdução feita por um res-ponsável da estação arqueológica, os alunosiniciaram a visita às ruínas onde se sentiram a viajar no tempo, como que fazendo parte dessemundo romano. Essas ruínas deixaram-nos a pensar como é que com tão pouca coisa,fizeram surgir obras tão belas e tão grandiosas, sendo a Casa dos Repuxos o sítio que osmarcou mais intensamente.De seguida, foram ao Museu onde viramdiversas peças muito bem tratadas e conserva-das desde colares, a facas, a jazigos, uma imen-sidão de objectos, destacando-se os mosaicos,devido às figuras que estes representavam.Quando se sentiram com energia, rumaram aCoimbra, com o principal objectivo de visitar acidade universitária, pois esta foi a primeira dopaís, e outros pontos de interesse histórico.Concluíram que foi uma viagem muito diverti-da, um dia diferente onde teve lugar o conhecimento, o convívio e já a saudade.
Ana Paula Correia, 10.ºBF.C. (C.J.)
Visita de Estudo à Feira Qualific@Conhecer a Exponor e a cidade do Porto
Os alunos do 10ºC e do CEF2acompanhados pelos professoresHumberto Nascimento, Lina Cabral eIsabel Fernandes, no dia 14 de Feve-reiro, realizaram uma visita de estudoà cidade invicta, mais propriamente àsua zona histórica e à Exponor, ondedecorreu a Feira Qualific@ sobre osrecursos profissionais.Num primeiro momento apro- veitaram para ir ver o magnífico Está-dio do Dragão. Tiveram também aoportunidade de passear e conhecer abela Ribeira do Porto, a Avenida dos Aliados, a Avenida da Boavista, o Castelo do Queijo, e outros locais turísticos da cidade. Após o (re)conhecimento das zonas acima mencionadas da cidade, decidiram ir almoçarà beira-mar. Neste curto espaço de tempo, houve lugar para diversão, para irem à praia epara jogarem futebol.Depois desta pausa, o grupo seguiu viagem rumo à Exponor em Matosinhos.No percurso efectuado até à Exponor, as o que os alunos alunos mais apreciaram verforam os porta-contentores e os cargueiros que se avistavam ao longe.Na feira não foi apenas interessante a parte da exposição dedicada ao turismo com umaamostra excelente de confecção de chocolates, como também valeu a pena a parte militarcom o Pandur II, carros de combate ou de munições.Como ainda lhes restou tempo, fizeram uma paragem no Norte-Shopping para compra-rem algumas lembranças.
Esta visita de estudo foi uma experiência muito rica para todos os alunos que pedem
para a mesma se repetir.
Alunos do 10.ºCT. M. e P.R.F. (CJ)
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