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Violência contra as mulheres, machismo e a legalização da prostituição

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09/11/2013

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Violência contra as mulheres, machismo e a legalização daprostituição
Por Caê Batista
 O machismo e suas diversas manifestações foram debatidos no 37º Conselhode Base do Sintrajud. Realizado no sábado, 09 de março, o debate celebrou oDia Internacional das Mulheres.A primeira palestrante foi Isadora Brandão, que abordou as diferentes formasde violência que a mulher sofre. Advogada e militante da Consulta Popular, elaexplicou que
a violência contra a mulher é um mecanismo de controle docorpo e da sexualidade da mulher, decorrente de uma sociedadepatriarcal.
Segundo disse,
esse mecanismo, que foi apropriado pelo capitalismo,favorece a violência doméstica, que passa a ser uma esfera de controle evigilância, não para eliminar a mulher fisicamente, mas que tira a sualiberdade de escolha e de pensamento, que tira a mulher da vida pública.
Disse ainda que
em toda a sociedade existe uma ideia de que as mulheressão responsáveis pela violência de que são vítimas. Por isso, segundoexplicou, em muitos casos a mulher, mesmo agredida e violentada, nãoconsegue romper com aquele ciclo.E mesmo quando a mulher consegue superar aquela situação, ela precisaenfrentar a omissão do poder público, que em muitos casos significaenfrentar a violência institucional
. Isadora fez uma comparação entre o casode um roubo, com o caso de um estupro. No primeiro, a vítima não precisa detestemunhas, já no segundo, a vítima precisa. A Justiça trata esses casos demaneira diferente, disse.
Prostituição e mercantilização do corpo da mulher
 Às vésperas de sediar os dois eventos mais importantes do esporte mundial, oBrasil prepara uma legislação para regulamentar as casas de prostituição.Tramitam no Parlamento projetos
que visam transformar cafetões ecafetinas em empresários.
Esse tema foi abordado pela militante feminista Alessandra Lacerda, do Psol edo Movimento Mulheres em Luta, que
fez um paralelo entre a prostituição na Alemanha e no Brasil.
Ela contou que a regulamentação da prostituição na Alemanha aconteceuentre 2005 e 2006, pouco antes do país sediar a Copa do Mundo. SegundoAlessandra, a legislação regulamentou as casas que passaram a terpermissão para vender um produto.
 
Alessandra esclareceu que o uso do termo produto ilustra a forma como amulher em situação de prostituição é vista. No caso da Alemanha, osprostíbulos despedem as mulheres quando elas atingem 30 anos deidade, que são obrigadas a se prostituírem na rua.A maior parte das prostitutas na Alemanha são estrangeiras
.
Elas ocupamum espaço de trabalho que é legalizado, sem estar legalizadas, explicou.Quando essas mulheres vão para a rua, ficam ainda mais expostas a todotipo de violência. Muitas desaparecem, são levadas a outros países, ouassassinadas, disse.
Ela concluiu dizendo que
a regulamentação não ajudou as prostitutas e queos projetos de leis não vão garantir menos violência, nem mesmo opagamento às prostitutas. A ideia (dos PLs) é legalizar o (que atualmenteé) crime, agenciar a prostituição
, criticou e afirmou que tomar conhecimentodessa situação é o que a motiva para seguir militando.
Capitalismo e machismo
 Diretora da Fenajufe, servidora do TRF-3 e militante do PSTU, Ana LuizaFigueiredo Gomes explicou que
o machismo é parte da ideologia burguesa,que oprime os trabalhadores para explorar e lucrar com isso.
 Ana explicou
que na história da humanidade nem sempre houve aopressão da mulher, portanto, mudanças são possíveis
. Não é naturalhumilhar as mulheres, obrigá-las as ficar no lar para cuidar dos filhos.Isso éuma ideologia.Citando a obra de Engels - A origem da família, do Estado e da PropriedadePrivada-, a servidora explicou que no comunismo primitivo a relação entrehomens e mulheres tinha a poligamia*como traço marcante.Os homens, segundo disse, ao se apropriarem dos espólios de guerrapassaram a impor a monogamia à mulher para que pudessem deixar ao seuherdeiro a sua propriedade. Assim, junto com o espólio de guerra, a mulher e ofilho também se tornaram propriedade do homem.No capitalismo, apesar das conquistas da mulher, a opressão é mantida paraaumentar a exploração.
Tudo o que a mulher realiza dentro de casa garantegratuitamente ao sistema capitalista se reproduzir, disse.
Ana explicou que diferentes governos, incluindo o brasileiro, propagandeiamque o machismo, a violência e a opressão são coisas do passado. Um exemploseria o fato de várias mulheres assumirem cargos importantes, como Dilma, noBrasil.Para Ana, é um erro pensar assim: É no orçamento que a gente vê para quemDilma Rousseff (PT) governa:
um trilhão de reais destinado aos bancosenquanto faltam 50 milhões para a construção de 70 mil creches para todos osfilhos da classe trabalhadora. Isso é inaceitável 
.

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