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Criminologia em Ação - Vítima

Criminologia em Ação - Vítima

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Trabalho da II Unidade, matéria de Criminologia (Universidade Tiradentes), do grupo relacionado à Vítima. O trabalho abordado consiste na vítima, com enfoque nos crimes de violência doméstica sobre a mulher na cidade de Aracaju. A apresentação foi no dia 12 de Junho.
Trabalho da II Unidade, matéria de Criminologia (Universidade Tiradentes), do grupo relacionado à Vítima. O trabalho abordado consiste na vítima, com enfoque nos crimes de violência doméstica sobre a mulher na cidade de Aracaju. A apresentação foi no dia 12 de Junho.

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Published by: Criminologia em Ação on Jun 15, 2009
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08/20/2013

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INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem por tema o Estudo da Vítima como elemento do processocriminológico. A pesquisa foi realizada no ano de 2009 e corresponde à avaliação daII unidade referente à matéria de criminologia ministrada pela professora AracyBispo, o tema é de sublime importância e valor social capaz de gerar umaconscientização pessoal sobre a relevância da figura da mulher como vítima.Foi utilizando como instrumento metodológico e didático de pesquisa, o estudohistórico da Vitimologia, a doutrina referente ao assunto, sobressaltamos a Lei Mariada Penha, como também intentamos o limitarmos a fase teórica comoalcançarmos também a fase da prática investigativa, através de visitas à promotoria,defensoria pública, judiciário e centro de proteção aos grupos vulneráveis bem comoo acompanhamento de assistência social.Como já foi citado anteriormente, dentre os mais variados grupos de vítimas, foiescolhido, como objeto de estudo do nosso trabalho, a Mulher.
 
1.VITIMOLOGIA 1.1 Conteúdo Histórico:
Segundo o pioneiro ao estudo da vitimologia Molina, o estudo da vitimaveio a surgir de forma lenta sendo logo após a vitima ficado bruscamenteneutralizada, e assim atingindo o seu redescobrimento. Pode-se dividir o históricoem três etapas: o protagonismo, a neutralização e o redescobrimento.No início a vitima goza ao ximo da sua protagonização, tambémchamada de “idade de ouro”, no qual a vítima detém a justiça privada, denominadacomo peça do conflito, tendo assim total plenitude de seu domínio. Sendo importanteressaltar que a vítima reparava o dano causado pelo autor do delito, ou seja, tinha odireito per si. Tendo como referência o Código de Hamurabi, “olho por olho e dentepor dente”.Seguindo a próxima etapa denominada neutralização na relação existenteentre o infrator e a vítima. Tenta-se evitar que a vítima transforme-se em delinqüentequando responde ao delito com outro delito.Ressalta o abandono em que se deu a vitima em várias esferas, como noDireito Penal, na Política Criminal, na Política Social, nem mesmo a criminologiademonstrava sensibilidade aos problemas da tima e sua vitimização, masdirecionaram todas as suas atenções à pessoa do delinqüente, deixando a vítimasempre à margem.No momento da neutralização, a vítima passou a ser considerada somentecomo um mero objeto, que não colaborava e em nada contribuía para a explicaçãocientífica do acontecimento criminal.Molina critica a fase da neutralização da vítima, quando o poder públicoestá preocupado apenas com o status do infrator, sem se sensibilizar como osproblemas da vítima. Tendo o Estado se responsabilizado com a resposta oficial aodelito, não se atentando às elementares exigências reparatórias ao dado da vítima ede sua ressociabilização, se empenhando apenas na ressociabilizaçao do infrator.
 
Não é aconselhável que se coloque o julgamento e respectiva puniçãopelos delitos nas mãos daqueles que estão envolvidos emocionalmente com arelação delituosa. Porém defende-se esse papel ao Estado, mas também a nãoneutralização do ofendido, que carece ter mais amparo, principalmente psicológico afim de diminuir o impacto causado pelo delito no convívio da vítima.A última etapa é a fase do redescobrimento da vítima, tendo iniciaçãoapós a Segunda Guerra Mundial.O que vem ocorrendo ultimamente é a troca de papéis, onde a vítima sesubmete dentro de seus próprios interesses da sociedade.Foram identificadas as expectativas da tima do delito que oconstavam somente na preteno econômico-reparadoras, mas em primeiromomento e com grande relevância na espera pela justiça. Logo, as conseqüênciasdo delito só são reparadas completamente quando atingem a justiça precípua dequalquer julgado penal.A etapa clássica ou positivista inicia-se com os pioneiros da Vitimologia,Hentig, Mendelshon e outros, se prolongando até o final da década de sessenta doculo passado. Acarreta desta forma a passagem para a outra etapa, areivindicativa, ela redefine o delito como dano ocasionado à vítima concreta,cobrando esta a protagonização que monopolizava o delinqüente.Sendo seu modelo uma forma de valorização plena da humanidade vítimae do infrator como principais agentes de reconstrução coletiva, enfatizando anecessidade de uma intervenção restaurativa.
1.2 Importância da análise da Vítima para uma correta aplicação do direito:
muito tempo deixaram-se as margens o estudo da tima. Tanto a EscolaClássica como a Escola Positiva estudavam como únicos componentes essenciaispara a prevenção e reprovão do delito: o delito, o delinqüente e a pena.O elemento Vítima ganhou atenção como uma fator na deliquência após o final da IIGuerra Mundial, quando a sociedade ficou perplexa com a morte de cerca de 6milhões de judeus nos campos de concentração. Em 1940 surge a obra do professor alemão Hans Von Hentig, “The Criminal and Victin”, porém foi mesmo com a obra deBenjamin Mendelsohn em 1956, “Horizonte novo na ciência Biopsicosocial – Avitimologia”, que surgiu a expressão VITIMOLOGIA, hoje amparada pela doutrina.

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