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NOÇÕES DE VIGILÂNCIASANITÁRIA E SAÚDE PÚBLICA
 
Didatismo e Conhecimento
1
NOÇÕES DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA E SAÚDE PÚBLICA
1. EVOLUÇÃO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA NO BRASIL.
Vigilância Sanitária no Brasil 
A Constituição Federal de 1988 arma que a saúde é umdireito social e que o Sistema Único de Saúde (SUS) é o meio deconcretização desse direito. A Lei Orgânica da Saúde, por sua vez,arma que a vigilância sanitária – de caráter altamente preventivo – é uma das competências do SUS. Isso signica que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), denido pela Lei 9.782, de 26 de janeiro de 1999, é um instrumento privilegiadode que o SUS dispõe para realizar seu objetivo de prevenção e promoção da saúde.O Sistema engloba unidades nos três níveis de governo – federal, estadual e municipal com responsabilidadescompartilhadas. No nível federal, estão a Agência Nacional deVigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Controle deQualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). No nível estadual, estãoo órgão de vigilância sanitária e o Laboratório Central (Lacen)de cada uma das 27 Unidades da Federação. No nível municipal,estão os serviços de VISA dos 5561 municípios brasileiros, muitosdos quais ainda em fase de organização.Participam indiretamente do Sistema: Conselhos de Saúde eConselhos de Secretários de Saúde. Interagem e cooperam com oSistema: órgãos e instituições, governamentais ou não, de diversasáreas.
História da Vigilância Sanitária no Brasil
As atividades ligadas à vigilância sanitária foram estrutura
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das, nos séculos XVIII e XIX, para evitar a propagação de doen
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ças nos agrupamentos urbanos que estavam surgindo. A execuçãodesta atividade exclusiva do Estado, por meio da polícia sanitária,tinha como nalidade observar o exercício de certas atividades prossionais, coibir o charlatanismo, scalizar embarcações, ce
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mitérios e áreas de comércio de alimentos. No nal do século XIX houve uma reestruturação da vigilân
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cia sanitária impulsionada pelas descobertas nos campos da bacte
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riologia e terapêutico nos períodos que incluem a I e a II GrandesGuerras. Após a II Guerra Mundial, com o crescimento econômi
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co, os movimentos de reorientação administrativa ampliaram asatribuições da vigilância sanitária no mesmo ritmo em que a base produtiva do País foi construída, bem como conferiram destaqueao planejamento centralizado e à participação intensiva da admi
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nistração pública no esforço desenvolvimentista.A partir da década de oitenta, a crescente participação popular e de entidades representativas de diversos segmentos da sociedadeno processo político moldaram a concepção vigente de vigilânciasanitária, integrando, conforme preceito constitucional, o comple
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xo de atividades concebidas para que o Estado cumpra o papel deguardião dos direitos do consumidor e provedor das condições desaúde da população.
 Reforma Sanitária Brasileira
A Reforma Sanitária Brasileira foi proposta num momentode intensas mudanças e sempre pretendeu ser mais do que apenasuma reforma setorial. Almejava-se, desde seus primórdios, que pu
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desse servir à democracia e à consolidação da cidadania no País.A realidade social, na década de oitenta, era de exclusão da maior  parte dos cidadãos do direito à saúde, que se constituía na assistên
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cia prestada pelo Instituto Nacional de Previdência Social, restritaaos trabalhadores que para ele contribuíam, prevalecendo a lógicacontraprestacional e da cidadania regulada.A VIII Conferência Nacional de Saúde (CNS), realizada noano de 1986, contou com a participação de técnicos do setor saúde,de gestores e da sociedade organizada, propondo um modelo de proteção social com a garantia do direito à saúde integral. Em seurelatório nal, a saúde passa a ser denida como o resultado nãoapenas das condições de alimentação, habitação, educação, traba
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lho, lazer e acesso aos serviços de saúde, mas, sobretudo, da formade organização da produção na sociedade e das desigualdades nelaexistentes. Na esteira deste processo democrático constituinte, o chama
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do movimento sanitário tinha proposições concretas. A primeiradelas, a saúde como direito de todo o cidadão, independente de ter contribuído, ser trabalhador rural ou não trabalhador. Não se pode
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ria excluir ou discriminar qualquer cidadão brasileiro do acesso àassistência pública de saúde. A segunda delas é a de que as açõesde saúde deveriam garantir o acesso da população às ações decunho preventivo e/ou curativo e, para tal, deveriam estar integra
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das em um único sistema. A terceira, a descentralização da gestão,tanto administrativa, como nanceira, de forma que se estivessemais próximo da quarta proposição que era a do controle socialdas ações de saúde.O fundamento legal do Sistema Único de Saúde (SUS) é aConstituição Federal de 1988, regulamentado na Lei Federal n.º8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre a organizaçãoe regulação das ações de saúde, e na Lei Federal n.º 8.142, de 28de dezembro de 1990, que trata do nanciamento da saúde e da participação popular. A promulgação da Lei Orgânica da Saúde- Lei Federal nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, dispõe sobreas condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde,a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes edá outras providências. Em seu artigo 2º garante que a saúde é umdireito fundamental do ser humano e que o Estado deve prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Os parágra
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fos deste artigo são signicativos. No primeiro deles, consta que oEstado cumpra seu dever formulando e executando políticas eco
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nômicas e sociais que reduzam o risco de doenças e agravos e queassegurem o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde. Em seu parágra
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fo seguinte, diz que o dever do Estado não exclui o das pessoas,da família, das empresas e da sociedade. Logo, cabe também aosdemais atores sociais a responsabilidade com o direito à saúde.A Reforma Sanitária brasileira estruturou-se nas comunida
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des, nos serviços de saúde, nos sindicatos e nas universidades e re
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sultou no pacto social estampado na Constituição Federal: a saúdecomo direito do cidadão e dever do Estado.

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