ExpEdiEntE
O jornal CONEXÃO é uma publicação da
Fentac/CUT - Federação Nacional dosTrabalhadores em Aviação Civil da CUT
Av. Franklin Roosevelt, 194/702Cep 20021-120 - Rio de Janeiro - RJFone: (21) 2232.9385 - info@fentac.org.br
Presidente:
Celso Klafke
Diretor de Comunicação:
Francisco Lemos
Edição, projeto gráfco e redação:
Virya Comunicação
- www.virya.netFone: (21) 4062-9991 / (11) 4062.9991info@virya.net / Jorn. Resp.: MTB 1136
Edição nalizada em
05/09/2008
Capa: Foto de satélite do Google EarthTiragem: 10 mil exemplares
Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos
Rua Santo Antônio, 10 - Guarulhos - SPCep 07110-150 - Fone: (11) 6408.3039e-mail: sindigru@terra.com.br
Sindicato dos Aeroviários de Pernambuco
Rua Cruzeiro do Forte, 640 - Recife - PE
Cep 51030-620 - Fone: (81) 3341.4745e-mail: sindaero@hotmail.com
Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre
R. Augusto Severo, 90 - Porto Alegre - RSCep 90240-480 - Fone: (51) 3343.4302e-mail: info@aeroviarios.org.brwww.aeroviarios.org.br
Sindicato Nacional dos Aeronautas
Av. Franklin Roosevelt, 194 - salas 802-805Centro - Rio de Janeiro - RJ - Cep 20021-120Fone: (21) 2532.1163 - e-mail: aeronautas@aeronautas.org.br / www.aeronautas.org.br
Sindicato Nacional dos Aeroportuários
Av. Antônio Souza, 18 - Guarulhos - SP
Cep 07013-090 - Fone: (11) 6440.6622e-mail: sina@sina.org.br / www.sina.org.br
Sindicato Nacional dos Aeroviários
Av. Churchill, 97 - 4
o
andar - Rio de Janeiro - RJCep 20020-050 - Fone: (21) 2220.2016e-mail: sede@sna.com.br / www.sna.org.br
Os textos editoriais e os artigos são de inteira responsabilidade da direção desta entidade.
Setembro de 2008
22
EditORiAL OpiniãO
Inação é prima-irmã da especulação;salário não tem nada com isso
Começam a pipocar na grande imprensamatérias que apontam os reajustes salariais como
um dos fatores que pressionam a inação. O ponto
de partida de mais essa campanha conservadorafoi dado por um dos diretores do Banco Central,que em entrevista disse que “se há aumento
de salário sem elevação da produtividade, há pressão inacionária”. Esse risco não existe, comoveremos adiante.
A partir daí repórteres e analistas passaram a
dar eco à tese, que se replicada à exaustão podeconvencer muita gente de que a culpa da inaçãoé do trabalhador que conseguiu aumento real. O
noticiário da TV até mesmo ressuscitou a palavra
“indexação” para se referir ao assunto.Em primeiro lugar, queremos deixar claro quesomos contra a volta da inação, pois sabemos quea primeira a ser atingida é a classe trabalhadora.Em seguida, é importante frisar que os
aumentos reais que temos conseguido desde 2004
não pressionam a inação, por motivos bastante
simples:
1. Faz 14 anos que os salários não são indexadosno Brasil, ou seja, não há mais nenhum mecanismoque repasse automaticamente aos salários a corrosão
inacionária;
2. No momento da desindexação dos salários, em1994, a URV entrou em cena após aumento médio depreços que ultrapassou 400%, enquanto os saláriospermaneceram estagnados no patamar anterior. Tarifaspúblicas e contratos em geral, estes sim, não foram
desindexados;
3. Nossas campanhas salariais são anuais e,
portanto, não têm como referência picos inacionários
sazonais. Por tal característica, não funcionam comopuxadores de preços. Ao contrário, nossas campanhas
salariais contemporâneas apostam na estabilidade;
4. Os reajustes recentes recompõem poder
aquisitivo. Nunca embutem expectativa de inaçãofutura;
5. Os reajustes salariais dos últimos anos aindapermanecem abaixo dos ganhos de produtividade detodos os setores de atividade. A indústria, em 2007,aumentou a produtividade em 4,16%. No acumuladodos últimos 15 anos, a produtividade do setor cresceu
150%;
6. Em 2007, o rendimento médio do trabalhador cresceu 1,3%. O rendimento mensal médio dosbrasileiros, apesar do recente processo de recuperação – conquistado com muito esforço – ainda é semelhanteao que possuíamos em 2003. Em certas regiõesmetropolitanas, como São Paulo, é inferior. Os dados
estão todos no Anuário dos Trabalhadores, do Dieese;
7. A comparação entre produtividade nacional erendimento médio dos assalariados comprova umasituação extremamente injusta, pois os ganhos não sãodivididos com seus principais autores, os trabalhadores.Querer imputar aos reajustes a causa de pressões
inacionárias é uma piada grosseira.
O que estamos assistindo hoje, segundodemonstram diversos estudos, é a elevação de produtos alimentícios, especialmente em função
da subida do preço do petróleo, causada pela
especulação internacional.
Fora isso, há diversos setores do empresariado brasileiro especulando com estoques, à espera
de elevação mais acentuada de preços. Tantosoutros, por sua vez, estão elevando preços sem
razões objetivas para tanto, contando apenas com a
inação futura. Isso é um cassino, uma roleta-russa
apontada para a cabeça dos brasileiros que vivem
de sua força de trabalho.O governo federal tem o papel de combater essas práticas, e tem instrumentos para isso.
De pronto, já podemos lembrar do uso de
estoques reguladores e do recurso à importaçãoemergencial. No médio prazo, outro instrumentodeve ser o incremento da produção de alimentosa partir da agricultura familiar e da diminuição denossa dependência da produção de fertilizantes.Queremos salários mais fortes e distribuição de
renda, fatores que geram maior consumo popular
e desenvolvimento. Paralelamente, mais produçãoe menos especulação. Menos jurose mais desenvolvimento. Comesses objetivos, nos próximos dias
faremos atos em frente à Fiesp,a um grande atacadista e a um
grande banco.
* Presidente nacional da CUT Por Artur Henrique*
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
O Sindicato Nacional dos Aeroviáriosainda busca na Justiça recuperar sua antiga
sede. A crise nanceira da entidade levou-aa perdê-la, em abril, após a realização deum leilão por dívidas condominais. O caso,todavia, transcorreu de modo estranho na Justiça. A sede foi arrematada pelo irmãodo juiz da 24ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Nela, o Sindicato tinha uma ação já denida, paga. Contudo, o juiz da Vara não liberou osrecursos (cerca de R$ 250 mil, muito acimados R$ 25 mil acordados com a outra parte)bloqueados de uma conta da entidade. Dois leilões foram realizados pela 48ª VaraCível, para a venda das dezesssete salas quecompunham a sede. As petições feitas peloSindicato, protocoladas na Justiça, e o contatodos advogados da entidade não surtiramnenhum efeito no pedido de suspensão dosleilões. A entidade contava com parte dosrecursos bloqueados para quitar suas dívidas,dentre elas o condomínio atrasado da sede.O juiz da 24ª Vara, que bloqueou os recursos eé irmão do comprador dos conjuntos, chegoua chamar os sindicalistas de “descamisados”e a negar publicamente que tenha recebidoalguma informação sobre a ação na 48ª Vara,o que o sindicato comprovou ser inverídico. Odespejo e o leilão aconteceram perante todas
essas evidências.
Nesta edição, questionamos a política decéus abertos, que está sendo implementada pela Anac. Trazemos também argumentos paraas campanhas salariais. Começamos setembrocom a notícia de que a Azul irá rmar sua sede operacional no Rio. A previsão é de que gere 850 empregos diretos. E com o anúnciode que a Anac autorizou o code share entreGol e Varig, o que esperamos seja bom paraos todos. Como podemos ver, a crise do setor aéreo ainda afeta empresas e trabalhadores.Mas a luta continua, pois os desaos nãocessaram. Dentre eles, as eleições municipaise a intenção do governo de privatizar osaeroportos Galeão e Viracopos. Boa leitura.
Descamisados
Leave a Comment