FALSUM COMMITTIT, QUI VERUM TACET
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É até engraçado, para não recorrer a nenhumaoutra expressão, vermos círculos de pessoas,fundamentalmente preocupadas com a hercúlea tarefa dedesperdiçar as suas vidas em conversas tolas com aquele arde desdém vitorioso a perguntar-se: “Quem sou eu? Sei quenada sei? Rarara...”, e assim por diante. Sabe, fazendo otipo de quem se julga uma pessoa plenamente resolvida esenhora de si, mesmo que gaste boleras em conversas queapenas acumulam em sua alma palavras sem significaçãoalguma, se nenhuma relação com a realidade ou com o desejode contemplar a Verdade.Não é questão de ser moralista ou coisa dogênero, mas sim, de meditarmos sobre uma questão muitosimples. Se somos realmente o bicho da goiaba que julgamosser, por que gastamos tanto tempo e dinheiro paradissimular a imagem de quem realmente somos? Se somosrealmente o Ari Pistola que achamos ser, por que nós, sereshumanos modernos, tememos tanto a morte? Bem, é aí que aporca torce rabo.Quando pensamos na finitude de nossa existêncianos defrontamos com o espelho da Verdade sobre nossa vida.Isso mesmo. Quando nos é indagado “quem somos nós” e “o quesomos nós” essa pergunta deve ser realizada na plenitude darealidade humana, que é a solidão, conforme nos ensina José
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