Eu viera de Paris visitar um rapaz que tinha conhecido em Londres um poucoantes, e aproveitara a carona do namorado de uma amiga, André, que era de Lyon. Naestrada, pedi que parasse para eu fazer xixi. Quando estava agachada, ele veioobservar e me acariciar. Não foi desagradável, mas fiquei um pouco envergonhada. Foi,talvez, naquele momento que aprendi a me livrar deste tipo de embaraço mergulhandomeu rosto entre as pernas do homem, pegando seu pau com a boca.Chegando a Lyon, André e eu nos instalamos na casa de uns amigos dele, Ringo euma mulher mais velha, que era a dona da casa. Como ela estava fora, os rapazesaproveitaram para fazer uma festa.Chegou outro rapaz, acompanhado de uma moça, alta, de cabelos muito curtos egrossos, um pouco masculina.Era junho ou julho, fazia calor e alguém sugeriu que tirássemos a roupa emergulhássemos juntos numa grande fonte que ficava no jardim. Eu já passava acamiseta pela cabeça quando escutei a voz de André, um pouco abafada, exclamandoque sua "namorada" não seria a última a mergulhar.Há muito tempo não usava mais roupas de baixo (apesar de minha mãe ter meobrigado a usar, desde os treze ou quatorze anos, sutiã e cinta-liga com o pretexto deque uma mulher "devia ter postura"). O fato é que, imediatamente, fiquei quase nua.A outra moça começou também a tirar a roupa e, é claro, ninguém entrou naágua. O jardim era devassado e, por essa razão, as imagens que lembro em seguida sãoas do quarto, eu na concavidade de uma cama alta de ferro forjado vendo, através dasbarras, apenas as paredes muito ilumina das, imaginando a outra moça estirada sobreum divã num canto.André foi o primeiro a me comer, demorada e tranqüílamente como costumavafazer. Em seguida, interrompeu bruscamente.Uma inefável inquietação tomou conta de mim, no tempo justo de vê-loafastarse, andando lentamente, os quadris curvados, em direção a outra moça. Ringoveio substitui-lo em cima de mim, enquanto o terceiro rapaz, que era mais reservado efalava menos que os outros, acotovelado perto de nós, passava a mão livre sobre aparte superior do meu corpo. O corpo de Ringo era muito diferente do de André, e eugostava mais dele. Ringo era maior, mais nervoso, era desses que separam omovimento da bacia do resto do corpo, que metem sem se deitar totalmente, o troncosustentado pelos braços. Mas André me parecia um homem mais maduro (de fato,mais velho, ele tinha lutado na Argélia), sua carne era um pouco mais flácida e seuscabelos já um pouco ralos, e eu achava agradável adormecer enroscada nele, com asnádegas coladas em sua barriga, dizendo-lhe que eu tinha as medidas certas paraaquilo.Ringo se retirou e o rapaz, que antes apenas observava e me acariciava, tomou olugar dele. Eu estava há algum tempo com uma terrível vontade de urinar. Tive de ir aobanheiro e o rapaz tímido ficou desapontado. Quando voltei, ele estava com a outra
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