Segundo Karl Tyson
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, a Inteligência Competitiva (IC) não exige oconhecimento e o uso de técnicas sofisticadas, ou o desenvolvimento de novashabilidades que já não estejam disponíveis na maioria das empresas. De fato, ela estáfocalizada nas competências, habilidades e técnicas já existentes, mas em umadireção e num propósito que, estes sim, são novos em muitas empresas.A IC vem sendo tratada também como Inteligência Empresarial (IE), como ofazem John Pepper
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, presidente da Procter & Gamble, e Walter Cardoso Filho
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,Diretor de Inteligência e Estratégia da Web Intelligence Systems. A maioria dosautores, entre os quais Prescott, Miller, Herring, Gomes e Tyson, utilizam o termoInteligência Competitiva. Hans Gieskes
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, do Lexis-Nexis Group, entende que a IEestá relacionada aos sistemas internos, às bases de dados relativas aos clientes,enquanto a IC está relacionada com as pessoas e os dados externos. Para asfinalidades deste artigo, adotaremos o termo Inteligência Competitiva, que é o mesmoutilizado por duas entidades representativas sobre o assunto: a Sociedade dosProfissionais de Inteligência Competitiva (SCIP), nos Estados Unidos, e a AssociaçãoBrasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva (ABRAIC).Para a SCIP
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, IC “é um programa ético e sistemático de coleta, análise egerenciamento de informações externas que podem afetar os planos, decisões eoperações da empresa. IC é ainda o processo de aumentar a competitividade nomercado através de um maior entendimento dos competidores e do ambientecompetitivo em que a empresa está inserida”.Jacobiak
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apresenta um conceito mais estratégico, definindo IC como a“atividade de gestão estratégica da informação que tem como objetivo permitir que ostomadores de decisão se antecipem às tendências dos mercados e à evolução daconcorrência, detectem e avaliem ameaças e oportunidades que se apresentem em seuambiente de negócio para definirem as ações ofensivas e defensivas mais adaptadasàs estratégias de desenvolvimento da organização”.Incorporando os conceitos de sistema e de processo, Herring
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define Sistemade Inteligência Competitiva como “o processo organizacional de coleta e análisesistemática da informação sobre o ambiente externo, que por sua vez é disseminadacomo inteligência aos usuários em apoio à tomada de decisão, tendo em vista ageração ou sustentação de vantagens competitivas”.A importância da IC para as empresas é um assunto consolidado, pelo menosno meio acadêmico e nas empresas de consultoria. Relativamente às empresas, noentanto, verifica-se que essa visão parece não ser tão clara, quando se leva em conta aquantidade das que optaram pela implementação organizada de um sistema de IC.Para Tyson
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, o problema histórico da IC é que ela tem sido implementada, namaioria das empresas, de uma forma desorganizada, de maneira empírica, feita pordirigentes empresariais que se utilizam somente de fontes convencionais deinformação. O problema é que a hiper-competitividade e a hiper-informaçãoinviabilizam tentativas de processos que não estejam bem sistematizados.Dentro dessa perspectiva é que se pode encontrar trabalhos enfocando anecessidade de implantação de um sistema de inteligência e sugerindo a adoção ounão de certos procedimentos para a implementação desse sistema, fruto na maioria
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