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7770648 a Moderna Feiticaria Encliclopedia de Ocultismo

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A Moderna feitiçaria
s paroquianos da respeitável igreja da rua Arlington, em Boston, viram eouviram muita coisa ao longo dos anos. Afinal, é em seu altar que oevangelho unitário de um deus único, e o tríplice, tem sidotransmitido de geração em geração. Foi ali também, numa crise agoraremota, que o abolicionista William Ellery Channing protestoucontra os malefícios da escravatura. E, um século depois , seria nessamesma igreja que vários manifestantes externariam seu protesto contra aintervenção americana no Vietnã.Contudo, é possível pensar que nem mesmo paroquianos com tanta tradição e audáciateriam sido capazes de prever a incrível cena que ocorreu nessa igreja numa sexta-feira deabril, no ano de 1976. Naquela noite, quando as luzes da igreja diminuíram e o som cristalinode uma flauta se espalhou por entre mais de mil mulheres ali reunidas, quatro feiticeiras,cada uma delas empunhando uma vela, colocaram-se ao redor do altar. Com elas encontrava-se uma alta sacerdotisa da magia, Morgan McFarland, filha de um ministro protestante. Numa voz clara e firme, McFarland proferiu um longo encantamento cujos místicos ecos pareciam realmente muito distintos da doutrina que os paroquianos unitaristas estavamhabituados a ouvir: "No momento infinito antes do início do Tempo, a Deusa se levantou emmeio ao caos e deu a luz a Si Mesma (...) antes de qualquer nascimento (...) antes de seu próprio nascer. E quando separou os Céus das Águas e neles dançou, a Deusa, em Seu êxtase,criou tudo que há. Seus movimentos geraram o vento, o elemento Ar nasceu e respirou."Enquanto a alta sacerdotisa prosseguia em seu cântico, descrevendo sua própria versãoda criação do mundo, suas companheiras de altar começaram a acender as velas, uma após aoutra — a primeira para o leste, depois para o sul, o oeste e, por fim, para o norte. As palavras de MacFarland repercutiam, ressoando diante de todos como se fossem ditas pelavoz de uma antiga pitonisa, uma voz que invocava a grande divindade feminina que, segundoafirmavam as sacerdotisas, havia criado os céus e a terra. No ápice de seu canto, MacFarlandrememorava o dia em que a deusa criara a primeira mulher e lhe ensinara os nomes quedeveriam ser eternamente pronunciados em forma de oração: "Sou Ártemis, a Donzela dosAnimais, a Virgem dos Caçadores. Sou ísis, a Grande Mãe. Sou Ngame, a Deusa ancestralque sopra a mortalha. E se
 
rei chamada por milhares de nomes. Invoquem a mim, minhas filhas, e saibam quesou Nêmesis."Tudo isso ocorreu durante uma convenção de três dias, cujo tema era a espiritualidadefeminina. Apesar de recorrer a elementos familiares tais como velas, túnicas e música, essa foia prece menos ortodoxa que já ecoara pelas paredes de arenito da igreja da rua Arlington. Acerimônia deve ter sido contagian-te, pois no final a nave da igreja estava repleta de pessoasdançando e quase mil vozes preenchiam aquele local majestoso e antigo unidas em uma sócantilena que dizia: "A Deusa vive, há magia no ar. A Deusa vive, há magia no ar."Para muitos especialistas que pesquisam a história da feitiçaria, aquela deusa invocadadurante a cerimônia, uma deusa cuja dança arrebatada teria urdido o vento, o ar e o fogo e cujoriso, afirmava-se, instilara a vida em todas as mulheres, não poderia, de modo algum, ter existido no momento da criação, porque nasceu e recebeu sua aparência, tanto quanto sua personalidade, de uma imaginação absolutamente moderna. Sua origem histórica, afirmam oscéticos, limita-se a poucos traços colhidos de concepções um tanto nebulosas relacionadascom divindades da Europa pré-cristã, concepções estas que teriam sido intencionalmenterebuscadas com detalhes teatrais para adequar-se aos ritos e cerimônias.Porém, para muitos praticantes da feitiçaria, sua Grande Deusa é realmente umancestral espírito criador, cultuado na Europa e no Oriente Próximo muito antes da intro-dução do Deus cristão. Acreditam que a deusa tenha sobrevivido aos séculos de perseguiçãoocultando-se nos corações de seus adoradores secretos, filhos e filhas espirituais que foramcondenados ao ecúleo e à fogueira da Inquisição devido a suas crenças. E agora, dizem, a deusaemerge mais uma vez, abertamente, inspirando celebrações nos redutos daquela mesma religiãoorganizada que anteriormente tentara expurgar tudo que estivesse relacionado com ela e seusseguidores.Seus modernos adeptos não têm a menor dúvida quanto à antigüidade de sua fé. Ser umfeiticeiro, afirma um deles, é "entrar em profunda sintonia com coisas que são mais antigas doque a própria espécie humana". E, realmente, até certos não-iniciados declaram perceber nesse movimento dos praticantes de feitiçaria uma força invisível que anima o universo.Uma mulher que classificou os ensinamentos e ritos da feitiçaria como "meras palavras,sem qualquer significado", disse no entanto que, quando compareceu ao local no qual asfeiticeiras se reuniam, sentiu uma força que parecia pairar além dos limites da razão. "Sintouma corrente", confessou em carta a uma amiga, "uma força que nos cerca. Uma força viva,que pulsa, flui e reflui, cresce e desaparece como a lua (...) não sei o que é, e não sei como
 
usá-la. É como quando se está bem perto de uma corrente elétrica, tão perto que se pode atéouvir seu zumbido, seu estalo, mas sem conseguir conectá-la."Hoje, contudo, milhares de homens e mulheres que levam uma vida comum, afora essa busca, acreditam estar conectandoessa corrente e extraindo energia daquilo que Theo-dore Roszak define como "a fonteda consciência espiritual do homem". No decorrer desse processo, estes que se proclamamneopagãos descobrem — ou, como dizem alguns deles, redescobrem — o que afirmam ser umareligião ancestral, uma religião cuja linguagem é a do mito e do ritual, cuja fé professa arealidade do êxtase e é difícil de ser definida, uma religião de muitas divindades e não deapenas um só Deus.Esses modernos adoradores da natureza, tal como os pagãos de eras passadas, nãoseparam o natural do sobrenatural, o ordinário do extraordinário, o mundano do espiritual.Para um neopagão, tudo pertence a um mesmo todo. Calcula-se que o número de neopagãosalcance um número aproximado de 100 mil ou mais adeptos nos Estados unidos, formandouma irmandade que se reflete na verdadeira explosão de festivais pagãos iniciada na décadade 70. Mo final da década de 80, havia mais de cinqüenta desses festivais nos EstadosUnidos, atraindo uma platéia que reunia desde os adeptos mais radicais até meros curiosos.Segundo Margot Adler, autora de
 Atraindo a Lua,
um livro que documenta a ascensão doneopaganismo, tais festivais "mudaram completamente a face do movimento pagão" e estãogerando uma comunidade paga nacional. Adler afirma que esse grupo abrange pessoascujo perfil social inclui desde tatuadores e estivadores até banqueiros, advogados e muitos profissionais da área de informática. Nem todos os neopagãos da atualidade podem ser chamados de bruxos ou feiticeiros, pois nem sempre associam o culto neopagão à natureza e a antigas divindades com a prática damagia ritualística, como fazem os feiticeiros. Mas um número desconhecido de neopagãos adotaos princípios de uma fé popularmente chamada de feitiçaria e conhecida entre os iniciadoscomo "a prática". Essa religião também é conhecida pelo nome de Wicca, uma palavra doinglês antigo que designa "feiticeiro"; esse termo pode estar relacionado com as raízes indo-européias das palavras
wic
e
weik,
que significam "dobrar" ou "virar". Portanto, aos olhos dosmodernos adeptos da Wicca, as bruxas nunca foram as megeras ou mulheres fatais descritas pelo populacho, mas sim homens e mulheres capazes de "dobrar" a realidade através da práticada magia. Eles acreditam que os feiticeiros da história seriam os curandeiros das aldeias, senhoresdo folclore e da sabedoria tradicional e, portanto, os pilares da sociedade local.

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