A montagem de uma constelação não se fixa num problema ou num sintoma a resolver, masse concentra naquilo que precisa ficar em ordem, em paz ou em sintonia numa alma. É daíque nasce aquilo que libera, e talvez resida aí também a solução para o problemaapresentado ou algo que aja curativamente sobre algum sintoma.
2. O processo da informação
Para conduzir uma constelação familiar poucas informações são necessárias. O que serequer são os acontecimentos e destinos numa família, não a caracterização de pessoas oua descrição de vivências pessoais - se bem que uma vivência, narrada em poucas palavras,possa eventualmente abrir caminho para o conhecimento de um importante acontecimentofamiliar. A maneira como alguém se apresenta e comporta é menos significativa do que osacontecimentos essenciais de sua vida e de seu destino e o fato de ser simplesmente mãeou pai, embora às vezes a aparência e o comportamento estejam associados ao destinopessoal. A constelação familiar é um método terapêutico que visa descobrir os efeitos deacontecimentos e de destinos.Que informações são importantes para esse trabalho? Uma primeira pergunta diz respeito àspessoas que pertencem ao sistema. Estas são: irmãos, pai, mãe, eventuais parceirosanteriores dos pais, meios-irmãos, tios e tias, avós e seus eventuais parceiros anteriores,meios-irmãos dos pais; às vezes, também um ou outro dos irmãos de avós e bisavós, quandoafetados por um destino impactante. Também pertencem ao sistema pessoas sem vínculode parentesco, quando a família lhes deve algo de modo existencial, como são pais adotivose ainda pessoas a quem foi infligida alguma desgraça por membros da família. Sãopertencentes tanto os vivos como os mortos, até onde habitualmente alcança a memória dafamília.Acontecimentos importantes nas famílias são: nascimentos e mortes; mudanças dedomicilio especialmente importantes (por exemplo, por deportação ou emigração oumudança para um ambiente muito diferente); separações, tanto entre filhos e pais quantodos pais ou parceiros entre si; doenças; vícios que envolvem dependência; acidentes;destinos associados à guerra; suicídios; internações psiquiátricas, etc.Ao indagar pelas informações, o terapeuta deve distinguir entre dois tipos deacontecimentos: aqueles que pertencem antes ao domínio dos ressentimentos pessoais (porexemplo, uma separação prematura entre a criança pequena e sua mãe), e aqueles que sãosistémicos e por isso especialmente relevantes para a constelação familiar. Da observaçãoresultam indicações sobre se convém trabalhar com o resgate de um movimento amorosoem direção aos pais ou com a constelação familiar, dentro da qual poderá eventualmenteser encaixado um abraço, como meio de se recuperar tal movimento. Muitas vezes,recomenda-se trabalhar simultaneamente com a solução sistêmica e com o movimentoamoroso. Nesse caso, convém começar com o trabalho sistêmico e então, ou num momentoposterior, propiciar o movimento amoroso. Isso possibilita distinguir mais facilmente entreos sentimentos adotados de outras pessoas e os ressentimentos pessoais. Às vezes, porém, ador da criança, proveniente da vivência de separação dos pais, está de tal maneira "à flor
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