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Zeitgeist contemporâneo:
Geração Y e publicidade, quem manda mais?
Talita Alves de Araujo
1
 Resumo:
Este artigo propõe-se em contemplar uma análise a respeito dastransformações mercadológicas desenvolvidas nos projetos publicitários.Transformações estas que ocorreram motivadas pelas mudanças no perfil doconsumidor recente formado por pessoas da denotada “geração Y”, uma geraçãocuja natureza está efetivamente ligada à tecnologia. Devido a essa natureza dopúblico, e para conseguir atraí-lo, a publicidade se renova e passa a estruturar suasações no âmbito da internet e das redes sociais. Para tanto, este artigo, aborda aexistência da geração Y e suas peculiaridades, a importância das novas tecnologiase da internet para os Y’s, ademais as adaptações sucedidas na publicidade por conta disso.
Palavras-chave:
geração y, publicidade, tecnologia, internet, redes sociais,convergência de mídias, zeitgeist contemporâneo.
1. Introdução
Vivemos em um período onde a nossa vida real se confunde um tanto com anossa vida virtual. Tornamo-nos seres ambíguos dentro dessa virtualidade toda epassamos a prolongar as nossas ações em uma espécie de existência virtual.Alguns de nós tivemos que nos adaptar a essas mudanças, adquirindo novoshábitos ou mantendo-se intactos a qualquer novidade. Já outros nasceram nomesmo instante em que ocorriam essas modificações, se modernizando e fazendoda tecnologia algo corriqueiro. Estes últimos fazem parte da geração Y, constituída
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1
Jornalista, estudante do curso de Pós-Graduação Lato Sensu especializado em Marketing e Inteligência Competitiva daUniversidade Braz Cubas (UBC). E-mail: talit87@gmail.com.
 
por pessoas habituadas a usarem os recursos tecnológicos.Dentro desse contexto, a publicidade também teve que alterar a suametodologia de trabalho para conseguir atingir os Y’s. Afinal, essa geraçãoapresenta características diferentes das gerações anteriores. Era preciso mudar para alcançá-los. Todavia, essa mudança não envolve uma desconstrução naestrutura publicitária, visto que
“Quem se beneficia são novos movimentos. Novas agências e novaspessoas dedicadas a criar uma nova abordagem de comunicação. É tempode oportunidades para os novos e desconforto para os velhos.”
2
Nesse panorama, verifica-se o surgimento de inovadoras e inteligentesformas de se fazer publicidade visando entender um público caracterizado pelageração Y. Quanto a isso, este artigo apresenta um questionamento que visaresponder se a publicidade foi responsável pelas adaptações no seu modo detrabalho e se atualizou espontaneamente ou se a geração Y foi o elemento propulsor que a levou a manifestar tais variações.Para fundamentar a problemática delimitada, o presente texto traz em suareferência bibliográfica nomes significantes e autoridades no assunto tais como JoeCappo
3
e Rebecca Huntley
4
, e entrevistas com Lucas Mello
5
e Will Collin
6
.
2. Habemus a geração Y
A geração Y, também conhecida como “geração millennials” ou “geração dainternet” compreende os nascidos após a década de 80 – com faixa etária entre 18 e25 anos. São pessoas que nasceram num período de grandes avanços e quepassaram a ter a tecnologia como parte de sua essência.
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2
Entrevista com Lucas Mello concedida à autora em 09 de junho de 2009.
3
Joe Cappo é colunista e editor com experiência em propaganda.
4
Rebecca Huntley é jornalista e especializada em geração Y.
5
Lucas Mello é diretor de estratégias e sócio da agência LiveAD (www.livead.com.br), do grupo Box1824(www.box1824.com.br).
6
Will Collin
 
é
 
sócio-fundador da
 
Naked
 
Communications (www.nakedcomms.com).
 
Don Tapscott
7
denomina essa geração como “geração net”.
“Os jovens de hoje são a primeira geração a amadurecer na era digital.Essas crianças foram banhadas em bits. Diferentemente de seus pais, elasnão temem as novas tecnologias, pois não são tecnologia para eles, masrealidade.”
8
Os Y’s nasceram num período de transição e prosperidade econômica. Por aqui,
“(...) deu-se início à chamada ‘década perdida’, que levou o Brasil a umaprofunda depressão e a uma queda descontrolada do consumo. Mas as‘autoridades’ aplacavam a revolta da população afirmando que a inflaçãoteria de ser vista como ‘o preço a pagar para se alcançar dias melhores’.”(2000, p. 122).
Já nos Estados Unidos, os jovens vivenciaram mais recentemente umindicativo de crise com o acidente terrorista ocorrido em 11 de setembro de2001.“Generation Y reacted to September 11 in a way that say a lot about Yers, their present attitudes and future direction.” (2006, p. 2).
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Entretanto, o grande período de incerteza para os herdeiros da tecnologia seconfigurou exatamente agora com a nossa atual crise econômica mundial. Contudo,segundo reportagem publicada na revista Época Negócios
10
, os Y’s reagiram bem aeste momento por ser uma geração que idealiza o seu futuro de modo positivo,sendo otimista. Mesmo convivendo com os mais variados problemas (violência,guerras, drogas, aquecimento global, etc.), os Y’s se mantém crentes de que sãocapazes de superar qualquer adversidade.
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7
Don Tapscott é palestrante, autor e consultor especializado em estratégia corporativa e transformação organizacional.Tapscott também é chefe-executivo da New Paradigm (www.newparadigm.com
 
) e professor adjunto da Universidade deToronto (www.utoronto.ca).
 
8
Disponível em [http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2601200915.htm
 
]. Acesso em 23 de maio de 2009.
9
“A geração Y reagiu ao 11 de setembro de uma maneira que diz muito sobre os Y’s, suas atitudes atuais e a sua direçãofutura.” [Tradução da autora].
10
Disponível em [http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI26446-16366,00-A+GERACAO+Y+TAMBEM+QUER+SEGURANCA.html
 
]. Acesso em 23 de maio de 2009.
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