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“O que os antigos gregos sabiam− e nós já nem levamos em consideração− é que a casa de um homem é não apenas algo de que ele tem a chave e a posse mas o elemento que marca qual o lugar que ele ocupa na cidade (no bairro, no condomínio). A moradia de um homem referenda seu pertencimento à cidade e sua cidadania e, portanto, os direitos e os deveres que ali lhe competem”.
As casas como as pessoas / são diferentes mas não outras, / ainda que sejam iguais; / às vezes menos, às vezes mais. / Foram feitas para guardar / num mesmo e único lugar / o que não foi consumido. / Na memória, o esquecido. / Numa parte deste quarto / as coisas de que me farto. / É um mesmo pó vertical. / Chame parede ou chame pele / ao círculo que as envolve, / ambas o tempo as dissolve. / Por dentro muito segredo. / Por fora silêncio e medo.”
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