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Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento CurricularDezembro 2005
UIA
OO
RIENTADOR DE APOIO AO PROCESSO DE ELEGIBILIDADE PARA EFEITOS DEAPLICAÇÃO DE MEDIDAS ESPECIAIS DE EDUCAÇÃO
POR REFERÊNCIA À
C
LASSIFICAÇÃO
I
NTERNACIONAL DA
F
UNCIONALIDADE
,
 
I
NCAPACIDADE E
S
AÚDE DA
O
RGANIZAÇÃO
M
UNDIAL DA
S
AÚDE
 
 
Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento CurricularDezembro 2005
ENQUADRAMENTO
O presente Guia Orientador pretende constituir uminstrumento de apoio no que respeita ao processo deelegibilidade das necessidades educativas especiais que ascrianças ou jovens possam apresentar e que requeirammedidas especiais de educão.Adopta-se um modelo de classificação da funcionalidadedinâmico, interactivo e multidimensional, tendo porreferência o Sistema de Classificação Internacional daFuncionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), daOrganização Mundial de Saúde (OMS, 2001), quecorresponde a um paradigma em que as questões dafuncionalidade dos indivíduos são vistas à luz de um modeloque abrange diferentes dimensões, resultando afuncionalidade de uma contínua interacção entre a pessoae o ambiente que a rodeia.Para cada domínio de necessidades educativas especiais é,em primeiro lugar, definida a problemática ao nível dasfunções do corpo e da actividade e participação, tendo porreferencia a CIF, identificando-se, seguidamente, em funçãoda idade e dos níveis de educação e ensino, as medidasespeciais de educação – recursos humanos e condições oucaracterísticas dos contextos educativos – que poderãoconstituir possíveis respostas às necessidades educativasespeciais que as crianças ou jovens possam apresentar.Sabe-se, hoje, que as escolas devem incluir nos seusprojectos educativos as adaptações relativas às condiçõesde frequência e ao processo de ensino e aprendizagem,bem como as medidas de carácter organizativo e defuncionamento, necessárias para responder
 
 
Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento CurricularDezembro 2005adequadamente às crianças e jovens com necessidadeseducativas especiais, com vista a assegurar a sua maiorparticipação possível nas actividades. Neste sentido, quer asmedidas especiais de educação quer os serviçoscomplementares a prestar pelos sectores da segurançasocial ou da saúde identificadas no presente Guia Orientadordeverão ser aplicadas tendo em consideração o casoconcreto – as características individuais de cada criança e jovem bem como as características dos contextoseducativos – pelo que deverão ser entendidas comoreferenciais orientadores no âmbito de uma ofertaabrangente de respostas educativas mais diversificadas.Finalmente, explicitam-se as características das unidadesespecializadas de apoio à inclusão escolar, as quais sedevem inserir-se num
continuum 
de respostas educativas
 
quenão se excluem mutuamente, disponibilizadas porestabelecimentos de ensino de referência. Estas unidadesdevem desenvolver competências que visem, de acordocom o princípio da adequação, promover o acesso aocurrículo e respectivo desenvolvimento de crianças ou jovenscom multideficiência, surdocegueira congénita ouperturbações do espectro do autismo bem como comsurdez. Estas unidades especializadas de apoio à inclusãodeverão ser criadas em função da dimensão e da naturezadas respostas a dar, das especializações profissionais e dosequipamentos específicos, quando estes sejam de difícilgeneralização ou a qualidade das respostas justifiquem a suaconcentrão logística.
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