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PORTUGALQUADRO DE REFERÊNCIA ESTRATÉGICO NACIONAL 2007-2013
16 de Janeiro de 2007
 
Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-20132
16JAN2007
APRESENTAÇÃO
O presente documento consubstancia a proposta de Quadro de ReferênciaEstratégico Nacional (QREN) que constitui o enquadramento para a aplicação dapolítica comunitária de coesão económica e social em Portugal no período 2007-2013.Tributário das orientações políticas definidas pelo Governo e tomando emconsideração as orientações estratégicas e as determinações regulamentarescomunitárias, a respectiva elaboração foi coordenada pelo Grupo de Trabalho QRENe beneficiou dos resultados de um significativo processo de interacção comrepresentantes ministeriais e regionais (que prosseguirá com vista aoestabelecimento dos Programas Operacionais), de inúmeras reuniões comresponsáveis e protagonistas públicos e privados do processo de desenvolvimentonacional e, bem assim, dos relevantes estudos de enquadramento e de preparaçãodo próximo período de programação da intervenção estrutural comunitária(designadamente os realizados por iniciativa do Observatório do QCA III, com oapoio da Comissão de Gestão do QCA III).Importa consequentemente assinalar que a concepção, a elaboração e aimplementação do QREN exigem uma forte concentração e articulação de esforçospor parte do Estado, dos Parceiros Económicos, Sociais e Institucionais e daSociedade Civil.O reforço desta articulação e a mobilização mais intensa e eficaz dos serviçospúblicos responsáveis pela gestão das intervenções estruturais, dos beneficiários edos destinatários finais dessas intervenções são apostas nucleares para a eficáciada concretização dos objectivos propostos neste QREN.O processo de elaboração do QREN foi marcado por uma primeira fase de reflexãoprospectiva que, subordinada à convicção de que a identificação das necessárias edesejáveis trajectórias de desenvolvimento de Portugal requer a mobilização dascompetências disponíveis e a divulgação e debate públicos.Os esforços de mobilização e participação dos actores mais relevantesincorporaram naturalmente no processo de elaboração do QREN desde o seumomento inicial, tendo sido criado um dispositivo institucional de naturezainterministerial e interregional de envolvimento e para acompanhamento darespectiva preparação, bem como da relativa aos Programas Operacionais.Salienta-se, ao longo das várias fases do processo de elaboração do QREN e dos PO,a participação activa da Associação Nacional de Municípios Portugueses, cujoempenhamento na definição da arquitectura do futuro período de programação,estabelecida na Resolução de Conselho de Ministros nº25/2006, contribuiu de formamuito expressiva para o processo de programação.Destaca-se necessariamente, por outro lado, o envolvimento e a audição doParlamento, tendo o projecto de QREN sido objecto de análise e discussão com osDeputados da Assembleia da República, designadamente em sede de ComissãoEspecializada Permanente com competências nesta matéria.
 
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O QREN beneficiou igualmente de um diálogo de grande proximidade com oConselho Económico e Social (CES), órgão de grande relevância enquanto sede deexercício efectivo da parceria económica, social e institucional, dotado decompetências privilegiadas de consulta e concertação no domínio das políticas dedesenvolvimento económico, social e territorial. No mesmo contexto, a elaboraçãodo QREN foi tributária da apreciação realizada em sede de Comissão Permanentede Concertação Social.A finalização do Quadro de Referência Estratégico Nacional procurou,consequentemente, integrar os múltiplos contributos dos diversos actoresreferenciados.Estas referências não esgotam todavia a elencagem das acções de debate, departicipação e de interacção concretizadas – seja porque envolveram muitas outrasentidades e instituições (designadamente no contexto das complementaridadestambém neste domínio desenvolvidas com o Programa Nacional de Acção para oCrescimento e Emprego e, bem assim, das realizadas por iniciativa das Comissõesde Coordenação e Desenvolvimento Regional, dos Conselhos Regionais e dasAssociações Empresariais), seja porque o processo de participação da SociedadeCivil é dinâmico e continuará a ser prosseguido durante o debate público dosProgramas Operacionais.
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