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Prostituição

Prostituição

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09/30/2012

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O jornalista Francisco Sarsfield Cabral dissertou ontem, nas páginas do Público, contraa possível ideia, segundo ele, iníqua de uma hipotética legalização da prostituição.Considera que tal atitude, legalizar a prostituição, representa um atraso civilizacional.Leio regularmente os seus escritos, indubitavelmente revestidos de qualidade intelectualímpar. No entanto, relativamente à temática que ontem abordou, devo dizer que estounos antípodas do seu pensamento.Sarsfield hostiliza os modelos adoptados pela Alemanha e Holanda, locais onde a prostituição é hoje uma actividade profissional como qualquer outra: legal, pagaimpostos, e contribuições para a Segurança Social. Preconiza e elogia calorosamente omodelo sueco (sempre os nórdicos!), cujo modelo de actuação não penaliza as prostitutas e incrimina os seus clientes e os promotores do negócio. O modelo nórdicotambém me parece interessante e talvez possa estar imbuído de várias vantagens. Não posso opinar criteriosamente e objectivamente porque não conheço in loco a realidadequotidiana. Quanto aos modelos em vigor na Holanda e na Alemanha conheço-ossatisfatoriamente. Devo dizer que, perante o que me é dado observar, é de longe preferível reconhecer legalmente uma actividade, independentemente de concordar como que ela representa ou não, do que fechar os olhos hipocritamente à dura realidade dequem calcorreia calçadas (no português do Brasil, o «calçadão»), sujeitas às maioressevícias e obscenidades, no intuito de angariarem clientes que lhes permitam, enfim,assegurar a alimentação dos filhos, pagar a renda, a água. O que mais me consternou,não foi a posição defendida pelo senhor Sarsfield. Foi, sim, um dos argumentosirresponsavelmente utilizado para defender a sua dama e sustentar as suas teorias um pouco vácuas. A linhas tantas, podia ler-se esta pérola do pensamento: «Aliás, umamulher desempregada que, na Alemanha, recuse ir para um bordel arrisca-se a perder osubsídio de desemprego».Que alarvidade!Sem comentários! Nota: não vale tudo, quando queremos justificar as nossas posições
6 comentários:
É um tema sempre complicado já várias vezes falados na blogosfera. Por maisque se legalize, nunca deixará de haver prostituição na forma do nome. Só umexemplo, a legalização, tornava também os proxenetas e chulos em autênticosempresários legais. Dá que pensar...Considero que para tal existir (legalização),todos os aspectos envolventes, teriam de ser bem pensados, para evitar prós econtras. Se puderes passa no meu espaço, gostava de ter o teu comentárioreferente ao meu último post. Abraços
Vi no Clube dos Pensadores que vai falar sobre o Silêncio Culpado. Muito meaprazaria saber mais sobre a proprietária do espaço que escreve e sente coisasesplêndidas. Não me estou a referir ao Silêncio Culpado como blogue mas aoscomentários que são produzidos noutros espaços que visito. Acradita que andode blogue em blogue à procura do que essa senhora escreve?
 
Pois eu não tenho posição sobre o assunto, penso que na realidade mesmoaqueles que afirmam a sua posição não tem certezas absolutas, uma coisa é certaa situação actual não é boa para ninguém.
Amigo Carreira ,Estive nas férias na Holanda e em conversa com um amigo tentei perceber alógica da legalização da prostituição na Holanda muito sucintamente ele disse:Sabemos que não podemos acabar com a prostituição por isso mais vale teladebaixo de controle.Para mim faz alguma lógica ,não há soluções perfeitas masesta parece ser a menos má.JOY
12 de Dezembro de 2007 15:39Carreiradisse...Esta mensagem foi removida pelo autor.12 de Dezembro de 2007 22:29Velho do Restelo!disse...
Eu sou um defensor da legalização uma vez que é impossivel acabar com ela...afinal de contas é tida como a mais velha profissão do mundo...Mas uma coisa é certa o exemplo da Alemanha é mesmo verdade, uma mulher que recusou trabalhar como prostituta num bordel perdeu o subsidio...
Falar de prostituição não é fácil. E não é fácil pelos tabus e barreiras que lhe estãosubjacentes, pela dificuldade de articular conceitos e pela complexidade que as relaçõeshumanas revelam sobre estas matérias.
 
Partindo da definição vulgar de que a prostituição é a troca de favores sexuais por dinheiro, ocorre questionar se um casamento com o objectivo de dar o golpe do baú é ounão uma forma de prostituição. De igual modo, poderemos questionar as situações detrajectórias profissionais e mordomias conseguidas em troca de “certos favores”. Nesta lógica de raciocínio chegamos à dicotomia de um conceito que estratifica a prostituição. Há uma prostituição que é socialmente aceite, a dos ricos e poderosos, e a prostituição reprovável respeitante aos excluídos que vendem os corpos pelas ruas e pelas casas de passe.E é desta prostituição que vamos falar. Uma prostituição que era vista, até há algunsanos, como um pequeno negócio localizado nas grandes cidades mais protectoras doanonimato mas que, actualmente, é encarada como uma actividade massificada inscritanos grandes impérios transnacionais do crime organizado.Segundo estudos realizados pelo Instituto Europeu para a Prevenção e Controlo doCrime (HEUNI) Portugal é o mais importante País de trânsito de prostitutas da Américado Sul para Espanha, Holanda, Alemanha e França. Para além de ser uma porta aberta para a prostituição na Europa, Portugal é uma grande fonte de tráfico de mulheres - portuguesas e estrangeiras - para exploração no País vizinho. Os mesmos estudosrevelam desconhecer, nesta altura, o número de vítimas do tráfico humano relacionadocom a prostituição, mas sabe-se que a maioria das mulheres chega a Portugal via aérea eque metade das prostitutas, em Portugal, são estrangeiras e vêm da Europa de Leste, deÁfrica e da América Latina. Uma fonte do Serviço de Estrangeiros e Fronteirasavançava, ao CM, que, só em termos de prostitutas na área da imigração ilegal, temos, pelo menos, umas 10.000 o que, em caso de legalização da actividade, implicaria a suaautomática legalização como imigrantes.São muitos os argumentos a favor e contra a legalização.A favor da legalização estão os riscos para a saúde, resultantes da prática da prostituiçãoe das actividades que lhes estão ligadas, nomeadamente o consumo de drogas, bemcomo as implicações do crime organizado nesta actividade.Os defensores da legalização defendem ainda a liberdade de escolha e o direito das pessoas poderem dispor do seu próprio corpo. Consideram que a legalização contribui para a dignificação das prostitutas pelo facto destas deixarem de ser votadas aoostracismo pela comunidade, mesmo por aqueles que delas se servem.Os mais radicais apoiantes da descriminalização integral, sustentam que o estatuto ilegalda prostituição estigmatiza e aliena as mulheres, não lhes facilitando o acesso aosserviços sociais e outros.Porém há quem entenda que a legalização é uma lógica estranha, porque nunca ninguémdispõe menos do seu corpo do que quando se prostitui.De um ponto de vista normativo, já em 1989 o Parlamento Europeu (PE) aprovou umaresolução segundo a qual “a prática da prostituição envolve uma violação de certosdireitos e liberdades fundamentais, especialmente o direito à privacidade, liberdade eintegridade da pessoa humana”; tendo a Declaração Universal dos Direitos Humanosreconhecido o direito das pessoas à segurança contra tratamentos degradantes.De um ponto de vista antropológico, a legalização não só não resolve o problema desaúde pública, pois esquece a figura do cliente - parte na relação e eventualdisseminador das DST - como ajuda a manter a indiferenciação entre prostituição livre e

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