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"Nunca um homem sofreu tal linchamento e se manteve de pé", afirma Hildegard Angel sobre o julgamento de exceção da mídia e das elites contra Zé Dirceu

"Nunca um homem sofreu tal linchamento e se manteve de pé", afirma Hildegard Angel sobre o julgamento de exceção da mídia e das elites contra Zé Dirceu

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Texto da jornalista Hildegard Angel aborda o drama do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. "Nem mesmo o mais reles criminoso foi satanizado de tal forma ou sofreu linchamento tão perverso", diz ela, que batizou o chamado "mensalão" como Mentirão; cineasta Tata Amaral prepara documentário sobre os últimos meses de Dirceu, chamado "O grande vilão".
Texto da jornalista Hildegard Angel aborda o drama do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. "Nem mesmo o mais reles criminoso foi satanizado de tal forma ou sofreu linchamento tão perverso", diz ela, que batizou o chamado "mensalão" como Mentirão; cineasta Tata Amaral prepara documentário sobre os últimos meses de Dirceu, chamado "O grande vilão".

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Published by: Carlos Antonio Guimarães on Sep 08, 2013
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"Nunca um homem sofreu tal linchamento e se mantevede pé"
afirma Hildegard Angel sobre Zé Dirceu
Texto da jornalista Hildegard Angel aborda o drama do ex-ministro da CasaCivil, José Dirceu. "Nem mesmo o mais reles criminoso foi satanizado de tal forma ousofreu linchamento tão perverso", diz ela, que batizou o chamado "mensalão" comoMentirão; cineasta Tata Amaral prepara documentário sobre os últimos meses deDirceu, chamado "O grande vilão". Fonte:Brasil 2478 de Setembro de 2013 às 18:07
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Colunista do Jornal do Brasil, a jornalista Hildegard Angel publicou ontemum desabafo em defesa de José Dirceu. Segundo ela, nunca uma pessoa foi tão acatada,humilhada e linchada na história do País. Leia abaixo:JOSÉ DIRCEU: NUNCA, ANTES, NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, UM HOMEMSOFREU TAL LINCHAMENTOAo fim da transmissão, quinta-feira, da sessão no STF, Maria Alice Vieira, acolaboradora braço direito de José Dirceu, anunciou que todos os presentes ali reunidosno salão de festas do prédio do ex-Chefe da Casa Civil estavam convidados pararetornar na próxima quarta-feira e, juntos, assistirem novamente à próxima sessão, que provavelmente deverá julgar os Embargos Infringentes, assim todos esperam.Havia no ar uma certa sensação de alívio. Alguém atrás de mim comentou:“Mais uma semana!”. O que entendi como “mais uma semana de esperança”.O irmão de José Dirceu, Luís, que naquela manhã teve um mal estar cardíaco e precisou ser atendido numa clínica, veio me cumprimentar e agradecer o apoio, “emnome da família”. Gesto inesperado e tocante, de quem estava claramente emocionado.José Dirceu é o que a literatura define como “homem de fibra”. Impressionantecomo se manteve e se mantém de pé, ao longo de todos esses anos, mesmo atacado por 
 
todos os lados, metralhado por todas as forças, todos os poderosos grupos de mídia, os políticos seus detratores, todas as forças da elite do país, formadores de opinião de todosos segmentos e matizes, de forma maciça e ininterrupta, massacrante.De modo como jamais se viu uma pessoa nesta Nação ser ofendida, ele vemsendo acossado, desmoralizado, num processo de demolição continuada, sem deixarem pedra sobre pedra, esmiuçando-se cada milímetro de sua intimidade, devassando, perseguindo, escarafunchado e, sem qualquer evidência descoberta, juízes o condenam proferindo frases do tipo “não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Nem mesmo o mais reles criminoso foisatanizado de tal forma ou sofreu linchamento tão perverso.Com tal carga a lhe pesar sobre os ombros, ele não os curva. Às vezes maisabatido, outras aparentemente decepcionado, contudo sempre em combate, preparando-se para o momento seguinte. Não se queixa, não acusa, não lamenta, nem cobra aausência de apoio daqueles que, certamente, deveriam o estar respaldando. É discreto. Não declina nomes. Nunca deixa transparecer quem está próximo dele, quem não. Umeterno militante de 68, que jamais despiu a boina.“Família”, antes da reunião daquela tarde, em seu prédio, com os companheirosque o apoiam nessa
via crucis
penal, para juntos assistirem à transmissão da TV Justiça,ele almoçou em casa com suas três ex-mulheres, filhas, irmãos, uma confraternizaçãofamiliar necessária para quem poderia, dali a algumas horas, escutar o pior dosresultados.E estávamos nós, aguardando sua chegada, falando baixo, sem grandeexcitação no ambiente, enquanto um técnico ajeitava, no laptop, o projetor das imagensda TV que seriam exibidas na parede.A diretora de cinema Tata Amaral fez uma preleção sobre seu filme “O grandevilão”, um documentário sobre esse período da vida de Dirceu, “o homem mais perseguido da história da República”, e distribuiu termos de autorização de uso deimagem para que os presentes, que assim o desejassem, assinassem. Pelo que percebi,todos assinaram.Dirceu cumprimentou um por um, agradecendo a presença de todos. Pareciacalmo ao chegar. E calmo permaneceu até o final. Quando se despediu de mim, JoséDirceu disse, elogiando: “O ministro Barroso estava certo, quando defendeu asuspensão da sessão até a próxima semana”.Ele se referia à argumentação do ministro Luis Roberto Barroso, que, paragarantir aos advogados plena defesa dos réus, usou a frase “seria gentil e proveitoso dar aos advogados a oportunidade de apresentar memoriais”. Ponderação que o presidenteJoaquim Barbosa acolheu muito a contragosto. Na próxima semana, estaremos todos com você de novo, José Dirceu.Acredito em sua inocência. Acredito em Mentirão, não em Mensalão, que para mimexiste muito mais para desqualificar a luta dos heróis e mártires da ditadura militar doque para qualquer outra coisa. Mais para justificar o apoio dado pela direita reacionáriade 1964 – as elites e a classe média manipulada – ao totalitarismo que massacrou nosso
 
 país, tolheu nossa liberdade e nosso pensamento, dizimou valores, destruiu famílias,acabrunhou, amedrontou, paralisou, despersonalizou e tornou apático o povo brasileiro por duas décadas.E como alvo maior desse processo de desqualificação reacionária, que ressurgecomo um zumbi nostálgico assombrando o país, foi eleito José Dirceu, o qual, como bem analisa o cineasta Luiz Carlos Barreto, cometeu o grave delito de colocar no poder um sindicalista das classes populares, o Lula.Pois foi por obra, empenho, articulação e graça de José Dirceu que Luís InácioLula da Silva chegou a Presidente da República. E chegou com um projeto político desucesso, bem estruturado, com um discurso certo, que alçou Luís Inácio não só a um patamar diferenciado de Estadista em nossa História, como também a um conceitointernacional jamais alcançado por um Chefe de Estado brasileiro.Grande parte disso tudo pode ser creditada (ou, segundo interpretação dealguns,debitada) a José Dirceu.Motivos não faltaram nem faltam para essa obsessão de tantos por destruí-lo.
Por que Dirceu deve recorrer à OEA
"Faz sentido aceitar estoicamente o julgamento do Mensalão depois que vieram à luz,após o veredito do final do ano passado, tantos descalabros entre os juízes do SupremoTribunal Federal?", questiona o jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro doMundo; segundo ele, que chama a corte suprema de "segunda ou terceira classe", comministros "fracos e [alguns parecem] teleguiados", "as evidências de absurdos no julgamento têm que ser analisadas num fórum menos contaminado"; leia seu artigo8 de Setembro de 2013 às 13:01
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José Dirceu tem que ser duramente criticado, avalia o jornalista Paulo Nogueira,num artigo publicado neste domingo 8 no
. Mas aí a ser 

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