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Copyright © Boaventura de Sousa Santos
Copyright desta edição © Boitempo Editorial, 2007
Coordenação editorial  Editor 
adjunto
 Editora assistente
Tradução Preparação de texto
Revisão
Capa
Composição Produção
Ivana
Jinkings
João Alexandre PeschanskiAna Paula CastellaniMouzar Benedito
Ana Paula FigueiredoHugo AlmeidaGuilherme Xavier Cintia de Cerqueira Cesar Marcel Iha
Sumário
CIP-BRASIL. CATALOGAÇAO-NA-FONTESINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ.
S233r 
Santos, Boaventura de Sousa,1940-Renovar a teoria critica e reinventar a emancipação social /
Boaventura de Sousa Santos ; tradução Mouzar Benedito. -
o
Paulo : Boitempo, 2007.
Tradução de: Renovar la teoria critica y reinventar la
emancipación social : (Encuentros en Buenos Aires)
Conferencias proferidas em Buenos Aires, em 2005
ISBN 978-85-7559-091-11. Teoria critica - Discursos, conferências, etc. 2. Movimentos sociais
-
Discursos, conferências, etc. 3. Mudança social -Discursos, conferências, etc. 4. Globalização - Discursos,conferências, etc. 4. Democracia - Discursos, conferencias, etc. I. Titulo.
07-0988.
CDD: 303.4CDU: 316.42
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra poderáser utilizada ou reproduzida semautorização da editora.P edição: abril de 2007
BOITEMPO
EDITORIAL
 Jinkings
Editores Associados Ltda.
Rua Euclides de Andrade, 27
Perdizes
05030-030 São Paulo
SP
 Tel./fax: (11) 3875-7250 / 3872-6869e-mail: editor
@boitempoeditorial.com.br 
site:
 www.boitempoeditorial.com.br
 Apresentação,
Gaudêncio Frigotto
Prólogo
Capítulo I 
A
Sociologia
das Ausências e a
Sociologia
das
Emergências:
para uma
ecologia de
saberes
17
Capítulo II 
Uma
nova
cultura política emancipatória
51
Capítulo
III 
Para uma
democracia
de
alta intensidade
83
Sobre o autor 
127
7
13
 
 Apresentação
Gaudêncio Frigotto
O livro de Boaventura de Sousa Santos - Renovar a
teo-ria crítica e reinventar a emancipação social -
nos revela,
de imediato, que a capacidade de síntese densa, engen-
drando crítica e anúncio, somente pode resultar de au-
tores abertos ao debate teórico e com compromisso éti-co-político com as lutas de movimentos e organizaçõessociais e políticas, que apostam não apenas na emanci-
 pação política, mas, sobretudo, na emancipação humana
e social. Vale dizer, comprometidos com a práxis transfor-
madora ou revolucionária das relações sociais, cada vez
mais violentas, do capitalismo realmente existente, em
es-
pecial
nos países de capitalismo dependente e associado.
O leitor que conhece a vasta obra de Boaventura, em boa
 parte publicada no Brasil, perceberá que a novidade deste livro
não reside tanto em novas formulações epistemológicas, teó-
ricas e políticas do autor, mas em sua capacidade de colocá-las
em diálogo crítico com novas realidades e sujeitos. Um
deba-
te
epistemológico, teórico e
politico,
 portanto, que articula, por um lado, a natureza singular e particular dos contextos
latino-americanos a dimensões de universalidades históricas
dos processos de conhecimento e, por outro, suas conseqüên-
cias em termos das lutas pela emancipação social em seus
âmbitos local, nacional, regional e mundial.
 
Boaventura de Sousa Santos . 9
S .
Renovar a teoria crítica e reinventar a emancipação social
Com efeito, ao apresentar as três conferências e
deba-
tes
realizados em 2005 na Faculdade de Ciências Sociais daUniversidade de Buenos Aires, o autor realça a oportunida-
de e o desafio de expor suas idéias a um público heterogê-
neo, o caráter polêmico dos debates e a densidade deles.Os três capítulos do livro, correspondentes às referidas
conferências, obedecem a uma exposição na qual o autor vai
da explicitação dos fundamentos epistemológicos do pensa-
mento sociológico "A Sociologia das Ausências e a Sociologia
das Emergências: para uma ecologia de saberes" - às implica-ções teóricas para "Uma nova cultura politica emancipatória".Dessas duas dimensões, aos desafios
politicos
"Para urna de-
mocracia de alta intensidade". Uma estrutura de exposição
que dá ao livro um encadeamento lógico dos temas e, comisso, uma clareza argumentativa e metodológica. Todavia,
como se pode observar, em seu conteúdo central as proble-máticas epistemológica, teórica e politica aparecem nos três
capítulos com ênfases e níveis específicos.
Assim, o leitor encontra no primeiro capítulo um
diálogo e uma síntese da produção epistemológica mais
ampla do autor dentro de um projeto que busca encon-
trar as bases e as possibilidades da reinvenção da eman-
cipação social nas realidades dos países periféricos. O ar-
gumento central é: há uma reiterada tensão e crise entre
a regulação e a emancipação social e entre a experiência e
as expectativas na sociedade moderna ocidental. No pla-
no social, há uma regressão, que se agrava, sobretudo,
nas últimas décadas, com perdas de direitos e de possi- bilidades futuras e, no plano epistemológico, a crise do pensamento hegemônico das ciências sociais, centradas
em uma razão eurocêntrica e indolente, incapazes de
 produzir novas idéias. Vale dizer: incapazes de renovar ereinventar a teoria e a emancipação social.
Para caracterizar essa crise das ciências sociais cen-tradas na razão indolente, Boaventura vale-se de figuras
de linguagem - metonimia
e
 prolepse -,
 para designar a
razão
metonímica, que toma a parte pelo todo, e a hiper-
trofia de uma totalidade abstrata, e a
razão proléptica,
que
engendra um pensamento linear no qual o futuro já está
determinado nas idéias de progresso e produtividade
nos parâmetros capitalistas. O autor instiga a um desafioepistemológico que consiste em combater o pensamento
hegemônico desde suas formulações centrando-se na So-
ciologia
das Ausências e na
ecologia
dos
 saberes.
A Sociologia das Ausências trata da superação das
monoculturas do saber científico, do tempo linear, da
naturalização das diferenças, da escola dominante, cen-trada hoje no universalismo e na globalização, além da
 produtividade mercantil do trabalho e da natureza. O
caminho proposto pelo autor baseia-se na idéia de uma
contraposição às cinco monoculturas, cinco ecologias,
cujo espaço e tempos situam-se nas sociedades coloca-das à margem pelos centros hegemônicos colonizadores
nas lutas, experiências e saberes das organizações popu-
lares:
a
ecologia
dos
 saberes,
que postula um diálogo do
saber científico com o saber popular e laico;
a
ecologia
das
temporalidades,
que considera diferentes e contraditórios
tempos históricos;
a
ecologia
do
reconhecimento, que pres-
supõe a superação das hierarquias;
a
ecologia
da "transes-
cala", que possibilita articular projetos locais, nacionais eglobais; e, por fim,
a
ecologia
das
produtividades,
centradana valorização dos sistemas alternativos de produção daeconomia solidária, popular e autogestionária.
A partir dessa nova ecologia dos saberes, para o au-
tor, é possível superar a razão proléptica, partindo de
um futuro concreto e de utopias realistas encontradasem pistas que são forjadas nas organizações, nos mo-vimentos e nas lutas das classes populares e dos povoshistoricamente marginalizados.A análise empreendida pelo autor no primeiro ca- pítulo no plano epistemológico reitera-se no segundo
capítulo, tendo como foco os fundamentos da produção
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09 / 01 / 2010This doucment made it onto the Rising List!
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