1. A CHAVETudo começou quando eu matei uma barata no meu quarto.O que ela fazia ali? Como entrou? Não sei. Mas ela caminhava como se o quartofosse dela e não meu. Era a segunda. Uma tinha aparecido morta no banheiro.Alguns diriam para mim que eu não estaria legal. De certo mesmo eu não estava.Tinha ido ao curso nesse dia, mas acabei ligando para meu avô dizendo que eu precisava voltar para casa, pois não me sentia bem. Não era verdade. Mas o que fazer? Euestava que não meu agüentava mais em assistir aquela aula. Não tinha jeito. Precisava fazer o que eu queria e eu queria mesmo era sair dali. Ora, precisava escrever.Dicionário do lado, pronto. Era o meu ambiente de trabalho. Lá ou aqui é que eu mesinto, por mais que em tanto tempo, tantas coisas escritas, é a minha fonte de prazer. Souescritor?Sou formado em direito pelas faculdades que hoje se chamam Unicuritiba, antigaDireito de Curitiba, com mais de cinqüenta anos. É uma boa faculdade, mas só os do Sulconhecem, São Paulo mesmo, nunca ouviu falar. Também.., é particular.Escrevo sobre várias coisas, auto-ajuda, histórias e ficções, pelo menos é o que sei eé onde estou tentando me encontrar. Já quis ser várias coisas, juiz, cobrador, pensei em ser taxista, policial e estou parado aqui, num nível
lawful evil
de personalidade e querendosucesso.
O anel
Comprado como um bônus de qualquer coisa que espontaneamente se vem de brinde, observei na possibilidade de fazer com que se dê “algum” valor ao destino, dadomeu ceticismo pela vida, tampouco pela contradição que tenho com minha própria imagem – um amuleto a tê-lo sob a égide de um poder que não existe, como Nietzsche tinha paracom seu bigode que lhe cobria a boca.Pelo decrescimento intelectivo que tem a vida humana, percebi o que poderia ser feito com o anel, com o passar do tempo, é claro. Logo me servi primeiramente de promessas, que me seguiriam até outras formas de crença e objetividades ao longo da Nossa vida. Por isso, transe (estado vivo inconsciente) por mim definida, é o primeiroaspecto. Segundo, a isso, tudo o que eu poderia fazer, parar e dar – o “determinado” valor às coisas que podiam ser “valoradas” – pela justiça. E pelo tempo, que poderia me ser útil.Entre outras coisas, o anel seria um marco, marcador do tempo e meio degerenciamento de capacidade, de medida de, e até quando eu deveria cumprir determinadatarefa ou realizar determinado objetivo. Uma agenda, um consultor e sobretudo o objetoque me fizesse confessar aquilo que eu tenho e sobretudo não sei como administrar, comoser humano de carne que sou.Elegi-o como o instrumento que me fizesse mais do que sou e menos do que poderiaser,
eu,
sem perder a estrutura principal sem dela fazer uso, quer dizer, para ter algo quediga que para amar é necessário ser amado. E para odiar, é preciso mais do que amor, simao uso do certo e abandonar o erro passou a ser uma meta, para como deixar as coisas no péque estão.A verdade é que eu queria dar significado àquilo, mais do que eu poderia, para ter no mínimo, o desejado. Não era aceitar aquilo que eu não podia mudar, mas melhorá-lo aolhos vistos, tornar assim visível, aquilo que eu porventura não aceite ou não aceito. Era o1
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