possível entre seus membros. Autônomos, comunitários efrancamente democráticos, os grupos combinam as teoriasrevolucionárias a um estilo de vida e um comportamentoigualmente revolucionários, criando um espaço livre ondeos seus integrantes podem reestruturar-se, tanto individualquanto socialmente, como seres humanos.Grupos de afinidade pretendem funcionar comocatalisadores dentro do movimento popular, não como“vanguardas”; eles proporcionam iniciativa econscientização, não um estado-maior e uma fonte decomando. Os grupos proliferam em nível molecular e têmum “movimento Browniano” próprio. A união ou separaçãode cada grupo é determinada pelas circunstâncias domomento e não por ordens burocráticas vindas de umcentro distante. Durante períodos de opressão política, osgrupos de afinidade são altamente resistentes à infiltraçãopolicial. Devido ao alto grau de intimidade que existe entreos participantes, muitas vezes se torna difícil penetrar nogrupo e, mesmo quando isto acontece, não há ummecanismo centralizado que dê aos infiltrados uma visãogeral do movimento como um todo. Mesmo sob condiçõestão difíceis, os grupos de afinidade ainda conseguemmanter contato através da literatura e de revistas.Durante períodos de atividade mais intensa, por outrolado, nada impede que os grupos trabalhem juntos emqualquer nível que se fizer necessário. Eles podem unir-seatravés de grupos locais, regionais ou nacionais paraformular planos de ação comum; podem criar comitêstemporários (como os que congregavam estudantes e
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