• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
Murray Rothbard - Confisco e o Princípio de Homesteading (1969) Original Em: http://agorism.info/_media/ma1.pdf  Tradutor: Rafael Hotz Sobre o Texto: 
O termo libertário é frequentemente usado, porém em sua conotação norte-americana, significando algo que no Brasil seria tratado como um “liberalradical”, e não um “socialista libertário” ao estilo Bakunin/Kropotkin, como éfreqüente por aqui.Nesse texto, o “anarco-liberal” Murray Rothbard defende uma atitudecomumente postulada por “anarco-comunistas”, que é a tomada dapropriedade estatal pelos próprios trabalhadores que nela produzem, ou comono panfleto original, “Todo o poder aos sovietes!”.Na opinião desse comentador, a atitude Rothbardiana nesse texto, de defesada tese de que “quem rouba ladrão não é criminoso”, não pode ser usada paradefender a propriedade estatal, pois o Estado é o agressor inicial no raciocíniode Rothbard, e ele apenas considera usar o próprio aparato estatal paradesestatização em casos onde aquele já está envolvido ativa e diretamentecom a injustiça denunciada.
************** 
O brilhante e desafiador artigo de Karl Hess sobre esse assunto levanta umproblema de especificidades que tem alcance maior do que o movimentolibertário. Por exemplo, deve haver centenas de milhares de anti-Comunistas
 
[1] “profissionais” nesse país. Mesmo assim, ninguém dessa classe, nocaminho de suas fulminações, veio com um plano específico paradescomunização. Suponha, por exemplo, que os senhores Brezhnev [2] ecompanhia se convertessem aos princípios de uma sociedade livre, eles entãoperguntariam aos nossos anti-Comunistas, tudo bem, como fazemos paradessocializar? O que nossos anti-Comunistas poderiam oferecê-los?A questão foi essencialmente respondida pelos excitantes desenvolvimentos daIugoslávia de Tito. Começando em 1952, a Iugoslávia vem se dessocializandoa uma taxa extraordinária. O princípio usado pelos Iugoslavos foi o“homestading [3]” libertário: as fábricas estatais para os trabalhadores quetrabalhavam nelas! As plantas nacionalizadas no setor “público” foram todastransferidas com posse virtual para os trabalhadores específicos quetrabalhavam nessas plantas, assim transformando-as em cooperativas deprodutores, e se movendo rapidamente na direção de cotas individuais depropriedade para o trabalhador individual. Que outro caminho praticável para adesestatização poderia haver? O princípio nos países Comunistas deveria ser:terra para os camponeses, e fábricas para os trabalhadores, dessa formatirando a propriedade das mãos do Estado para mãos privadas, dehomesteading.O princípio de homesteading significa que a forma pela qual propriedade semdono deveria ficar nas mãos de posse privada, é pelo princípio de que essapropriedade pertence justamente aquele que encontra, ocupa e a transformaatravés do seu trabalho. Isso é claro no caso do pioneiro e de terra virgem. Mase no caso de terra roubada?Suponha por exemplo, que A rouba o cavalo de B. então C vêm e toma ocavalo de A. Poderia C ser chamado de ladrão? Certamente não, pois nãopodemos chamar um homem de criminoso por roubar coisas de um ladrão.Pelo contrário, C está realizando um ato virtuoso de confisco, pois estáprivando A dos frutos de seu crime de agressão, e está pelo menos fazendo ocavalo retornar ao inocente setor “privado” e o retirando do setor “criminoso”. Cfez um ato nobre e deveria ser aplaudido. É claro, seria melhor se ele
 
devolvesse o cavalo à B, a vítima original. Mas mesmo se não o fizer, o cavaloé muito mais justo nas mãos de C do que nas de A, ladrão e criminoso.Deixe nos aplicar nossa teoria libertária da propriedade ao caso da propriedadenas mãos, ou derivada do aparato Estado. O libertário vê o Estado como umagangue gigante de criminosos organizados, que vivem do roubo chamado“taxação” e usam essa renda para matar, escravizar, e geralmente intimidar aspessoas. Logo, qualquer propriedade nas mãos do Estado está nas mãos deladrões, e deveriam ser libertadas tão rápido quanto possível, qualquer pessoaou grupo que liberta tal propriedade, que confisca ou a apropria do Estado, estápraticando um ato virtuoso e um ato notável à causa da liberdade. No caso doEstado, além do mais, a vítima não é rapidamente identificável como B, o donodo cavalo. Todos os contribuintes, todos os conscritos, todas as vítimas doEstado foram chantageadas. Como proceder para devolver toda essapropriedade aos contribuintes? Quais proporções deveriam ser usadas nessaterrível rede de ladroagem e injustiça que todos nós sofremos nas mãos doEstado? Freqüentemente, o método mais prático de desestatização ésimplesmente garantir o direito moral de posse à pessoa ou grupo que confiscaa propriedade do Estado. Desse grupo, moralmente, os mais merecedores sãoaqueles que já estão usando a propriedade, mas que não tem nenhumacumplicidade moral no ato estatal de agressão. Essas pessoas então setornam as “homesteaders” da propriedade roubada, e consequentemente seusdonos legítimos.Considere, por exemplo, as universidades estatais [4]. Isso é propriedadeconstruída com fundos roubados dos contribuintes. Já que o Estado nãoencontrou ou executou uma forma de retornar a posse da propriedade para opúblico contribuinte, os donos adequados dessa universidade são os“homesteaders”, aqueles que já estavam usando e dessa forma “misturandoseu trabalho” com as instalações. A consideração primordial é privar o ladrão,nesse caso o Estado, o mais rápido possível da propriedade e controle de seusganhos maléficos, retornando a propriedade para o inocente setor privado. Issosignifica posse estudantil e/ou docente das universidades.
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...