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A Teoria Das Formas de Governo - Norberto Bobbio[1]

A Teoria Das Formas de Governo - Norberto Bobbio[1]

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05/11/2014

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FICHA RESUMO DE OBRA CIENTÍFICA1 – NOME COMPLETO DO REALIZADOR DO FICHAMENTO :http://investidura.blogspot.com– Revista Eletrônica Investidurarevistainvestidura@gmail.com 2- OBRA EM FICHAMENTO:
BOBBIO, Norberto.
 
A Teoria das Formas de Governo; tradução Sérgio Bath. - Brasília: UnB, 1980.
3 - OBJETIVO DO FICHAMENTO
Este fichamento foi realizado com o objetivo de identificar os conceitos do livro de NorbertoBobbio.
4 – RESUMO CONFORME OBJETIVO:1 Uma Discussão Célebre
“(...) na discussão referida por Heródoto, na sua História (Livro III, pag. 80-82), entre três persas- Otanes,Megabises e Dario - sobre a melhor forma de governo a adotar no seu país depois da morte de Cambises.”“(...) A passagem é verdadeiramente exemplar porque, como veremos, cada uma das três personagens defendeuma das três formas de governo que poderíamos denominar de “clássicas” - não só porque foram transmitidas pelos autores clássicos mas também porque se tornaram categorias da reflexão política de todos os tempos(razão porque são clássicas mas igualmente modernas). Essas três formas são: o governo de muitos, de poucose de um só, ou seja, “democracia”, “aristocracia” e “monarquia”.”“Otanes propôs entregar o poder (...): ‘minha opinião é que nenhum de nós deve ser feito monarca’ (...). Deque forma poderia não ser irregular o governo monárquico se o monarca pode fazer o que quiser(...).”"O governo do povo, porém, merece o mais belo dos nomes, ‘isotomia’; não faz nada do que caracteriza ocomportamento do monarca. Os cargos públicos são distribuídos pela sorte; os magistrados precisam prestar contas do exercício do poder; todas as decisões estão sujeitas a voto popular."“Megabises, contudo, aconselhou a confiança no governo oligárquico: subscrevo o que disse Otanes emdefesa da abolição da monarquia; quanto à atribuição do poder ao povo, contudo, seu conselho não é o maissábio. A massa inepta é obtusa e prepotente; nisto nada se lhe compara. De nenhuma forma se deve tolerar que, para escapar da prepotência de um tirano, se caia sob a da plebe desatinada. Tudo o que faz, o tirano fazconscientemente; mas o povo não tem sequer a possibilidade de saber o que faz.”“(...) quanto a nós, entregaríamos o poder a um grupo de homens escolhidos dentre os melhores - e estaríamosentre eles. É natural que as melhores decisões sejam tomadas pelos que são melhores.”“Em terceiro lugar, Dario manifestou sua opinião (...). Entre as três formas de governo, todas elasconsideradas no seu estado perfeito, isto é, entre a melhor democracia, a melhor oligarquia e a melhor monarquia, afirmo que a monarquia é superior a todas. Nada poderia parecer melhor do que um só homem - omelhor de todos; com seu discernimento, governaria o povo de modo irrepreensível; como ninguém mais,saberia manter seus objetivos políticos a salvo dos adversários.”
 
“Numa oligarquia, é fácil que nasçam graves conflitos pessoais entre os que praticam a virtude pelo bem público (...) Por outro lado, quando é o povo que governa, é impossível não haver corrupção na esfera dosnegócios públicos, a qual não provoca inimizades, mas sim sólidas alianças entre os malfeitores(...), até quealguém assume a defesa do povo e põe fim às suas tramas, tomando-lhes o lugar na admiração popular;(...)torna-se monarca.”O capítulo apresenta uma discussão clássica sobre três teorias políticas distintas, a democracia, aoligarquia e a monarquia. A primeira parte do texto, muito bem escrito, leva o leitor a concordar com Otanese o governo do povo, os bons argumentos denigrem a monarquia e elevam a democracia. Entretanto, logoapós, Megabises encontra fortes motivos que levam o leitor a concordar que a oligarquia realmente é a melhor opção de governo, dizendo que no governo do povo, não existe consciência deste no que faz. Além disso,ataca a monarquia com argumentos sobre a prepotência de um tirano no poder. Então Dario entra em cena emanifesta suas palavras que deixam o leitor confuso sobre qual a verdadeira melhor opção. Os argumentosvoltam a ser convincentes, mas agora na defesa da monarquia. Dario diz que nada poderia ser mais benéficodo que o melhor dos homens no comando. Ainda afirma que os conflitos de poder na oligarquia levam àmonarquia e que no governo dos povos há a aliança de malfeitores.Percebe-se ao final da leitura, que a intenção do autor foi realmente de deixar o leitor pensativo e ponderar os prós e contras de cada um dos três tipos de governo. É uma leitura agradável e pouco extensa,ideal para uma reflexão sobre formas organização política de um estado.
2 Platão
“Em várias das suas obras Platão (428-347 a.C.) fala das diversas modalidades de constituição.(...) Odiálogo de
 A República
é, como todos sabem, uma descrição da república ideal, que tem por objetivo arealização da justiça entendida como atribuição a cada um da obrigação que lhe cabe, de acordo com as próprias aptidões. Consiste na composição harmônica e ordenada de três categorias de homens – osgovernantes-filósofos, os guerreiros e os que se dedicam aos trabalhos produtivos. Trata-se de um estado quenunca existiu em nenhum lugar.(...)”“Todos os estados que realmente existem, os estados reais, são corrompidos – embora de mododesigual. (...)”Diferentemente do capítulo anterior, onde eram expostos os lados positivos e negativos dos assuntos,Platão sucede seqüenciais formas más, a constituição boa não entra na sucessão, apesar de ela existir por si,como modelo. As quatro consituições corrompidas que Platão examina são a timocracia, oligarquia,democracia e tirania. A novidade então para o leitor é a exposição de uma forma de governo que até agora nãohavia aparecido no livro, a timocracia, que vem de honra. Seria uma forma introduzida por Platão paradesignar a transição entre a consituição ideal e as três formas ruins tradicionais. O exemplo dado pelo livro degoverno timocrático é Esparta, onde guerreiros eram honrados mais do que sábios.Como já foi dito, para as representações tradicionais, há apenas um movimento descendente: a timocracia é adegeneração da aristocracia, pressuposta forma perfeita e assim se segue a degeneração. A pior forma seria atirania, com a qual o processo degenerativo chega ao ponto máximo.“Cada um desses homens, que representa um tipo de classe dirigente, e portanto uma forma degoverno, é retratado de modo muito eficaz mediante a descrição da sua paixão dominante: para o timocrático,a ambição, o desejo de honrarias; para o oligárquico, a fome de riquezas; para o democrático, o desejo deimoderado de liberdade (que se transforma em licença); para o tirânico, a violência.(...)”O autor nesse momento transcreve trechos da obra de Platão que exemplificam os quatro tiposdiferentes de homens. O timocrático, oligárquico, democrático e tirânico. São diálogos que objetivamenteatacam os sistemas de governo no seu mal evidente.“(...) a corrupção de um princípio consiste no seu “excesso”.A honra do homem timocrático secorrompe quando se transforma em ambição imoderada e ânsia de poder.A riqueza do homem oligárquico,quando se transforma em avidez, avareza, ostentação despudorada de bens, que leva à inveja e à revolta dos pobres. A liberdade do homem democrático, quando este passa a ser licencioso, acreditando que tudo é permitido, que todas as regras podem ser transgredidas impunemente.O poder tirano, quando se transformaem puro arbítrio, e violência pela própria violência.”O autor também transcreve um trecho da obra
O Político,
um pequeno diálogo onde um filósofocomenta suas idéias sobre as três formas de governo que na verdade apresentam-se em cinco.
 
“No que diz respeito á tipologia de
 A república,
ela é menos original. Sua única diferença, emcomparação com a tipologia que se tornará clássica, a das seis formas de governo- três boas e três más- é queem
O Político
a democracia tem um só nome, o que não quer dizer que, diferentemente das outras formas degoverno, apresente um único modelo.(...)”“(...) Platão coloca também o problema do confronto entre as várias formas de governo, para avaliar sesão relativamente mais ou menos boas (ou más); e sustenta a tese de que, se é verdade que a democracia é a pior das formas boas, é no entanto a melhor das más.(...)”“Outra coisa a observar, (...) é o critério ou critérios com base nos quais Platão distingue as formas boas das más.(...) veremos que esses critérios são, em substância, dois: violência e consenso,legalidade eilegalidade.As formas boas são aquelas em que o governo não se baseia na violência, e sim no consentimentoou na vontade dos cidadãos; onde ele atua de acordo com leis estabelecidas, e não arbitrariamente.”Ao fim do capítulo, o leitor percebe que para um melhor entendimento da visão crítica de Platão sobreas formas de governo seria interessante a leitura do livro onde ele expôs as suas teorias na íntegra. Entretanto,o resumo explicativo de Bobbio é de grande ajuda para o esclarecimento rápido das idéias platônicas sobre oassunto.
3 Aristóteles
“A teoria clássica das formas de governo é aquela exposta por Aristóteles (384 – 322a.c.) na
 Política
.”Esta obra está dividida em oito livros, dedicados à descrição e classificação das formas de governo, origem doEstado, crítica às teorias políticas precedentes, mudanças das constituições, estudo das várias formas dedemocracia e oligarquia e as melhores formas de governo.“Um tema a respeito do qual Aristóteles não cessa de chamar a atenção do leitor é o de que hámuitas constituições diferentes(...)” Nobbio então cita um trecho do sétimo livro de
 Política
em queAristóteles discorre sobre a teoria das seis formas de governo. Então ele continua, “Com base no primeirocritério, as constituições podem ser distinguidas conforme o poder resida numa só pessoa (monarquia), em poucoas pessoas (aristocracia) e em muitas (“politia”). Com base no segundo, as constituições podem ser boasou más, com a conseqüência que às três primeiras formas boas se acrescentam e se contrapõem às três formasmás (a tirania, a oligarquia e a democracia)” O estranho para o leitor é que Aristóteles utiliza o termo politia para designar o governo de muitos, mas anteriormente cita que politia significa constituição. Entende-se entãoque politia é um termo genérico. Segundo Aristóteles, constituição “é a estrutura que dá ordem à cidade,determinando o funcionamento de todos os cargos públicos e, sobretudo, da atividade soberana”.A ordem hierárquica aceita por Aristóteles não difere da de Platão em “O Político”. A axiologiaaristotélica segue como: monarquia, aristocracia, politia, democracia, oligarquia e tirania, em ordemdecrescente. Novamente vemos a democracia ocupando uma posição intermediária (assim como para Platão),o que sugere que é a mais moderada.Aristóteles analisa cada as seis formas de governo. Diz que as formas boas são aquelas em que osgovernantes visam o interesse comum, já as más são aquelas que os governantes visam o interesse próprio. Nobbio dá uma atenção especial para o chamado despotismo oriental, que é classificado como um tipode monarquia, embora tirânico. É legítimo e aceito pelos bárbaros. E uma vez que é aceita por todos, não podeser considerada tirania. Esse acolhimento deve-se ao fato dos orientais bárbaros serem naturalmente servis.O próximo enfoque do autor é a “politia”. Uma mistura de democracia e oligarquia inclinada para ademocracia. O que distingue uma forma de governo de outra nesse caso não seria a quantidade de pessoas,mas sim a qualidade de vida dos governantes. Quem exerce o poder também é importante para diferenciar democracia e politia, na primeira os que governam são os pobres e na última uma miscigenação entre ricos e pobres.Essa junção de duas formas ruins, é o que faz a politia figurar entre formas boas. A união dos ricoscom os pobres possibilita que os segmentos sociais discutam interesses e cheguem à decisões equilibradas,atingindo a esperada paz social.Aristóteles preocupa-se com o modo de fusão de dois regimes e designa o assunto de engenharia política. Para isso, ele expões uma série de três passos fundamentais necessários para atingir o objetivo dechegar à uma terceira forma de governo melhor que as outras duas: conciliar procedimentos que seriamincompatíveis, adotar “meios-termos” entre as disposições extremas dos dois regimes e recolher-se do melhor sistema legislativo.

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