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Apontamentos Sobre Des Curricular

Apontamentos Sobre Des Curricular

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09/15/2013

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Apontamentos sobre desenvolvimento curricular – Projeto deSão Tomé e Príncipe - 2013
Manual organizado por Maria João Cardona e Ramiro Marques para apoio àformação dos docentes em Desenvolvimento Curricular/Planificação e Avaliação doEnsino
Esta unidade curricular está organizada em duas partes:1. uma primeira parte mais teórica2. uma segunda parte práticaNa parte, em que é apresentada a fundamentão teóricapodemos, em síntese diferenciar os seguintes blocos:- Definições e conceitos básicos- Desenvolvimento Curricular- Politicas educativas e currículo escolar- Dimensão social do currículoNa parte, mais prática, é trabalhada a planificão, sendoapresentados exemplos.
 1ª Parte- Fundamentação teórica
- Definições e conceitos básicos
O que é o currículo?
A. V. KELLY
-
Retirado de:KELLY, A. V. (1981).
O currículo. Teoria e Prática
.São Paulo: Harbra.pp. 03-07. Primeiro é preciso esclarecer o que devemos entender pelo termo “currículo”. O termo é usado com vários sentidos e várias definiçõestêmsido apresentadas, de modo que é importante estabelecer no início oque queremos que por ele se entenda em todo o decorrer deste livro.Para começar, será útil distinguir o uso dessa palavra para denotaro conteúdo de um assunto ou área de estudos
 
particular, por um
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lado, do seu uso para referir o programa total de uma instituição deensino, por outro. Geralmente, claro está, surgem conflitos à medidaque procuramos conciliar as exigências concorrentes desses doisaspectos do planeamento do currículo e pode ser que algumasdeficiências nas tentativas anteriores de planejar currículo possamser atribuídas ao facto de que tendiam a se processar de um modofragmentário dentro das marias, e o de acordo com algumfundamento lógico global, de modo que o currículo fosse consideradocomo “o produto amorfo de gerações de remendões” (Taba 1962, p.8). Essas duas dimensões do desenvolvimento do currículo são, éclaro, importantes, mas é a lógica do currículo total o que deve terprioridade, já que, segundo parece, uma vez que ele se estabeleceem base firme, o currículo das matérias individuais se lhe ajustariaautomaticamente. Então, pelo menos, é preciso dar prioridade àconsideração do currículo total e pode-se afirmar que a principaltarefa com que actualmente se defrontam os planejadores docurrículo é precisamente a de elaborar uma base sobre a qual sepossa construir algum esquema completo.Como isso, ao que parece, é o mais importante, será também o focode nossa discussão neste livro e entenderemos pelo termo “currículo” esse fundamento lógico global para o programaeducacional da instituição, e essas características gerais da mudançae desenvolvimento do currículo, embora muito do que dizemos sobredesenvolvimento curricular nesse sentido dirá respeito, claro está,aos problemas de desenvolvimento dentro de áreas de matériasindividuais.Outra questão que precisa de ser resolvida é a de saber se devemosimpor algum limite aos tipos de actividade escolar que venhamos aconsiderar como fazendo parte do currículo. De novo, a palavra podeser encontrada em rios e diferentes contextos, que cumpredistinguir com clareza.Por exemplo, alguns educadores falam sobre o “currículo oculto” peloque entendem aquelas coisas que os alunos aprendem na escola porcausa do modo pelo qual o trabalho da escola é planejado eorganizado, mas que não são em si mesmas claramente incluídas noplanejamento e nem estão na consciência dos responsáveis pelaescola. Os pais sociais, por exemplo, o, ao que se diz,aprendidos desse modo, da mesma forma que os papéis sexuais e asatitudes com relação a muitos outros aspectos da vida. Implícitas emtodo o conjunto de disposões eso as atitudes e os valoresdaqueles que as criam, sendo esses valores comunicados aos alunosde um modo acidental e talvez sinistro.Alguns argumentariam que os valores implícitos nas disposições
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estabelecidas pela escola com relação aos alunos estão claros naconsciência de alguns professores e planificadores e são, tambémconscientemente, aceites por eles como parte do que os alunosdeveriam aprender nas escolas, muito embora não sejamabertamente reconhecidos pelos alunos. Portanto, os professoresdeliberadamente planeiam a “cultura expressiva” das escolas.Outros, porém, assumem posição menos definida e talvez menoscéptica a esse respeito, mas, apesar de tudo, desejam insistir emque os professores têm aí alguma responsabilidade. Eles aceitam quenão está na intenção dos professores transmitir os valores e atitudesaprendidos por via do currículo oculto, mas crêem que, como essascoisas estão sendo aprendidas como uma espécie de subproduto doque foi planejado, os professores deveriam ter consciência dessefacto e aceitar a responsabilidade pelo que ocorre, por aquilo que osseus alunos estão aprendendo dessa forma não planeada (Barnes1976).Não há dúvida quanto à importância desse conceito de currículooculto nem quanto à necessidade de planejadores e de professoresque mantenham constantemente diante de si as implicações desseconceito.Mas usar o termo currículopara denotar esses tipos deaprendizagem equivale a impossibilitar o planejamento de umcurrículo total, já que o termo está aqui sendo usado para incluirexperncias que por definição não foram deliberadamenteplanejadas, e que o não podem ser, pelo menos sem deixar de ser “ocultas” no sentido aqui indicado. Talvez fosse melhor, portanto,confinar o uso da palavra “currículo” às actividades planejadas ouque resultem de alguma intencionalidade por parte dos professores eplanificadores, tratando esses outros tipos de aprendizagem comoresultados ocultos ou subprodutos do currículo, e não como parte dopróprio currículo.Chega-se praticamente ao mesmo ponto quando se considera adistinção que às vezes se faz entre o currículo oficial e o real. Comcurrículo oficial indica-se o que está determinado no papel, emprogramas, prospectos, etc., e currículo real denota aquilo que se fazna prática.Por último, devemos ainda reconhecer a distinção que geralmente sefaz entre currículo “formal” e “informal”, entre as actividades formaisàs quais o horário da escola dedica períodos específicos de tempo deensino ou que, como no caso da escola primária, são incluídas noprograma de trabalho a ser cumprido nas horas normais de ensino
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