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Bakhtin - Marxismo e Filosofia Da Linguagem

Bakhtin - Marxismo e Filosofia Da Linguagem

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MARXISMO E FILOSOFIA DA LINGUAGEMBAKHTIN, Mikhail12ª Edição – 2006 - HUCITEC
 
 
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PREFÁCIONo livro publicado com a assinatura de V. N. Volochínov emLeningrado, 1929-1930, em duas edições sucessivas sob o título de
 Marksizm i filossófia iaziká
(Marxismo e Filosofia da Linguagem),tudo, desde a página de título, só pode surpreender.Acabou-se descobrindo que o livro em questão e várias outrasobras publicadas no final dos anos vinte e começo dos anos trinta como nome de Volochínov – como, por exemplo, um volume sobre adoutrina do freudismo (1927) e alguns ensaios sobre a linguagem navida e na poesia, assim como sobre a estrutura do enunciado – foram,na verdade, escritos por Bakhtin (1895-1975), autor de obrasdeterminantes sobre a poética de Dostoievski e de Rabelais. Ao queparece, Bakhtin recusava-se a fazer concessões à fraseologia da épocae a certos dogmas impostos aos autores. Os adeptos e discípulos dopesquisador, particularmente Volochínov (nascido em 1895,desaparecido pelo fim de 1930), com um pseudônimoescrupulosamente observado e graças a alguns retoques obrigatóriosno texto e até no título, tentaram um compromisso que permitiapreservar o essencial do grande trabalho.O que poderia surpreender igualmente aqueles leitores menosavisados da história do obscurantismo que da história do pensamentocientífico, é o completo desaparecimento do próprio nome desseeminente pesquisador de toda a imprensa russa durante quase umquarto de século (até 1963); quanto a seu livro sobre a filosofia dalinguagem, só o vemos mencionado nesse mesmo período em algunsraros estudos lingüísticos do Ocidente. Recentemente, algumascitações desse livro foram feitas em publicações soviéticas de tirageminsignificante, como a coletânea dedicada ao 75
o
aniversário deBakhtin, cuja edição foi de apenas 1.500 exemplares (Tártu, 1973).A obra em questão é reproduzida na série
 Janua Linguarum
(Haia-Paris, 1972) e traduzida para o inglês (Nova Iorque, 1973), mas essetrabalho, como outras obras-primas do pensamento teórico
 
 
11
russo do mesmo período, permanece ainda quase inacessível aosleitores do seu país natal.Apesar de toda a singularidade da biografia do livro e de seu autor,é pela novidade e originalidade de seu conteúdo que a obra maissurpreende todo leitor de espírito aberto. Esse volume, cujo subtítulodiz Os problemas fundamentais do método sociológico na ciência dalinguagem, antecipa as atuais explorações realizadas no campo dasociolingüística e, principalmente, consegue preceder as pesquisassemióticas de hoje e fixar-lhes novas tarefas de grande envergadura.A “dialética do signo”, e do signo verbal em particular, que éestudada no livro conserva, ou melhor, adquire um grande valorsugestivo à luz dos debates semióticos contemporâneos.Dostoievski é o herói preferido de Bakhtin e a maneira como ele odefine caracteriza, ao mesmo tempo e da forma mais justa, sua própriametodologia científica: “Nada lhe parece acabado; todo problemapermanece aberto, sem fornecer a mínima alusão a uma soluçãodefinitiva”. Segundo Bakhtin, na estrutura da linguagem, todas asnoções substanciais formam um sistema inabalável, constituído depares indissolúveis e solidários: o reconhecimento e a compreensão, acognição e a troca, o diálogo e o monólogo, sejam eles enunciados ouinternos, a interlocução entre o destinador e o destinatário, todo signoprovido de significação e toda significação associada ao signo, aidentidade e a variabilidade, o universal e o particular, o social e oindividual, a coesão e a divisibilidade, a enunciação e o enunciado.O que mais desperta a atenção e a criatividade do leitor é a partefinal do livro, onde o autor discute o papel fundamental e variado dacitação – patente ou latente – em nossos enunciados e interpreta osdiversos meios que servem para adaptar esses empréstimosmultiformes e contínuos ao contexto do discurso.
 Roman Jakobson

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