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Atendimento Publico Robsonsilva

Atendimento Publico Robsonsilva

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Atendimento ao Público Prof. Robson Silva
ESPAÇO HEBER VIEIRA
 
Rua Corredor do Bispo, 85, Boa Vista, Recife/PE
 
Página1
 
F.: 3222-6231 – www.espacohebervieira.com.br
 Cada um que passa em nossa vida,passa sozinho,pois cada pessoa é únicae nenhuma substitui a outra.Cada um que passa em nossa vida,Passa sozinho,Mas não vai só,Nem nos deixa sós;Leva um pouco de nós mesmos,Deixa um pouco de si mesmo.Há os que levam muito,Mas há os que não levam nada;Há os que deixam muitoMas não há os que não deixam nada.Essa é a maior responsabilidade de nossas vidas,E a prova evidente de que duas almasNão se encontram por acaso.
Antoine de Saint-Exupery
Nós, não existe, mas é composto do Eu e Tu.É uma fronteira sempre móvelonde duas pessoas se encontram.E quando há encontro, então eu me transformo,e você também se transforma.
Frederick S. Perls
Conviver é “viver com”. Consiste em parti-lhar a vida, as atividades, com os outros. Em todogrupo humano existe a necessidade de conviver, deestar em relação com outros indivíduos. Além disso,a convivência é também formativa, pois ajuda noprocesso de reflexão, interiorização pessoal e auto-regulação do indivíduo.O homem começa a ser pessoa quando écapaz de relacionar-se com os outros, quando setorna capaz de dar e receber e deixa o egocentris-mo dar lugar ao alterocentrismo. A capacidade deestabelecer numerosas pontes de relacionamentointerpessoal é considerada pelos estudiosos docomportamento como um dos principais sinais dematuridade psíquica.Pelo fato de vivermos em sociedade, ofere-cemos aos outros uma imagem de nós mesmos,assim como formamos conceito sobre cada umadas pessoas que conhecemos, ou seja, cada um denós tem um conceito das pessoas que conhece ecada uma delas tem um conceito de nós. Assimcomo depositamos em cada pessoa conhecida umcapital de estima maior ou menor, temos com elatambém a nossa cota, de acordo com o nosso de-sempenho pessoal e social.A sociabilidade e a socialidade são as duasformas básicas de estabelecer relação com o meio.A sociabilidade faz parte da natureza humana: é anecessidade de comunicação ativa e passiva quese manifesta no indivíduo desde o seu nascimento.A socialidade vai depender das circunstâncias, doambiente, no nível de participação da pessoa emnível social.Existem pessoas mais abertas e extroverti-das, que comunicam com facilidade suas impres-sões e estão sempre dispostas a receber as men-sagens dos outros. São as pessoas que conside-ramos comunicativas e sociáveis. Outras pessoassão mais tímidas e introvertidas, propensas a rea-ções de fechamento e de reserva, que sentem difi-culdades na comunicação e podem mostrar-se in-seguros até mesmo diante de suas próprias possibi-lidades. Há pessoas mais seletivas, que sentemdificuldade de extrapolar o círculo familiar, restrin-gindo suas relações a pessoas próximas e em nú-mero reduzido; assim como existem pessoas quemanifestam características de dominação, que gos-tam de impor sua vontade aos demais.Os estilos e formas de sociabilidade variammuito e também dependem das situações, sendonecessário, para a boa relação interpessoal, certadisposição de ânimo e interesse pelo outro: ver eser visto, escutar e ser escutado, compreender eser compreendido.
NECESSIDADES INTERPESSOAIS E PROCESSOGRUPAL
Um grupo é composto de pessoas, mas nãoequivale à soma dos indivíduos, possuindo umarealidade distinta e características peculiares. Nestesão produzidos vários fenômenos psicossociais apartir de ações que os favorecem.Participar de um grupo não significa ter asmesmas idéias, mas participar de uma construçãoconjunta, consensual, pressupondo a necessidadede abertura às idéias alheias e capacidade de acei-tação.Todo indivíduo chega a um grupo com ne-cessidades interpessoais específicas e identifica-das, não consentindo em integrar-se até que certasnecessidades fundamentais são satisfeitas pelogrupo. (...) identifica três necessidades interpesso-ais básicas para esse processo de integração: ne-cessidade de inclusão, de controle e de afeição.A necessidade de inclusão define-se pelaansiedade experimentada pelo membro novo de umgrupo quanto a se sentir aceito, integrado, valoriza-do por aqueles aos quais se junta. Esta é uma faseimportante para estabelecer confiança e sentimentode “pertencer”, resultando em aumento da estima econfiança pessoal. Uma vez satisfeita esta necessi-dade de inclusão, a atenção do indivíduo se dirigepara a influência e o controle, consistindo na defini-ção, pelo próprio indivíduo, de suas responsabilida-des no grupo e também as de cada um dos que oformam, ou seja, sentir-se responsável por aquiloque constitui o grupo, suas estruturas, suas ativida-des, seus objetivos, crescimento e progresso. Satis-
 
Atendimento ao Público Prof. Robson Silva
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Rua Corredor do Bispo, 85, Boa Vista, Recife/PE
 
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 feitas as primeiras necessidades, de inclusão econtrole, o indivíduo confronta-se com as necessi-dades emocionais, de afeição, que consiste emobter provas de ser valorizado, estimado e respei-tado pelo grupo, não apenas pelo que tem a ofere-cer, mas pelo que é como ser humano.
A DINÂMICA DOS GRUPOS
O grupo se caracteriza pela reunião de umnúmero variável de pessoas com um determinadoobjetivo, compartilhado pelos seus membros, quepodem desempenhar diferentes papéis para a exe-cução desse objetivo. No campo teórico pode-sedefinir o grupo como um todo dinâmico, o que signi-fica que ele é mais que a soma de seus membros, eque a mudança no estado de qualquer sub-partemodifica o grupo como um todo.Em nossa sociedade as pessoas vivem emcampos institucionalizados e, em alguns casos, ainstitucionalização nos obriga a conviver com pes-soas que não escolhemos. Essa forma de convívioque independe de nossa escolha é chamada desolidariedade mecânica, e o convívio escolhido échamado de solidariedade orgânica.Quando um grupo de estabelece, os fenômenosgrupais passam a atuar sobre as pessoas individu-almente e sobre o grupo, ao que chamamos deprocesso grupal. A fidelidade de seus membros, ograu de aderência às regras de manutenção dogrupo, é chamado de coesão grupal. Grupos combaixo grau de coesão tendem a se dissolver.Os motivos individuais são importantes paraa adesão ao grupo, mas as diferenças individuaisserão admitidas desde que não interfiram nos obje-tivos centrais do grupo ou suas características bási-cas. Os objetivos do grupo irão sempre prevaleceraos motivos individuais e, quanto mais o grupo pre-cisar garantir sua coesão, mais ele impedirá mani-festações individuais que não estejam de acordocom seus objetivos.Para Minicucci o aprendizado do trabalhosocial de grupo é a primeira meta do trabalho gru-pal. O indivíduo tem de experimentar, errar, apren-der, até que se comporte adequadamente e, paraatingir esse desenvolvimento, conta com a colabo-ração dos outros.
Tipos de grupos
Alguns tipos de grupos podem ser caracterizados,de acordo com os objetivos de seus membros:
Grupo de Treinamento
Ênfase no aprimoramentodas habilidades
Assunto de discussão nãodefinido
É um processo de desen-volvimento
Visa à aprendizagemDe maneira geral, um grupo de treinamentoou desenvolvimento visa aos auxiliares, e os seusparticipantes a imprimir mudanças construtivas emseu “eu” social, através da análise das experiênciaspresentes e imediatas.
Grupo de Terapia
- ênfase no trabalho interior
- membros com problemasde comportamento
- razões íntimas que anali-sam por que a pessoa agede certa maneira
- análise do por que os pro-blemas íntimos tolhem aatuação do indivíduo emgrupo.O grupo de terapia trabalha com indivíduoscom problemas de ajustamento, levando-os a des-cobrir seu “eu” íntimo e trabalhando com aquelesproblemas que inibem o comportamento normal doindivíduo em grupo.Grupo de aprendizagem – motivado pelanecessidade de aprender com os demais, de parti-lhar com os outros nossas idéias, sentimentos, deconseguir melhor entrosamento com as pessoas ecom o mundo que nos rodeia.Objetivo = superação individual. Ex: gruposde estudo, grupos de análise etc.Grupo de ação – nasce da necessidade decolaboração com os outros nas decisões e no pla-nejamento de certos tipos de trabalho que não po-dem ser executados individualmente. Objetivo =produtividade coletiva. Ex: grupos de mutirão, cam-panhas humanitárias etc.De modo geral, os indivíduos entram emdeterminado grupo para satisfazer a duas classesbásicas de necessidade: de aprender e de atuarcom os outros. Embora haja predominância de umaou outra necessidade, não é possível falar em gru-pos puros, seja de aprendizagem, seja de ação.Grupo OperativoEsse tipo de grupo caracteriza-se por estarcentrado de forma explícita em uma tarefa específi-ca. O grupo operativo configura-se como um modode intervenção, organização e resolução de pro-blemas grupais.A técnica operatória (operativa) nasce, as-sim, para instrumentar a ação grupal e caracteriza-se por estar centralizada na tarefa. O conjunto de
 
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 integrantes do grupo aborda as dificuldades que seapresentam em cada momento da tarefa, lograndosituações de esclarecimento. Sejam quais foram osobjetivos propostos aos grupos (diagnóstico institu-cional, aprendizagem, planificação, criação etc), afinalidade é que seus integrantes aprendam a pen-sar em uma co-participação do objeto do conheci-mento, entendendo que pensamento e conhecimen-to não são fatos individuais, mas produções sociais
Grupo de Trabalho ou de Tarefa
Ênfase na tarefa;
Visa à solução de problemas;
Preocupa-se com a execução;
Têm objetivos e metas finais defini-dos;Um grupo de treinamento visa mudar asmaneiras de agir, os processos, a prática de seusmembros, nunca realizar uma tarefa predetermina-da, com objetivos estabelecidos e com a perspecti-va de uma execução.Quando se fala de grupo de trabalho ou detarefa, se refere a grupos pequenos e restritos,destinados a resolver problemas ou a executar tare-fas. Há neste tipo de grupo comportamentos, atitu-des, interações e motivações funcionais que o dis-tinguem do grupo de formação. Para que o grupofuncione com a competência necessária para exe-cutar a tarefa, é preciso que seus elementos atin- jam um mínimo de maturidade social, aptidão queos leve a se integrarem e capacidade de desenvol-ver comportamentos de lealdade para com seuscompanheiros de equipe.Um grupo de trabalho é a união de duas oumais pessoas que interagem umas com as outras edividem algumas tarefas, visando objetivos inter-relacionados. O conceito de papel subentende quenem todas as pessoas em um grupo têm a mesmafunção ou propósito; seus encargos e responsabili-dades são diferentes.Os papéis começam a ser delineados nogrupo com a distribuição de tarefas e a assunçãode papéis informais.Os papéis acentuam-se principalmentequando o indivíduo não é aceito pelo grupo, e utilizamecanismo de regressão (agressivo, colaborador,mimado, chorão, resmungão, retardado, sonolento).À medida que esses papéis forem se diluindo com ainteração, a atividade se dirigirá cada vez mais paraa tarefa.Quando se verifica a aceitação incondicio-nal, recíproca e individual pelo líder, o grupo come-ça a integrar-se e aparecem os chamados papéissociais (reforçador, mediador, informador, opina-dor). O líder, oportunamente, exercerá cada umdesses papéis e dará oportunidade para que cadaum possa também desempenhá-los, estabelecendoum clima de grupo cooperativo e solidário.Quaisquer que sejam os objetivos do grupo,ele não deve ser considerado um organismo fecha-do em si, pois está inserido em um contexto socialcom o qual mantém ligações. O grupo nunca podeesquecer a comunidade à qual está ligado, pois elacondiciona seu funcionamento e traça parte de suascaracterísticas.Existe uma crença sobre o desempenho dogrupo ser superior ao individual em muitas tarefas,crença essa baseada na noção de que algo surgeda interação entre as pessoas, possibilitando que ogrupo seja melhor do que a soma de seus mem-bros.
Crescimento do grupo
O desenvolvimento de um grupo de tarefapassa por fases em sua meta de integração, queacontece quando se constitui num todo (gestalt) naunião de seus elementos. Há três fases a seremconsideradas:1. Individualista – no início os elementos dogrupo tendem a se auto-afirmar como indi-víduos, como decorrência da necessidadede aceitação. Quando as pessoas se co-nhecem melhor, passam a aceitar-se reci-procamente.2. Identificação nesta etapa o grupo começaa fragmentar-se em subgrupos, que surgemessencialmente nos momentos de decisão,reunindo pessoas que compartilham idéias,apreensões, etc.3. Integração quando os indivíduos se senti-rem aceitos e tiverem certeza de que suasdecisões serão levadas em consideração, ogrupo começará a integrar-se, sendo algunscritérios são altamente significativos para aintegração:a) Comunicação autêntica – quandoos membros já estabeleceram umalinguagem comum. A comunicaçãohierarquizada, de subordinação,cria no grupo bloqueios e filtragens,gerando mal-entendidos, conflitosde prestígio, decorrendo daí umaintegração artificial e comprometi-da.b) Alto grau de coesão – o grupo setorna coeso quando os elementosestão capacitados a participar inte-gralmente das atividades do grupo,surgindo o sentimento de “perten-cer a”.

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