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Termos Hebraicos Para o Pecado

Termos Hebraicos Para o Pecado

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Material entregue pelo Professor Reginaldo Plácido da Disciplina Hamartiologia do CEEDUC.
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CEEDUCCentro Evangélico de Educação e CulturaCurso: Bacharel de Teologia (Ministério)Turma: Modular Disciplina: HamartiologiaProfessor: Reginaldo PlácidoAcadêmico: Márcio da Costa Batista
TERMOS HEBRAICOS PARA O PECADOa) Hata’:
01)
 
- A perda de alguma coisa de valor - quem perder (pecar contra) a sabedoria, fazviolência a si mesmo (Pv 8.36).02)
 
Designa, freqüentemente, o mal praticado contra o próximo (2 Sm 19.20; 1 Rs8.31).03)
 
O pecado contra o concerto (Êx 32.30-33).04)
 
Em Jó 1.5 a palavra refere-se ao pecado íntimo, nos pensamentos do coração.05)
 
Referência aos pecados voluntários ou deliberados (Êx 10.17; Dt 9.18; Sl 25.7).
b) Pasha’:
O verbo significa “rebelar-se ou revoltar-se”. É usado em 1 Reis para referir-se à rebeldiacontra a casa de Davi (Is 1.2; Os 8.1).A idéia central do termo designa um rompimento nas relações entre duas pessoas, mediantea rebelião ou revolta por parte de uma delas. Em última análise, o pecado é uma revolta davontade do homem contra a vontade de Deus. Segundo Leite Filho é uma das palavrascentrais usadas pelos profetas mais proeminentes.Pasha’ não somente cria um abismo entre o homem e Deus, mas gera distorções dentro do próprio homem, como por exemplo: esconder suas ações (Jó 34.6), o engano (Pv 28.24), aapatia (Sl 36.1), enfermidades (Sl 107.17), um gosto pelas brigas (Pv 17.19), uma sensaçãode escravização (Pv 12.13), fácil irritabilidade (Pv 19.11), adoração hipócrita (Is 58.1) euma sensação de estar sujo (Ez 14.11).
c) Rasha’:
Significa ser provado, ímpio, culpado, pecaminoso e descreve o caráter formado pela prática do pecado (Sl 1.1; Is 3.11).
 
A famosa tradução dos Setenta (LXX) traduz por irreligioso, perverso, transgressor e,geralmente, indica a mudança no estado moral ou religioso do homem.O termo é usado freqüentemente como sinônimo de palavras que significam enganar,defraudar, trair (Jr 12.1).Leite Filho atesta que o significado do termo começa com um problema físico: a pessoadesconjuntada é anormal, cambaleia balanceando a cabeça; no sentido espiritual, afirmaLeite Filho, o pecador também é assim; ele cambaleia, treme e se arrasta. O termo é usadoem textos, como Is 57.20,21; Sl 18.21; Ez 18.27; 33.19; Ml 3.15,18.
d) ‘Awôn:
O termo é usado no sentido de torcer, perverter, desviar, ficar culpado de perversidade,designando um pecado de má intenção (Gn 19.15; Sl 31.10; Zc 3.9).Muitas vezes a palavra significa culpa, ou da iniqüidade cometida, ou da natureza perversade quem pratica a iniqüidade.
e) Nâbel:
O sentido básico significa pingar ou secar; origina ser o pecador seco, insensível, tolo (Sl14.1; 53.1; Is 32.6; Sl 74.18; Dt 32.6,21).Malcolm Smith narra um evento natural que bem ilustra o sentido de nâbel. Ele afirma queobservou uma rã tomando sol, deitada numa rocha parcialmente submersa, bem no centroda lagoa. De repente a rã entrou em colapso... não caiu, mas murchou como se fosse uma bexiga com um furinho, por onde vazava o ar. Finalmente, só restou ali um montinhohorroroso de pele de rã; o recheio desaparecera de todo! Só então foi que viu o assassino.Um besouro d’água, gigante, havia picado a rã, injetando-lhe uma substância que lhedissolveu as entranhas. Em seguida o besouro passou a sugar o conteúdo da rã, deixando sóa pele, como se fora uma sacola vazia de mercearia, atirada na rocha. O pecado agesemelhantemente, infectando o indivíduo e sugando-lhe todas as suas forças até deixar apenas um cadáver espiritual movido por ossos, carne e pele.
f) Tâmê:
Significa mergulhar, estar imerso, com o sentido de ser manchado ou poluído, comoresultado da imersão: “(…) sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo deimpuros lábios (…)” (Is 6.5; Nm 5.13-29; Jr 2.23; Sl 106.39; Os 5.3; 6.10; Ez 22.3-5).O termo e seus derivados ocorrem 279 vezes no Antigo Testamento e a maior parte é usadanos textos cúlticos em Levítico; é um termo basicamente sacerdotal.
g) Ma’al:
O termo envolve infidelidade e traição, ou o ato de ser culpado, de quebrar uma promessaou não cumprir a palavra. Deus dotou o homem com um alto privilégio e uma soleneresponsabilidade que foi violada pelo homem.Às vezes, significa que o homem planeja a traição ou a quebra de sua palavra contra Deus esua elevada vocação. Geralmente é traduzido como transgredir ou prevaricar (Lv 16.16,21;26.40; Nm 5.6; 31.16; Dt 32.51; 2 Cr 26.18; 29.6).
h) To’ebhah:
Designa especialmente os pecados repugnantes para Deus, ou chamados de abominação,aquilo que é detestável, ofensivo. Aplica-se geralmente:
 
01) Aos ímpios (Pv 29.7):Pessoas ímpias ou perversas eram culpadas da violação dos direitos sociais de outros, pois foram violentas, opressoras, avarentas, envolvidas em tramar contra os pobres eapanhá-los em armadilhas, e com disposição de até mesmo assassinar a fim de atingir seus objetivos. Eram desonestos nos negócios e nos tribunais, faziam fortunas por meiode opressão e toda espécie de práticas fraudulentas. Geralmente o ímpio é perfiladocomo alguém que odeia o Senhor (Êx 2.13; Nm 35.31; 2 Sm 4.11; 2 Cr 19.2).Malaquias 3.18 ressalta que uma das principais características do ímpio é recusar-se aservir ao Senhor:a)
 
O ímpio se esquece de Deus (Jó 8.13). b)
 
Despreza-O (Sl 10.3).c)
 
Provoca-O (Is 5.12).d)
 
Age como se Deus não existisse (Sl 10.4;14.1; 53.2).e)
 
Age como se Deus não fosse vivo (Sf 1.12 cf Jó 22.17) e não observa nada(Sl 94.7 cf. Jó 22.13s).f)
 
Acha que não vale a pena servir a Deus (Ml 3.14s).g)
 
O ímpio peca por fraude, injustiça, mentira, opressão, soberba, avareza,embriaguez e luxúria, pecados estes censurados, sobretudo, pela literaturasapiencial (Sl 10.2-11; 36.2-5; 73.6-9;94.3-7; Jó 24.2-4).2) - Ao travestismo (Dt 22.5):A palavra hebraica para veste é “simlah”, traduzida por roupa, veste ou manta. Tratava-se de uma vestimenta exterior semelhante a um lençol grande com capuz, e os judeus ausavam como roupa de frio. Os pobres a usavam como vestido básico de dia e comocapa de noite (Êx 22.26-27).O contexto bíblico, às vezes, fala de vestimentas em sentido próprio, outras como sinalde nível social ou hierárquico, ou ainda como recurso poético para comparar vestimentas com qualidades abstratas. É assim que se diz de “vestes de justiça” (Jó29.14), de “salvação” (2 Cr 6.41), de “força” (Is 52.1) e assim por diante.Em Dt 22.5, deve-se verificar que sendo o povo judeu, no período de sua formação, um povo nômade, as modas dos homens israelitas permaneceram quase inalteradas. Haviam pouquíssimas diferenças entre o vestuário feminino e o masculino. A veste interior queassemelhava-se a uma camisa justa, apertada chamada de “kuthoneth”13, era feita de lã,linho ou algodão, e geralmente a pessoa que usava apenas esta vestimenta interior dizia-se que estava nu (1 Sm 19.24; Is 20.20-4). Não havia qualquer diferença entre a“kuthoneth” masculina e a feminina. A vestimenta exterior dos homens consistia numafaixa de pano, de 2 a 3 metros de largura, que em hebraico se chamava “me‘il” e étraduzido por capa, manto, túnica ou vestimenta. Era enrolada no corpo como umacoberta protetora, com dois cantos do material na frente, unidos ao corpo com um cinto.Os homens judeus usavam franjas com fitas azuis na orla (Nm 15.38). A vestimentaexterior da mulher hebréia era muito parecida com as do homem, todavia, era maiscomprida, com borda e franja suficientes para cobrir os pés (Is 47.22), um material maisfino e mais colorido. Prendia-se à cintura por um cinto. Uma outra peça de destaque novestuário feminino era o véu e um ornato para a cabeça.Do que anteriormente foi prescrito, fica claro que a diferença entre a indumentáriafeminina e masculina era ínfima. Daí considerarmos que a proibição e a rotulação de“coisa abominável” revestia-se de um caráter muito mais moral e sacramental do que deusos e costumes. A proibição como tal, era uma referência às perversões sexuais e

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