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Em 17:18 a Babilônia foi descrita como “a gran-de cidade que domina sobre os reis da terra”. O anjodisse que “dez reis…. Têm estes um só pensamentoe oferecem à besta o poder e a autoridade que pos-suem. Pelejarão eles contra o Cordeiro” (17:12–14a).A guerra mencionada poderia ser “a batalha”discutida anteriormente
 , mas é mais provável que
fosse o conito citado em 12:17
4
 , quando um dra-gão frustrado “foi pelejar” com os que “guardamos mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. Em outras palavras, trata-se da contínua ba-talha entre o bem e o mal, a guerra em que cada umde nós está envolvido
.Se você visualizar mentalmente as forças alia-das contra o Senhor, entenderá melhor as palavras“e o Cordeiro os vencerá”. Repito que não se trata
de uma vitória insignicante!
Muitos fatores estão envolvidos nesta vitória,mas quero salientar cinco fatores sugeridos pelo tex-to bíblico: cinco razões por que somos vencedores.
Cordeiro
. Rio de Janeiro: Juerp, 1978, s.p.
Veja a lição “A Batalha que Nunca Aconteceu nemAcontecerá”, nesta edição.
4
As três passagens que se referem à “batalha” usam o
artigo denido (“a” em português) referindo-se à batalha,mas nenhum artigo denido aparece em 17:14. A terminolo
-gia do texto original de 17:14 é mais semelhante à de 12:17.
Se alguém levantar a objeção de que 17:14 diz que elespelejaram contra o Cordeiro, e não contra Seus seguidores,lembre-se de que Satanás sempre atacou o Senhor atacandoSeus discípulos (Atos 8:1; 9:).
O
tema do Livro de Apocalipse é
vitória
: se permanecermos com
Deus, venceremos! Alguns acreditam que o ver
-sículo que melhor expressa esta verdade é 17:14:“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro osvencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dosreis
1
; vencerão também os chamados, eleitos e éis
que se acham com ele”. A palavra grega traduzidapor “vencerá” é a forma verbal de
nike
—a palavrapara “vitória”.Essa vitória não é um triunfo de segunda gran-deza. Os inimigos do cristianismo foram retratadoscom detalhes vívidos, e até provocativos. O capítulo12 introduziu o dragão, enquanto o 1 falou de seusdois aliados, as duas bestas. O terceiro aliado dodragão foi descrito com cores brilhantes no capítulo17: a Babilônia, a grande meretriz—naqueles dias, acidade de Roma.
A inuência da Babilônia foi de longo alcance.
Em 17:1 o anjo disse que as águas em que a mere-triz estava assentada eram “povos, multidões, na-ções e línguas”—referindo-se a todas as pessoas domundo.
Durante… o período em que Apocalipse foi es-crito, Roma estava próxima do auge de sua gran-deza. Suas fronteiras se estendiam desde as IlhasBritânicas até o deserto africano, e do OceanoAtlântico ao Eufrates…. Para as pessoas daqueletempo, parecia que Roma era o mundo inteiro.
21
A expressão “Senhor dos senhores e Rei dos reis” é
extremamente signicativa. Veja comentários sobre essa ter
-minologia na lição “Rei dos reis e Senhor dos Senhores” naedição “Apocalipse—Parte 9”, desta série.
2
Ray Summers,
A Mensagem de Apocalipse: Digno É o
Cinco Razões Por QueSomos Vencedores!
David Roper
C
ristianismo
 
 
 V
itorioso
1
 Apocalipse
17:14–18
 
SOMOS VENCEDORES PORQUE JESUSDERRAMOU O SEU SANGUE (17:14)
Quando o texto bíblico diz: “o
Cordeiro
os vence-rá”, lembramos de como o Cordeiro foi introduzidono capítulo : “Então, vi, no meio do trono e dosquatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, umCordeiro
como tendo sido morto
” (v. 6a; grifo meu).Isto, por sua vez, nos remete à cena da derrota dagrande serpente, Satanás, no capítulo 12: “Então,ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora… foiexpulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo queos acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.Eles, pois, o venceram
por causa do sangue do Cordei-ro
” (vv. 10, 11a; grifo meu). Quaisquer que sejam osfatores adicionais envolvidos, não podemos perder
de vista o fato de que nalmente a vitória é obtida
“por causa do sangue do Cordeiro”. F. W. Farrar es-creveu:
…em oposição a todos, o cristianismo venceu….a catacumba triunfou sobre os templos gregos; aCruz da vergonha sobre o cálice de vinho e o… banquete…. Os ideais sedutores do mundo e asalegrias intoxicantes, as mitologias encantadorasdo mundo e as religiões dissolutas… todos fugi-
ram diante de um Cruz de madeira! Sim, meus
irmãos, porque essa Cruz foi sustentada pelasmãos sangrentas do verdadeiro Rei do mundo,o qual aperfeiçoou a força de seus seguidores nafraqueza; e tendo sido erguido, atraiu todos oshomens para si mesmo.
6
SOMOS VENCEDORES POR QUE O PECADOÉ AUTODESTRUTIVO (17:16)
Outro fator que concorre para a nossa vitóriaé visto no versículo 16. O versículo menciona “osdez chifres… e a besta”. “Os dez chifres” provavel-mente eram aqueles reis que foram seduzidos pelameretriz (17:2) e que renderam sua sujeição à besta(17:12, 1)
7
. A Babilônia foi retratada como assenta-da sobre a besta (17:), enfatizando a dependênciados reis tanto da besta como da meretriz.
A seguir, o versículo 16 faz a surpreendente ar
-
mação de que os reis vassalos e a besta nalmente
6
F. W. Farrar,
History’s Witness to Christ
(“Testemunha daHistória para Cristo”), citado em Jim McGuiggan,
The Book of Revelation
(“O Livro de Apocalipse”). Looking Into the BibleSeries. Lubbock, Tex.: International Biblical Resources, 1976,pp. 27–28.
7
Alguns acreditam que estes não eram os mesmos reisdo versículo 2, pois no capítulo 18 diz-se que aqueles reischoravam a queda de Roma (18:9, 10). Todavia, não é inco-mum os homens cometerem um ato e depois sentirem o que2 Coríntios 7:10 chama de “tristeza segundo o mundo”. Ten-hamos em mente que esses reis estavam inconsciente e invol-untariamente fazendo a vontade de Deus, e não sua própriavontade.
se voltaram contra a mulher
8
: “Com um ódio tão sa-tanicamente irracional quanto a antiga devoção quedemonstraram, voltaram-se contra a meretriz queoutrora os encantou….”
9
Eles “odiarão a meretriz,e a farão devastada e despojada
10
 , e lhe comerão
11
ascarnes
12
 , e a consumirão
1
no fogo
14
”.Sentimos ódio chamejando das páginas. Os reise a besta não estavam satisfeitos em matar sua ex-amante. O desejo deles era violá-la. Não se satisfa-riam com nada menos que a destruição total. É acena de um massacre apavorante
1
.Essas palavras são uma prévia do capítulo 18que descreve a destruição da cidade de Roma. Noversículo 1, o anjo disse a João que lhe mostraria “o julgamento da grande meretriz”. O propósito doversículo 16 era dar ao apóstolo uma prévia de
como
 
isso aconteceria: nalmente, os aliados da meretriz
voltaram-se contra ela:
A maior fraqueza de Roma era sua incapacidade
de unicar-se com diferentes povos. Roma po
-deria conquistar e controlar à força, mas ela nãopossuía nenhum poder coeso com o qual cimen-tasse os povos conquistados num reino com he-gemonia. Essa fraqueza foi revelada num sonhoa Nabucodonosor, quando ele viu o quarto gran-de império chegar, o romano, como “os artelhosdos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será fortee, por outra, será frágil. Quanto ao que viste doferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão umao outro, assim como o ferro não se mistura como barro” (Daniel 2:42, 4).
168
Compare os versículos 16 com a alegoria vívida deEzequiel em Ezequiel 2:1–. Veja também Marcos :2–26.Nosso texto presente poderia ser um exemplo de Satanás“dividido contra si mesmo”.
9
Martin H. Franzmann,
The Revelation to John
(“O Apoc-alipse a João”). St. Louis, Mo.: Concordia Publishing House,1976, p. 119.
10
Acerca da desgraça de ser despojado ou desnudado,veja Naum :.
11
A palavra grega traduzida por “comer” signica “ali
-mentar-se com glutonaria”.
12
No Antigo Testamento, comer carnes era ato de uminimigo selvagem (Salmos 27:2; Miquéias :).
1
No Antigo Testamento, este era o castigo para o maisabominável dos pecados (Levítico 20:14; 21:9).
14
Essas palavras descritivas previam que a cidade deRoma seria despojada de todos os recursos, consumida edestruída.
1
Embora a cena retrate a destruição de uma cidade,as palavras descrevem a violação de um ser humano: ela édespida de sua roupa suntuosa; seu corpo é comido comono canibalismo; ela é consumida por labaredas. É uma cena
tão repulsiva que não z nenhuma tentativa de ilustrá-la em
palavras nem com uma gravura do nosso desenhista, BrianWatts.
16
Homer Hailey,
Revelation: An Introduction and Commen-tary
(“Apocalipse: Introdução e Comentário”). Grand Rap-
2
 
Na lição anterior, armamos que a sujeição dos
reis tanto à meretriz como à besta não era resulta-do de uma afeição genuína, mas era motivada porinteresse pessoal. Todos já vimos alianças políticascomo essa. Tais associações são instáveis desde oinício, e os chamados aliados geralmente acabam sedigladiando.Muitos escritores entendem o versículo 16 lite-ralmente. Alguns se referem a Nero, que foi acusa-do de incendiar a maior parte da cidade de Roma.Outros mencionam as tribos bárbaras que devasta-ram a cidade no quarto século. Henry Swete escre-veu: “Nenhum leitor do
Declínio e Queda [do ImpérioRomano]
pode sentir falta de materiais que no nalilustrarão e justicarão uma tendência geral de se
ver a profecia de João cumprida”
17
. Entendamos ounão o versículo no sentido literal, a passagem ensina
que, no nal, os pecados de Roma acabariam com
ela
18
. Ela não poderia depender daqueles que outro-ra ela contava eram seus amigos.Enquanto eu desbravava minha trilha por umamontanha de comentários bíblicos, uma expressãoapareceu numa repetição quase entediante: sem ex-ceção, os comentaristas enfatizavam que todo peca-do carrega “as sementes de sua própria destruição”.
Este princípio é ilustrado pelo versículo 16. No 
-nal, o mal destrói a si mesmo. Davi escreveu: “Nãote indignes por causa dos malfeitores… Pois eles
dentro em breve denharão como a relva” (Salmos
7:1–2a). Desse ponto de vista, o mal não parecenada grande.
SOMOS VENCEDORES PORQUE DEUS ESTÁNO CONTROLE (17:17)
O versículo 17 oferece outra razão para termoscerteza da vitória. Este versículo é um dos mais in-trigantes de Apocalipse: “Porque em seu coraçãoincutiu Deus que realizem o seu pensamento, oexecutem à uma e dêem à besta o reino que pos-suem, até que se cumpram as palavras de Deus
19
”.Anteriormente, foi dito que os dez reis tinham “umpropósito”, e que eles ofereceram “à besta o podere a autoridade que possuem” (17:1). Agora, o ver-
ids, Mich.: Baker Book House, 1979, p. .
17
Henry B. Swete,
The Apocalypse of St. John
(“O Apoc-alipse de São João”). Cambridge: MacMillan Co., 1908, reim-pressão. Grand Rapids, Mich.: Wm. B. Eerdmans PublishingCo., s.d., p. 22.
18
Roma ruiu internamente muito antes de ser devastadapelas tribos bárbaras de fora.
19
A expressão “as palavras de Deus” pode se aplicara qualquer promessa e previsão na Palavra, mas tem umaaplicação especial às “palavras de Deus” no Livro de Apoc-alipse.
sículo 17 nos diz que Deus “
incute no coração deles
que realizem isto, a m de que
Seu
propósito sejaexecutado, que
Suas
palavras sejam cumpridas! “In
-consciente e involuntariamente”
20
 , tudo o que os
inimigos de Deus zeram acabou por cooperar para
o avanço da causa divina.Este conceito não é maravilhoso? A aliança dosreis com a besta parecia prejudicial ao cristianismo,mas o versículo 17 diz que ela calçou o caminhopara a besta e os reis se virarem contra a Babilôniae a destruírem.Não me peça para explicar como Deus incutiuisto no coração dos reis, ou como Ele os controlou.Eu não sei, mas aceito por fé que Ele fez isto. A Bí- blia está repleta de ilustrações que mostram Deuscontrolando até nações cujos recursos eram acumu-lados contra Ele. Homer Hailey disse:
Perguntar como “em seu coração incutiu Deusque realizem o seu pensamento” é fútil; isto ésó do conhecimento dEle. As Escrituras revelamclaramente que por toda a história Deus usouhomens e nações para realizar Seu propósito.Ele pôde fazer uma nação lutar contra si mes-ma, como no caso de Mídia na época de Gideão
(Juízes 7:22) e dos listeus nos dias de Saul (1 Sa
-muel 14:20). Na batalha de Moabe e Amom con-tra o monte Seir, Deus deu vitória ao rei Jeosafásem o exército de Judá levantar uma espada se-quer (2 Crônicas 20:2).
21
O profeta Daniel disse que “o Altíssimo tem do-mínio sobre o reino dos homens” (Daniel 4:17). Essaverdade tem sido reforçada vez após vez em Apo-calipse—mas nenhuma passagem o diz mais clara-
mente do que esta que estamos estudando!
SOMOS VENCEDORES PORQUE JESUS ÉSENHOR DE TODOS (17:14)
Tudo o que dissemos está relacionado à idéiaprincipal do versículo 14: “e o Cordeiro os vencerá,
pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis
” (v. 14b, c; gri-
fo meu)! No capítulo 19, quando Jesus cavalga para a
vitória, esse nome estará inscrito no seu manto: “REISDOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (v. 16)
22
. Arespeito do reino de Cristo, Napoleão disse:
Vocês falam de impérios e poder. Bem, Alexan-dre, o Grande, Júlio César, Carlos Magno e eu
20
Philip Edgcumbe Hughes,
The Book of the Revelation:A Commentary
(“O Livro do Apocalipse—Um Comentário”).Grand Rapids, Mich.: Wm. B. Eerdmans Publishing Co.,1990, p. 188.
21
Hailey, p. 6.
22
Em outras ocorrências na Bíblia, essa terminologia éaplicada a Deus (Deuteronômio 10:17; Daniel 2:47; 1 Timóteo6:1). O fato do termo se aplicar a Jesus em Apocalipse con-
rma a divindade de Jesus.
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