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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
COMARCA DE SÃO PAULOFORO REGIONAL I - SANTANA9ª VARA CÍVELAV. ENGENHEIRO CAETANO ÁLVARES, 594, São Paulo - SP - CEP02546-000
 
001.08.628804-1 - lauda 1
SENTENÇA
Processo nº:
001.08.628804-1 - Procedimento Ordinário (em Geral)
Requerente:
Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo -Bancoop
Requerido:
Elaine Cristina Paganatto
MM. Juiz de Direito:
 
Edgard Silva Rosa
COOPERATIVA HABITACIONAL DOSBANCÁRIOS DE SÃO PAULO LTDA
ajuizou ação de cobrança, pelorito ordinário
,
contra
ELAINE CRISTINA PAGANATTO
. Em síntese,alega que a ré adquiriu o bem imóvel pormenorizado na inicial, ondese comprometeu a efetivar os pagamentos, que redundariam naaquisição do aludido bem. Salienta que, como cooperada, deve arcarcom os gastos do empreendimento, no limite de sua cota parte. Noentanto, deixou de adimplir o valor do resíduo apurado, sendonecessário que haja pagamento correspondente, sob pena deproporcionar mais encargos aos cooperados adimplentes. Aduziu quedeve haver observância do estatuto social, que prevê a possibilidadedo referido pagamento, bem como destacou que há documentos, quese encontram à disposição dos cooperados, que comprovam aaferição da necessidade da cobrança do resíduo. Por fim, pugnou pelaprocedência da demanda, para condenar o suplicado ao pagamentodo valor em aberto. Juntou os documentos de fls. 18/117.
 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
COMARCA DE SÃO PAULOFORO REGIONAL I - SANTANA9ª VARA CÍVELAV. ENGENHEIRO CAETANO ÁLVARES, 594, São Paulo - SP - CEP02546-000
 
001.08.628804-1 - lauda 2
Citada, a ré apresentou tempestivacontestação, arguindo prejudicialidade externa, diante de processo emcurso perante a 40ª Vara Cível Central, onde se discute a legalidadeda cobrança do resíduo. No tocante ao mérito, destaca que o valorcobrado não se justifica e foi apurado de modo uinilateral pela autora.Assim, nega a legalidade da cobrança, bem como a qualidade decooperativa da autora, propugnando pela improcedência do pleito(fls. 138/186).Replicou a autora, trazendo novosdocumentos (fls. 190/219).Realizou-se audiência preliminar deconciliação, infrutiferamente (fls. 220/221).
É O RELATÓRIO.
Procedo ao julgamento antecipado dalide, nos termos do requerimento conjunto das partes, deduzido naaudiência preliminar, em que manifestaram o desinteresse naprodução de outras provas.A ação é improcedente.As matérias preliminarmente suscitadaspelo requerido não merecem prosperar.Não restaram demonstrados, acontento, a causa de pedir e o pedido do processo em trâmite perantea 40ª Vara Cível Central. Assim, tenho que os documentos existentesnos autos não se mostram hábeis ao fim almejado, pois não seprestam a comprovar a alegada prejudicialidade. Pelos mesmosmotivos, rechaço a alegação de litispendência, acrescentando, ainda,
 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
COMARCA DE SÃO PAULOFORO REGIONAL I - SANTANA9ª VARA CÍVELAV. ENGENHEIRO CAETANO ÁLVARES, 594, São Paulo - SP - CEP02546-000
 
001.08.628804-1 - lauda 3
que as partes dos processos são distintas.Por conseguinte, as prejudiciais,suscitadas pelo requerido, não merecem guarida, razão pela qualpasso à análise do mérito.Resta incontroverso nos autos que oslitigantes celebraram contrato através do qual a ré aderiu à realizaçãode um empreendimento, onde tencionava a construção de imóvel,mediante pagamento de forma parcelada do preço.O preço, como parte essencial que integrao contrato, é dado pelas condições contemporâneas do mercado,sendo em regra inalterável, salvo modificações extraordinárias esupervenientes que justifiquem a revisão, do que aqui não se está acogitar (cláusula
rebus sic stantibus 
).Trata-se da conhecida e controvertidaquestão da cobrança de suposto resíduo de preço convencionado emcompromisso de venda e compra de imóvel.Não basta, como é evidente, prova escritade vinculação jurídica das partes a respeito de determinado preço, se oque se cobra é justamente parcela supostamente excedente ao queficou convencionado, ante razões relativas ao custo efetivo da obra
.
 Não há qualquer documento escrito, firmado pela ré, com a suaanuência aos valores apurados, unilateralmente, pela autora.O exame dos documentos de fls. 59/71permite verificar que a promitente-vendedora unilateralmente promoveudramática modificação nas condições pactuadas, elaborando relatóriode conta-corrente por força do qual indicou o saldo devedor de R$136.245,41 em 13 de novembro de 2008 (fls. 59). É lícito à
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