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 ALMADA  XXI 
PROGRAMA ELEITORAL
 
CDS
Partido Popular
autárquicas 2009
 
 
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ALMADA XXI 
Na emergência do terceiro milénio, Almada está num momento determinante parao seu desenvolvimento. Os cidadãos serão chamados a decidir, fundamentalmente,entre a continuação de um modelo ortodoxo
que mostra evidentes sinais dedesgaste
e um novo paradigma urbano, feito pelas pessoas e para as pessoas, deinovação e audácia.A globalização representa um desafio que não podemos continuar a ignorar. A eraindustrial entrou numa nova fase e as tecnologias de informação e comunicaçãoalteraram o quotidiano e as relações económicas, romperam barreiras geográficase rasgaram novos espaços de liberdade.A qualidade de vida, o sistema educativo, o acesso à informação e aoconhecimento, a integração das metrópoles em redes internacionais, a capacidadede gerar e atrair novas ideias, as pessoas e a sua identificação com a cidade, sãofactores de diferenciação das cidades modernas.Num mundo globalizado, é fundamental assumir as diferenças locais. Almada podeser um local deste mundo global onde se geram ideias inovadoras, uma cidadecomprometida com o futuro e que atraia pessoas e projectos. Ou somos capazes decriar conhecimento ou dependeremos do conhecimento gerado por outros. Ousomos capazes de ombrear com outras metrópoles mundiais, ou ficaremos àmargem. Ou somos capazes de nos superar com criatividade e valores, ou nãoconseguiremos responder aos desafios do século XXI.Neste repto temos ainda de compreender que o rio, o mar, as praias, a floresta, asterras agrícolas, o património histórico, arqueológico e natural, a paisagem e aspráticas ancestrais são também mais-valias económicas que geramcompetitividade.
 
 
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Almada tem mais de 30 anos de poder comunista. Com uma marca própria ealgumas intervenções relevantes. Mas com um erro estratégico ruinoso quando,em sede de Plano Director Municipal, assumiu a construção como o grandedesígnio do concelho.É este, aliás, o propósito continuado na recente proposta de revisão do PDMapresentada pela autarquia, que persiste num planeamento urbano e paisagísticopernicioso e na repetição de modelos esgotados, há muito deixados de lado pelasmais florescentes cidades ocidentais.As opções fundamentais de ordenamento do território ignoram a urgente gestãointegrada dos sistemas natural e edificado, e estabelecem um planeamento aretalho, artificial, obsoleto e essencialmente inútil. Modelo que ecoa no ProgramaPolis da Costa de Caparica que, depois de nascer como um arrependimento públicopelos erros do passado, acentua uma inaceitável pressão imobiliária e viária sobreo litoral e ignora a mais evidente riqueza patrimonial do local.Sob a lógica do betão, cresceu uma cidade desordenada, suja, esmagada porconstrução sem regras nem limites, de costas voltadas para o rio e o mar,salpicada por rotundas e remendos de relva de má consciência, sem espaçopúblico generoso e aprazível, tantas vezes rendida ao vandalismo. Projectaram-seespaços urbanos incoerentes, atafulhados, agrestes, ruidosos, em que o vagarosofluir da vida sucumbiu à vontade de nos espantar os sentidos com intervençõessucessivas.Negligenciou-se o património e destruiu-se a paisagem e, com ela, a memória dasnossas gentes e parte importante da nossa identidade.Tudo ao abrigo de um eficiente aparelho de propaganda
pago pelo eráriopúblico
, de acções tão ostentosas como inconsequentes e da distribuição deapoios que condicionam muitas forças do concelho.
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