Gilberto FugimotoREDES
Há uma tradição histórica em acreditar que aorganização social – de pequenos grupos a nações –“naturalmente” necessita ser hierárquica. Desde osprimórdios da organização humana há senhores,chefes, caciques, faraós, reis, imperadoresprevalecendo sobre servos, vassalos, escravos,súditos em tribos, vilas, cidades, reinos.Adotar novos paradigmas de organização horizontalimplica exercitar o raciocínio em bases distintas datradição cultural das civilizações. Entretanto, redessociais podem ser entendidas como a forma deexpressão mais básica de organização humana, quese expressa nas relações pessoais que cada um denós desenvolve.Mas se Redes Sociais pode ser associado a umfenômeno tão antigo quanto a organização humana,como explicar a novidade do conceito? Por que osúbito interesse nesta nova abordagemorganizacional?Enfrentar os desafios sociais da atualidade requer umavisão sistêmica que permita considerar as diferentesforças e vetores que interagem na realidade. Umaconcepção cartesiana tende a simplificar a teia depossibilidades e relações que envolvem os grupossociais.Articulação em redes – sociais, comunitárias –representa um esforço de comunicação, umaconfiança no coletivo; uma aposta radical nademocracia que se expressa nas relações cotidianas.Redes Sociais tornam-se instrumentos que permitemincluir a diversidade e a participação coletiva dosatores sociais. Além disso elas podem ser encaradasnão só como instrumentos, como também indicadoresde um fenômeno social mais amplo – o capital social.
Capital Social
As conexões que os indivíduos estabelecem em umacomunidade através de redes – sociais oucomunitárias – podem produzir um ambiente deconfiança mútua que pode agir em benefício coletivo.Redes, normas e confiança são elementos essenciaisna definição de capital social. Confiança facilitacooperação; quanto maior a confiança entre pessoasde uma comunidade, maior a probabilidade decooperação entre elas. Embora haja muitas normas de
Leave a Comment