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iniciassem a obra.- Os paraibanos Cícero Lucena e Fernando Catão, quando ocuparam aSecretaria Especial de Políticas Regionais, durante o primeiro mandato doPresidente Fernando Henrique Cardoso, redesenharam o projeto de AluízioAlves. Nesse período, a Companhia de Desenvolvimento do Vale do SãoFrancisco (CODEVASF) desenvolveu um projeto próprio para fornecer água atoda a região do semi-árido, mas esbarrou no elevado custo da obra, US$ 20bilhões, e no prazo para a sua conclusão, entre 25 e 30 anos.- Com uma versão mais simplificada, onde o grande atrativo seria o baixocusto da construção dos canais de interligação, um bilhão de dólares, oMinistro da Integração Nacional do Governo Fernando Henrique, SenadorFernando Bezerra, tentou mais uma vez a ressurreição do sonho datransposição. Em seu projeto, o volume de água a ser desviado seria de 70m
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/s, e além do Ceará e Rio Grande do Norte, a Paraíba seria beneficiada coma perenização dos rios Peixe e Piranhas-Açu. Em 2001, a crise do "apagão"adiou os planos do governo. O projeto defendido pelo Ministro da IntegraçãoNacional teve licenciamento ambiental suspenso pela justiça.Inicialmente, o Presidente Fernando Henrique concordou que o MinistroFernando Bezerra impulsionasse o plano, contudo José Carlos Carvalho, queem 2002 assumiu o Ministério do Meio Ambiente, na última hora convenceu oPresidente de que era um erro colossal o projeto defendido por FernandoBezerra.- Entre 2003 e 2006, a comunidade científica do país vê com indignação oPresidente Lula ressuscitar a famigerada idéia da transposição, sepultada portantas vezes e rejeitada amplamente por toda sociedade brasileira, delegandoplenos poderes ao então Ministro Ciro Gomes para implantar e executar obra.Ao assumir o comando, Ciro Gomes garante que o projeto do governo passadofoi modificado radicalmente, e que o atual iria levar água a quem tem sede.- Durante os últimos quatro anos do Governo Lula uma avalanche de ações naJustiça contra a execução do projeto manteve paralisada a obra até dezembrode 2006, quando o Ministro Sepúlveda Pertence, do STF, derrubou todas asliminares que seguravam o início da obra. Desta vez, o Ministro SepúlvedaPertence, determinou a suspensão das liminares que impediam olicenciamento ambiental do IBAMA para a obra, e considerou ilegítimas asentidades civis que abriram processos no STF.- Em 12 de fevereiro de 2007, o Procurador-Geral da República, Antônio
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