3um volume que daria para abastecer todo o Nordeste em seus usos múltiplos durante trêsanos consecutivos sem que seja necessária a regularização dos estoques dos açudes nosperíodos normais de chuvas
.
Em compensação, o índice pluviométrico do semi-árido nordestino não é um índice tãobaixo para ser considerado desprezível. Muito pelo contrário, é um índice atípico pararegiões semi-áridas, constituindo-se em um dos mais altos do mundo comparados a outrasregiões semi-áridas do Planeta.Mesmo nas regiões do Nordeste onde se registram os mais baixos índices de precipitaçõespluviométricas como acontece nos municípios de Cabaceiras, Soledade e Picuí na Paraíbachove acima de 300 mm/ano. Só na grande seca de 1915 é que o desvio padrão chegou a75% choveu em media na região entre 150 a180 mm/ano atingindo um dos índices maisbaixos registrados para a região. Já na região do Seridó no Rio Grande do Norte com 497mm/ano chove mais do dobro do que em varias outras regiões áridas do mundo, como naCalifórnia, Arizona nos Estados Unidos, em Israel, na Jordânia, Egito e tantas outras.Em média, chove no Nordeste 700 mm/ano, um índice pluviométrico de fazer inveja aqualquer técnico israelense e aos americanos habitantes das grandes planícies. Já no Oestedos USA por exemplo, nas terras áridas e semi-áridas das Grandes Planícies Americanasque se estendem desde o estado de Dakota do Sul passando por Nebraska, Kansas,Colorado, Oklahoma, Novo México, e Texas, as isoietas pluviométricas variam entre 250 a500 mm/ano. No Arizona a média é de 180 mm com a cidade de Phoenix, recebendo menosde 250 mm. Na Califórnia chove entre 192 e 220 mm, mesmo assim, com estes índicespluviométricos tão baixos os americanos operam milagres. Eles são os primeiros do
“ranking” em extensão de áreas irrigadas em regiões desérticas. São os donos das maiores
fazendas agricultáveis do planeta cerca de 23 milhões de hectares irrigados, atrás apenas daChina.A média da precipitação pluviométrica anual do Nordeste é de 700 mm, ou seja, representaa quantidade de chuva que caí do céu de graça sobre uma superfície de 1.558.196 km².Esta precipitação gera um volume estimado em 1,090 trilhões de m
3
. Deste, cerca 70%(763,516 bilhões de m
3
) são consumidos pelo fenômeno da evapotranspiração e o restante326,484 bilhões de m
3
vão para o escoamento superficial e para infiltrações nos aqüíferos.Se
gundo Rebouças (2001) “dos 58 bilhões de m
3
que escoam pelos rios anualmente, 36bilhões de m
3
são drenados para o mar. A extração de apenas 1/3 desses volumes infiltradosrepresentariam potenciais suficientes para abastecer a população nordestina atual, estimadaem cerca de 47 milhões de pessoas, com uma taxa de 200/litros/habitante/dia, além deirrigar mais de 2 milhões de hectares, com uma taxa de 7.000 m³/ha./ano
”
. Na visão deRebouças, a água no Nordeste existe, faltando, apenas, o indispensável gerenciamentodesse recurso para a satisfação das necessidades do seu povo. Sabendo usar, ela não iráfaltar.
“Observa
-se que todo esse volume cai do céu (chuvas) de graça, por gravidade, enchee é retirada dos açudes também de graça, por gravidade para felicidade da região e
tristeza dos que só querem e só pensam em obras” Prof. Daker (2004).
É interessante analisar, a título de esclarecimento, algumas dúvidas que pairam sobre oconfronto dos números conflitantes existentes no balanço hídrico da Região do Nordeste
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