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EDICAO 191 CADERNO1

EDICAO 191 CADERNO1

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02/17/2014

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Ano 30 • número 191 • Abril
 
de 2013 • Belo Horizonte/MG
   C  a   d  a  r   i   b  a  n  c  e   i  r  a ,  u  m  a  n  a
  ç   ã  o
    R   e   p   o   r   t   a   g   e   m    r   e   v   e    l   a    â   n   g   u    l   o   s   p   o   u   c   o   c   o   n    h   e   c    i    d   o   s    d   o    A   g    l   o   m   e   r   a    d   o    d   a    S   e   r   r   a .    P    Á    G    I    N    A    S    4   a    1    1
    C   a       e   r   n       d    o    !    s  -    T   e   a    t   r    ,   c    i   n   e   m   a ,    h   u   m      r   n   a    i   n    t   e   r   n   e    t ,   r   e      e   n    h   a      e       i   n   a    l    i   z   a          r   e   
   F   O   T   O   :   N   A   T   A   N   A   E   L   V   I   E   I   R   A
 
piia aava
Impressão
2
Belo HorIzonTe, ABrIl de 2013pArA seGUIr o JornAl
Facebook 
Impressão - Jornal Laboratóriodo UniBH
Site:
www.jornalimpressao.com.br
Twitter:
twitter.com/impressaounibh
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eXpedIenTe
REITORProf. Rivadávia C. D. de Alvarenga NetoINSTITUTO DE COMUNICAÇÃO E DESIGNProf. Rodrigo NeivaCOORDENAÇÃO DO CURSODE JORNALISMOProf. João CarvalhoLABORATÓRIO DEJORNALISMO IMPRESSOEDITORESProf. Leo CunhaProf. Maurício Guilherme Silva Jr.PRECEPTORAProfa. Ana Paula Abreu(Programação Visual)ESTAGIÁRIOSCamila FreitasGuilherme PacelliJéssica AmaralMONITORESAndré ZulianiDany StarlingLAB. DE CONVERGÊNCIA DE MÍDIASEDITORAProfa. Lorena TárciaParceriasLACP – Lab. de Criação PublicitáriaLaboratório de Convergência de MídiasLaboratório de FotograaIlustraçõesIzaías GuerraModelo da capa do Caderno DO!SAndré ZulianiIMPRESSÃO / TIRAGEMSempre Editora2000 exemplares
eit  h Ja-abatói aí a exc 2009  2º h a exc 2003
O jornal IMPRESSÃO é um projeto deensino coordenado pelos professoresMaurício Guilherme e Leo Cunha, com osalunos do curso de Comunicação Social- Habilitação em Jornalismo - do UniBH.Mesmo como projeto do curso de Jorna-lismo, o jornal está aberto a colaboraçõesde alunos e professores de outros cursosdo Centro Universitário. Espera-se que osalunos possam exercitar a prática e divul-gar suas produções neste espaço.Participe do IMPRESSÃO e faça contatocom a nossa equipe:Rua Diamantina, 463Lagoinha – BH/MGCEP: 31.110-320Telefone: (31) 3207-2811Email: impresso@unibh.br
 A frase usada como tí-tulo desse editorial é umdos mais velhos chavõesutilizados nas escolas dejornalismo do Brasil. Dezentre dez professores se va-lem dela na hora de ensi-nar a seus alunos a arte deapurar. Conclamam, reite-radamente, sobre a neces-sidade de estar próximoda fonte, conversar olhan-do nos olhos, sempre aten-tos a gestos, expressões eao que acontece ao redor.Mestres do jornalismo,como o norte-americanoGay Talese e o brasileiríssi-mo Ricardo Kotscho, repe-tem essa frase como se fos-se um mantra, uma reza.Redações enxutas emeios de comunicação mo-dernos impedem, contudo,que tal prática ocorra nojornalismo tradicional. A reportagem, verdadeira tra-dução do que se espera dotrabalho de um repórter,está cada vez mais vilipen-diada, aviltada, achincalha-da. Jogada às traças, esque-cidas por jornais, revistas emeios eletrônicos. “Dá mui-to trabalho”, dizem uns.“Custa muito dinheiro”,justificam outros. “Nin-guém quer ler textos tãolongos”, lembram os pre-guiçosos. Bobagem.Sim, bobagem. A edi-ção 191 do IMPRESSÃOestá aí para provar isso.Que lugar de jornalistaé na rua. E que uma boareportagem sempre teráseu lugar garantido nopanteão do bom jornalis-mo. Textos que exigiramapuração esmerada dosalunos, idas e vindas embusca de uma informaçãomais precisa, de uma fontemais preparada. Sem con-tar o cuidado na hora deescrever, de pôr no papeltodo o trabalho de inves-tigação realizado ao longode dias e dias.O IMPRESSÃO, pelaprimeira vez, apresentadois grandes dossiês, umem cada caderno. No pri-meiro, André Zuliani, Jéssica Amaral e Natana-el Vieira desvendaram o Aglomerado da Serra, au-têntica moldura de BeloHorizonte. No DO!S,coube aos alunos CamilaFreitas, Guilherme Pacellie Hiago Soares ir em bus-ca de uma resposta para apolêmica existente entre o“teatro comercial” e o “te-atro de experimentação”,há anos discutida por es-tudiosos, críticos e fãs daarte dramática. Além da dedicação dosalunos na hora de apurare redigir, é preciso salien-tar a sensibilidade eviden-ciada nas fotografias queilustram as matérias. Des-de as capas, quando nãopensamos duas vezes nahora de ousar e apresen-tá-las de maneira poucoconvencional. O dossiê do Aglomerado, cujo títulofoi inspirado na canção“Estação Derradeira”, deChico Buarque, rendeuimagens tão belas que foipreciso aumentar o nú-mero de páginas para queesse material não se per-desse impunemente.O trabalho desenvolvi-do pelos alunos que pro-duzem o IMPRESSÃO fazjus às palavras proferidaspelo professor Edmundode Novaes Gomes, em seudiscurso de homenagemàs turmas que, no últimomês de março, colaramgrau em jornalismo noUniBH. “Quando acha-rem que podem vos per-suadir com soluções fáceise cretinas é o não que en-contrarão (...). Não à con- versa fiada quando não éhora dela, não à falsidadee à fraude, não ao boatoe à fofoca, não ao insultoe à injúria, não à malevo-lência e à impiedade, aopreconceito e à intolerân-cia, ao fingimento e à ini-quidade, à comunicaçãoque não faz nada além deiludir, não ao jeitinho quenunca define a coisa intei-ra, não à corrupção que in-festa o País e não tambémà arrogância que é sempreinimiga da boa vontade. A tudo isso, não. Por maisinfernal e difícil que seja,não. Pois, se na hora de-cisiva a palavra vos faltar,parodiando o Cristo deLucas, só restará pedir àspedras que clamem (...).Só assim, depois de dizer egritar tantos difíceis nãos,só assim vós podereis olharde frente para o espelho,ao final dessa caminhadaque começa mesmo agorae dizer: sim, sim, sim!"
Lugar de jornalista é na rua
Equipe em trabalho. Natanael, Jéssica e André. Jornalistas à cata de informações
 ARQUIVO IMPRESSÃO
Dany Starling
8° PERÍODO
Edição: André Zuliani
 
Vi cítica
Impressão
3
Belo HorIzonTe, ABrIl de 2013
 Já faz algum tempo que nenhumapessoa pública rende tanto assunto ediscórdia como Marco Feliciano, elei- to presidente da Comissão de DireitosHumanos. As indagações e manifesta- ções populares permeiam justamente aincongruência do cargo com tal perso- nagem em uma mesma sentença. Mui- tos questionam sobre como é possívelalguém com tantas declarações cruéischegar a tal posto, outros tantos pro- testam contra o pastor, afirmando queele não representa essa nação plural,repleta de contrastes.Tem sido grande a pressão pela sa- ída do racista-homofóbico-metrossexualFeliciano do poder. E esses são termosainda pouco chulos. Andam dizen- do muito mais a respeito do lunático gospel que assumiu nada mais, nadamenos, o posto mais importante dostratados a favor dos direitos humanosno Legislativo brasileiro e que, precipu- amente, deveria lutar, justamente, emprol das diferenças.Só que, ao contrário de unir, Feli- ciano vetou o acesso do povo ao parla- mento; ao invés de ouvir, fala aquémde um catedrático de teologia; e nolugar de enxergar, bom, ao que tudo in- dica, prefere pinçar as sobrancelhas. Ecomo se não bastasse todo o escárnio,ainda ludibria a crença da sociedadequando declara que os desígnios divi- nos aferiram sua fúria nos tiros quemataram John Lennon e no ‘manche’que fulminou o grupo Mamonas As- sassinas, segundo ele, pelo modo comodesafiaram Deus. Com base nisso, sea voz do povo é mesmo a voz de Deus,ele deveria, então, pensar em tirar osvidros do teto e blindá-lo de concreto,assim como o carro importado e seucaro paletó.Mas, dia após dia, ele vai ficando,como que vencendo uma batalha acada 24 horas, travada pelo orgulhode exercer tal posto, pelos minutos de fama que parecem não ter fim. E osmanifestantes deitam no chão, se des- nudam em passeatas, abaixo assinamtudo o que há de possível, emboranada pareça deter tal soberba do ho- mem nascido há 41 anos, em Orlân- dia, cidadezinha nas cercanias do inte- rior paulista.E, se não bastassem tantas de- clarações pregressas à eleição, eleainda fomenta a fúria dos povosao questionar a imprensa antes deuma declaração – “O cabelo ‘tá’ di- reito?” –, reverenciando-se, e eviden- ciando a excessiva preocupação como visual. Sem pensar o quanto issoatribui a seu estigma duplo peso etriplo asco.Fato é que, em meio a tantas no- tícias e revoltas, se faz possível notar como o brasileiro tem reagido melhor,e mais agressivamente, à afronta dopoder público. Milhares de pessoastêm tomado as ruas, organizando-seem protestos, articulando-se nas mídiassociais e ido além nas manifestaçõespara exonerar o pastor que foi eleitopor muitas outras ovelhas que seguemseu exemplo. Que sirva de despertador social, e de lição a todo aquele queacredita que somos tolos o suficientepara deixarmos pra lá, para os deixar- mos lá.Dessa forma, caro leitor, é que épossível mudar a história. Em formade ação, de manifestação, de não acei- tação e tantos outros nãos que se fazempresentes na indignação. E pensar queele saiu de Orlândia querendo ganhar o mundo... Pois deixa estar!
 A infelicidadede Feliciano
Smoking Gunou Bullets?
Uma boate na Savassi, regiãoCentro-Sul de Belo Horizonte, deci- diu alterar o tema principal de uma festa intitulada “Smoking Gun”,que promoveria no mês de março,após repercussão negativa na mí- dia e nas redes sociais. O evento,anunciado na página do Facebookda casa de shows Velvet, foi vistocom maus olhos, pois ia contra asatuais leis antitabagistas e campa- nhas contra o fumo, oferecendo a li- beração de cigarros dentro do local.Porém, o mesmo canal usado para adivulgação foi o algoz da Velvet. Por lá, depois de vários jovens e algumasempresas de comunicação manda- rem seu recado, veio a mudança de“Smoking Gun” para “Bullets”. Édoce ou não é?
O sol argentino brilhou mais forte
O mundo parou para ver a fu- maça branca no dia 13 de março e, finalmente, o novo Papa foiescolhido. O anúncio da nacio- nalidade do pontífice, bastanteaguardado, foi frustrante para osbrasileiros. O novo papa, aqueleque comandará a Igreja Católicapelos próximos anos, é argentino. A rivalidade Brasil-Argentina,eterna no futebol, (vide a disputaPelé-Maradona e Messi- Neymar),saiu agora dos gramados e ganhou umnovo palco, o religioso. Foi como perder uma final de Copa do Mundopara os argentinos. O que nosresta é desejar ao Papa escolhidoboa sorte, engolir o orgulho e acei- tar que, no final, não deu samba,deu tango.
Suicídio a menosde um metro
Depois de 38 anos, a famíliade Vladimir Herzog recebeu, emmarço, o novo e legítimo atestadode óbito do jornalista, torturado emorto nas dependências do DOI-  -Codi, durante a ditadura militar.No documento anterior, avaliadapelo Exército em 1975, a causa damorte foi dada como asfixia mecâ- nica por enforcamento, indicandosuicídio. O atual e real atestadoapresenta, como causa da morte,lesões e maus-tratos sofridos duranteinterrogatório. É como diz o ditado:“Antes tarde do que nunca”. Apóspífia montagem de um suicídio fictício, o Estado tenta reconhecer o que já era de conhecimento até deum garoto de 10 anos: ninguém sesuicida a menos de um metrodo chão!
Descanse em paz,cabrón!
O líder socialista venezuela- no Hugo Chávez, morto no dia5 de março, não mais teráseu corpo embalsamado. Parte-sedo pressuposto de que houveuso abusivo de formol, componentequímico utilizado, principalmente,para conservar cadáveres. Mesmomorto, o presidente da Venezuelaqueria continuar entre nós. Anatureza, porém, é sábia e nãopermitiu. Embora quase umditador, Chávez era adorado pelamaioria da população, o que,contudo, não dá a ele o direito dequerer continuar “vagando” por aqui. Os venezuelanos devem com- preender que ele precisa descansar eé importante deixá-lo ir. Seu reinadoacabou. Vá, Hugo Chávez. Descan- se em paz e se comporte, onde estiver.
Lúcia MirandaShirley Assunção
7º Período
MONTAGENS:GUILHERME PACELLI
Barbara Goulart Cotrim
6° PERÍODO
Edição: Dany Starling

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