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o dia 16 de junho a Universidade vai àsurnas para escolher seu novo reitor. Sãodois os candidatos a ocupar a vaga: Pau-lo Burmann, professor titular do departamento deOdontologia da UFSM e coordenador do Programade Pós-graduação em Ciências Odontológicas; e Fe-lipe Müller, atual vice-reitor, doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de Campinas.Ambos conversaram com a equipe da
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econtaram quais são seus planos para administrar aUFSM a partir de 2010
.txt: Explique a relação entre seu
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de campa-nha e sua proposta de governo.Paulo Burmann:
Nós temos uma visão muito clara deque precisamos de uma reorma prounda na adminis-tração da instituição. Existem unções dentro da UFSMque estão sendo ocupadas pelas mesmas pessoas hámuito tempo, carregando os vícios de gestão. Consti-tuindo um modelo ultrapassado para uma instituiçãoque deve continuamente estar atualizada. Apostamosentão, no Movimento por uma Nova UFSM, que sepretende um modelo democrático de gestão. Propõe-se um modelo de administração democrático em todosos níveis, em todas as instâncias do ensino superior quedeve orientar as principais decisões ao longo do pro-cesso de gestão da Universidade.
Felipe Müller:
A Universidade de Ponta a Ponta é maisdo que um
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, é um tema de campanha. Nós quere-mos que a primeira parte desse tema de campanha sejauma universidade de ponta, que ela tenha excelência
Texto:
Luciana Rosa
Imagens:
Marcelo DeFranceschi
PauloBurmann
Mesmo com amílianatural de Santa Maria, oi nacidade de Catuípe,interior do estado,que nasceu Paulo Burmann. O candi-dato tem três flhosdo casamento de25 nos com Elaine Burmann. Nashoras de olga, o proessor universitá-rio gosta de viajar e praticar esportes.
Felipe Müller
Nascido na cidadede Taquara, naregião nordeste do Rio Grande doSul, Felipe é casadohá 15 anos com a proessora do Centrode Artes e Letras,Gisela Reis Bian-calana, com quemtem duas flhas pequenas. Quandonão está atuandona administraçãoda Universidade,Felipe gosta de fcar em casa cozinhando para sua amília ouaventurando-se de jipe pelas trilhas daregião.
em todos os níveis de ensino, pesquisa e extensão. Emalguns locais da universidade nós já temos essa exce-lência, mas temos que levar a outros locais da Institui-ção, por isso o complemento do lema da campanha éuma universidade de ponta a ponta. O tema da cam-panha é exatamente para que nós possamos cuidar dosalunos, dos estudantes, dos proessores, dos técnicosadministrativos que azem toda essa engrenagem. Nósqueremos implantar esse tema com muita coragem,muita experiência, aproveitando o trânsito que temosem todas as eseras ministeriais, pois muitas coisas seconsegue através desse conhecimento da dinâmica daadministração pública para que nós não cometamos er-ros, nem desacertos num processo de gestão.
.txt: Como o senhor pretende reestruturar a boaimagem da UFSM perante a opinião pública diantedos arranhões soridos em unção do caso FATEC?PB:
Isso é um grande desaio. Mas todas as ações daUniversidade devem apontar para um compromissopara o resgate da credibilidade da Instituição. Não hádúvida de que a Instituição oi arranhada por esse epi-sódio. Eu diria que a comunidade de Santa Maria so-reu o impacto desse processo, e olhe que não oi poralta de aviso. Nas eleições de 2005, muito antes disso,nós já vínhamos apontando que havia problemas nagestão e na relação da undação com a Universidade,ou da Universidade com as undações. Nós temos umcompromisso agora de trabalhar no sentido de recupe-rar a credibilidade com ações que envolvam a responsa- bilidade, que envolvam o respeito às decisões coletivas,para que a Universidade ouça a voz das minorias.
FM:
Bom, um dos pontos que nos levaram a composi-ção com o proessor Lima oi justamente essa situaçãoque estava acontecendo na Universidade, de pessoasque estavam usando a undação e a Universidade nãopara o bem da Instituição, mas em beneicio próprio.Claro que é muito ruim para qualquer Instituição tero seu nome associado a este tipo de escândalo, mas euacho que nós tivemos muita tranquilidade, sempre es-tivemos à disposição das pessoas, colocamos a nossacara à tapa na mídia em diversos momentos. E isso éimportante para mostrar para às pessoas que não de- víamos nada para ninguém. ivemos a oportunidade eo momento de ‘azer a limpa’ e izemos, não tivemosmedo de enrentar esse desaio e não tivemos medo derecuperar a imagem da Universidade.
.txt: Quais medidas o senhor pretende adotar paraque ocorra uma implantação qualitativa do REUNIna UFSM?PB:
Nós temos um prazo de quatro anos agora paraimplantação do EUNI. O orçamento está garantidoaté 2011. Evidentemente que nós esperamos que o go- verno, a partir de 2011, continue enviando um volu-me de recursos suicientes para que se possa continuaratendendo àquilo que o EUNI propõe. O EUNI oiaprovado com pouca discussão, com pouquíssimo pla-nejamento. E talvez esse seja um ator que comprometao seu desempenho e a qualidade da sua implantação. Além de ampliar a oportunidade de acesso ao ensinosuperior público, gratuito e de qualidade, é preciso re-orçar o compromisso com a qualidade, da orma comoisso vai acontecer.
FM:
odas essas medidas estão sendo tomadas. A pri-meira questão é com relação à inraestrutura ísica. Você está vendo que a Universidade está um canteirode obras, nós estamos azendo toda a preparação parareceber esses estudantes que vão estar gradativamentechegando. Não chegam seis, sete mil de uma só vez, vãochegar ao longo de cinco anos. odos os centros quetêm essa expansão estão recebendo aporte de recursos,estão azendo as adequações necessárias, sejam elas delaboratório, de sala de aula, de espaço para docentes,isso já está acontecendo. Foram 35 milhões de reaisaplicados nessa estruturação, tanto de equipamentosquanto de obras.
.txt: Como icaria a situação da FATEC durante oseu mandato como reitor?PB:
As undações têm o tamanho que a Universidadequer que elas tenham. Então, nós temos que procurardesenvolver dentro da Universidade um processo degestão em que os recursos do orçamento da instituiçãopossam ser administrados de orma independente dasundações. Há situações, no entanto, em que não temoutra orma de se administrar, que não seja através daundação, especialmente aquelas que envolvem a pres-tação de serviços. E aí vou entrar com um parênteses,prestação de serviço que a universidade tenha vocaçãopara isso e onde undamentalmente não haja concor-rência com a iniciativa privada. Então, é nesse aspectoque é importante que a gente tenha a clareza de que o
HÁ VAGA PARA REITOR
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