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conhecimentoem construção
UFSM chega à Quarta Colônia
   M   a   i   o   d   e   2   0   0   9   A   n   o   I   I  -   N   ú   m   e   r   o   5
 
Revista Laboratório do 5º semestre de Jornalismo UFSMEdição:
Sarah Quines
Sub-Edição:
Luiz Henrique Coletto
Diagramação:
Maiara Alvarez, Paolla Wanglon, aael Salles e Andressa Quadro
Revisão:
 João Pedro Amaral, Laura Gheller e Marcelo de Franceschi.
Proessor Responsável:
 Jorge Castegnaro - D/S: 5458
 Arte de Capa:
aael Salles
Endereço:
Campus UFSM, prédio 21, sala 5234
Teleone:
(55) 3220 8811
Impressão:
Imprensa Universitária
Endereço:
 Av. oraima, 1000
Data de echamento:
5 de novembro de 2008
Tiragem:
500 exemplares
redacao.txt@gmail.com
expediente
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4 entrevista
Paulo Burmann e Felipe Müller alam à
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sobre suas propostaspara a UFSM nos próximos quatro anos.
Por: Luciana Rosa
Como unciona o setor de vigilância da Universidade e que mudan-ças o EUNI traz à área de segurança.
Por: Milena Jaenisch e Saul Pranke
geral 8
Falta de uncionários e poucos doadores: a transe-rência das doações do Hospital Universitário parao Hemocentro e seus impasses.
Por: Murilo Matias
13 de fora para dentro11 comIncidência
 A polêmica da passagem estudantil e os beneícios aosalunos em Santa Maria e em Pelotas.
Por: Larissa Drabeski
de dentro para fora 12
Pesquisas da UFSM auxiliam agricultores noaumento da produção de arroz com baixocusto.
Por: Paula Pötter
sumário
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CAPA 14
 À margem esquerda do io Jacuí será inauguradanova unidade de ensino superior da UFSM.
Por: Gabrielli Dala Vechia e Juliana Frazzon
19 categorias
 As mudanças na eleição para rei-tor: o voto paritário como opçãodemocrática.
Por: Letícia De La Rue
20 culturacultura 22
Muitas histórias para ver e contar na trajetó-ria do Ciclo de Cinema Histórico.
Por: Felipe Viero
 A arte dramática ultrapassa oarco da UFSM e lev a osatores ormados pela Instituição aos palcos do mundo.
Por: Gabriela Loureiro
24 perl
Dos cálculos à madeira: conheça o cientista econômico “seu Darcy” que trocou os números pela mar-cenaria
Por: Charles Almeida
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Os alunos que andam pelo campus da UFSM já se acostumaram às inú-meras propagandas das chapas concorrentes à reitoria. As eleições, que se apro- ximam, deixam uma dúvida: os alunos da educação à distância (EAD), que não veem toda essa propaganda diariamente, votarão?Os mais de 3.200 estudantes da EAD não receberam a devida atenção,segundo o membro da Comissão de Consulta à Comunidade e proessor do Cur-so de Desenho Industrial, Luiz Antonio dos Santos Neto. Na editoria Categorias você conere uma matéria sobre o voto paritário na UFSM.De acordo com a coordenadora do EAD, proessora Cleuza Maria Alon-so, é necessário que sejam colocadas urnas nas cidades-pólos. Como estudantesda Instituição, os alunos do EAD também não teriam direito ao voto? O que oscandidatos à reitoria pensam sobre isso?
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N
este ano, a UFSM tem mais di- versidade. O sistema de cotasaplicado no último vestibularpermitiu o acesso dos grupos excluídos aoensino superior. As Ações Armativas e oEUNI estão dando um importante passorumo à expansão da educação – esera que vem tentando inverter seu quadro, numpaís onde cerca de 14 milhões de brasilei-ros são analabetos.Se “o saber é poder” de FrancisBacon or considerado, a educação insere-se como um pilar undamental na constru-ção da cidadania e, consequentemente, naluta pelos direitos de cada um. A expansão das universidadestraz expectativas a uma parcela sem acessoà educação, e que agora está sendo incluídano campo do conhecimento. A inorma-ção leva também o desenvolvimento eco-nômico a regiões mais pobres. A chegadade uma nova unidade da UFSM à sede daQuarta Colônia de imigração italiana trazmais chances de crescimento a uma comu-nidade essencialmente rural.No entanto, a escolha de uma ci-dade em vez de outra ainda não oi devida-mente esclarecida por algumas ontes quese recusaram a alar à .txt ou que pedirampara o gravador ser desligado – e não o-ram poucas.Enquanto o ensino superior édemocratizado, é imprescindível destacaruma condição lastimável existente no país:a do analabeto político. Já disse BertoldBretch que o pior analabeto é o analabetopolítico. Quando o brasileiro estua o pei-to e diz que odeia política ou não lembraem quem votou na última eleição, não estásendo cúmplice dos escândalos no Con-gresso?Não é preciso ir longe. O que você espera da Universidade nos próximosquatro anos? Pense bem, conheça os can-didatos a reitor, analise suas propostas eparticipe. Exija do uturo reitor todas aspromessas eitas durante a campanha. De-pende de você, leitor e eleitor, exercer umdireito democrático com consciência deseus atos.Sarah Quines
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carta ao leitor
A Comissão Pró-canecas, que apoia a substituição dos copos descartá- veis no estaurante Universitário (U), já obteve conquistas. No segundo se-mestre, as canecas já devem ser vistas no lugar dos copos descartáveis.Segundo a chee do setor administrativo do U, Dione Pittella Siqueira,10 mil canecas oram encomendadas por licitação. Elas serão usadas na unidadedo campus, na do centro e na que está sendo construída. rês máquinas de lava-gem devem ter a licitação publicada até o inal de maio.O Programa de Educação utorial (PE) e o Comitê Ambiental da Casado Estudante Universitário (CEU II) compõem a comissão, que tem o apoio doDiretório Central dos Estudantes (DCE).
Canecas à vistaPoluição eleitoralVoto à distância
A comunidade universitária já deve ter reparado que estamos em perío-do eleitoral. O que tem saltado muito aos olhos são as estratégias de divulgaçãode cada chapa. Além dos tradicionais panletos, olders e aixas, a eleição para areitoria dos próximos quatro anos trouxe muitas bandeirolas (estilo àquelas deestas juninas) nos prédios, bandeiras nos canteiros (como se ossem lores) e banners gigantes. Se o objetivo é tornar os candidatos conhecidos, parece queuncionou.oda essa poluição visual,entretanto, pode gerar eeito con-trário: em tempos de “responsa- bilidade ecológica”, esse excessode material não é mera poluição?Inclusive, quem vai limpar tudodepois do dia 16 de junho? Os ca- bos eleitorais ou os uncionáriosda Universidade – sob as ordensdo ex-candidato e novo reitor?
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Universidade plural edemocrática?
Foto: Marcelo de Franceschi 
 
 N 
o dia 16 de junho a Universidade vai àsurnas para escolher seu novo reitor. Sãodois os candidatos a ocupar a vaga: Pau-lo Burmann, professor titular do departamento deOdontologia da UFSM e coordenador do Programade Pós-graduação em Ciências Odontológicas; e Fe-lipe Müller, atual vice-reitor, doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de Campinas.Ambos conversaram com a equipe da
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econtaram quais são seus planos para administrar aUFSM a partir de 2010
.txt: Explique a relação entre seu
slogan
de campa-nha e sua proposta de governo.Paulo Burmann:
Nós temos uma visão muito clara deque precisamos de uma reorma prounda na adminis-tração da instituição. Existem unções dentro da UFSMque estão sendo ocupadas pelas mesmas pessoas hámuito tempo, carregando os vícios de gestão. Consti-tuindo um modelo ultrapassado para uma instituiçãoque deve continuamente estar atualizada. Apostamosentão, no Movimento por uma Nova UFSM, que sepretende um modelo democrático de gestão. Propõe-se um modelo de administração democrático em todosos níveis, em todas as instâncias do ensino superior quedeve orientar as principais decisões ao longo do pro-cesso de gestão da Universidade.
Felipe Müller:
A Universidade de Ponta a Ponta é maisdo que um
slogan
 , é um tema de campanha. Nós quere-mos que a primeira parte desse tema de campanha sejauma universidade de ponta, que ela tenha excelência
Texto:
 Luciana Rosa
Imagens:
 Marcelo DeFranceschi
PauloBurmann
 Mesmo com amílianatural de Santa Maria, oi nacidade de Catuípe,interior do estado,que nasceu Paulo Burmann. O candi-dato tem três flhosdo casamento de25 nos com Elaine Burmann. Nashoras de olga, o proessor universitá-rio gosta de viajar e praticar esportes.
Felipe Müller 
 Nascido na cidadede Taquara, naregião nordeste do Rio Grande doSul, Felipe é casadohá 15 anos com a proessora do Centrode Artes e Letras,Gisela Reis Bian-calana, com quemtem duas flhas pequenas. Quandonão está atuandona administraçãoda Universidade,Felipe gosta de fcar em casa cozinhando para sua amília ouaventurando-se de jipe pelas trilhas daregião.
em todos os níveis de ensino, pesquisa e extensão. Emalguns locais da universidade nós já temos essa exce-lência, mas temos que levar a outros locais da Institui-ção, por isso o complemento do lema da campanha éuma universidade de ponta a ponta. O tema da cam-panha é exatamente para que nós possamos cuidar dosalunos, dos estudantes, dos proessores, dos técnicosadministrativos que azem toda essa engrenagem. Nósqueremos implantar esse tema com muita coragem,muita experiência, aproveitando o trânsito que temosem todas as eseras ministeriais, pois muitas coisas seconsegue através desse conhecimento da dinâmica daadministração pública para que nós não cometamos er-ros, nem desacertos num processo de gestão.
.txt: Como o senhor pretende reestruturar a boaimagem da UFSM perante a opinião pública diantedos arranhões soridos em unção do caso FATEC?PB:
Isso é um grande desaio. Mas todas as ações daUniversidade devem apontar para um compromissopara o resgate da credibilidade da Instituição. Não hádúvida de que a Instituição oi arranhada por esse epi-sódio. Eu diria que a comunidade de Santa Maria so-reu o impacto desse processo, e olhe que não oi poralta de aviso. Nas eleições de 2005, muito antes disso,nós já vínhamos apontando que havia problemas nagestão e na relação da undação com a Universidade,ou da Universidade com as undações. Nós temos umcompromisso agora de trabalhar no sentido de recupe-rar a credibilidade com ações que envolvam a responsa- bilidade, que envolvam o respeito às decisões coletivas,para que a Universidade ouça a voz das minorias.
FM:
Bom, um dos pontos que nos levaram a composi-ção com o proessor Lima oi justamente essa situaçãoque estava acontecendo na Universidade, de pessoasque estavam usando a undação e a Universidade nãopara o bem da Instituição, mas em beneicio próprio.Claro que é muito ruim para qualquer Instituição tero seu nome associado a este tipo de escândalo, mas euacho que nós tivemos muita tranquilidade, sempre es-tivemos à disposição das pessoas, colocamos a nossacara à tapa na mídia em diversos momentos. E isso éimportante para mostrar para às pessoas que não de- víamos nada para ninguém. ivemos a oportunidade eo momento de ‘azer a limpa’ e izemos, não tivemosmedo de enrentar esse desaio e não tivemos medo derecuperar a imagem da Universidade.
.txt: Quais medidas o senhor pretende adotar paraque ocorra uma implantação qualitativa do REUNIna UFSM?PB:
Nós temos um prazo de quatro anos agora paraimplantação do EUNI. O orçamento está garantidoaté 2011. Evidentemente que nós esperamos que o go- verno, a partir de 2011, continue enviando um volu-me de recursos suicientes para que se possa continuaratendendo àquilo que o EUNI propõe. O EUNI oiaprovado com pouca discussão, com pouquíssimo pla-nejamento. E talvez esse seja um ator que comprometao seu desempenho e a qualidade da sua implantação. Além de ampliar a oportunidade de acesso ao ensinosuperior público, gratuito e de qualidade, é preciso re-orçar o compromisso com a qualidade, da orma comoisso vai acontecer.
FM:
odas essas medidas estão sendo tomadas. A pri-meira questão é com relação à inraestrutura ísica. Você está vendo que a Universidade está um canteirode obras, nós estamos azendo toda a preparação parareceber esses estudantes que vão estar gradativamentechegando. Não chegam seis, sete mil de uma só vez, vãochegar ao longo de cinco anos. odos os centros quetêm essa expansão estão recebendo aporte de recursos,estão azendo as adequações necessárias, sejam elas delaboratório, de sala de aula, de espaço para docentes,isso já está acontecendo. Foram 35 milhões de reaisaplicados nessa estruturação, tanto de equipamentosquanto de obras.
.txt: Como icaria a situação da FATEC durante oseu mandato como reitor?PB:
As undações têm o tamanho que a Universidadequer que elas tenham. Então, nós temos que procurardesenvolver dentro da Universidade um processo degestão em que os recursos do orçamento da instituiçãopossam ser administrados de orma independente dasundações. Há situações, no entanto, em que não temoutra orma de se administrar, que não seja através daundação, especialmente aquelas que envolvem a pres-tação de serviços. E aí vou entrar com um parênteses,prestação de serviço que a universidade tenha vocaçãopara isso e onde undamentalmente não haja concor-rência com a iniciativa privada. Então, é nesse aspectoque é importante que a gente tenha a clareza de que o
HÁ VAGA PARA REITOR
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