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Subjetividade e Pós-Modernidade Versão Final

Subjetividade e Pós-Modernidade Versão Final

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Vivemos no presente um mundo veloz, onde a estabilidade é um desejo como outro qualquer: realizado com o talão de cheques e substituído na próxima liquidação. Nascemos sob os efeitos da globalização, somos interconectados, vivemos aqui, mas virtualmente próximos de qualquer lugar ou pessoa no globo terrestre. Não há valores permanentes e toda identidade é fragmentada. O poder é exercido sem fronteiras pelas organizações, e nada é realmente previsível. Diante de tantas diferenças entre os dias de hoje e o período histórico denominado de Modernidade, não se pode crer que as subjetividades engendradas antes das Grandes Guerras permaneçam as mesmas até o agora. Deste modo é sob esse cenário que este texto pretende traçar uma reflexão acerca das relações existentes entre o homem e seu tempo, neste caso entre os sujeitos e a contemporaneidade.

Vivemos no presente um mundo veloz, onde a estabilidade é um desejo como outro qualquer: realizado com o talão de cheques e substituído na próxima liquidação. Nascemos sob os efeitos da globalização, somos interconectados, vivemos aqui, mas virtualmente próximos de qualquer lugar ou pessoa no globo terrestre. Não há valores permanentes e toda identidade é fragmentada. O poder é exercido sem fronteiras pelas organizações, e nada é realmente previsível. Diante de tantas diferenças entre os dias de hoje e o período histórico denominado de Modernidade, não se pode crer que as subjetividades engendradas antes das Grandes Guerras permaneçam as mesmas até o agora. Deste modo é sob esse cenário que este texto pretende traçar uma reflexão acerca das relações existentes entre o homem e seu tempo, neste caso entre os sujeitos e a contemporaneidade.

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 UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIAFACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANASDEPARTAMENTO DE PSICOLOGIASUBJETIVIDADE E PÓS-MODERNIDADEÍTALO MAZONI DOS SANTOS GONÇALVES
Trabalho Apresentado àprofessora Geovana Borrionena disciplina Seminários I, docurso de Psicologia.
SALVADOR – BAHIADEZEMBRO DE 2007
 
 
SUBJETIVIDADE E PÓS-MODERNIDADE
Vivemos no presente um mundo veloz, onde a estabilidade é um desejo comooutro qualquer: realizado com o talão de cheques e substituído na próxima liquidação.Nascemos sob os efeitos da globalização, somos interconectados, vivemos aqui, masvirtualmente próximos de qualquer lugar ou pessoa no globo terrestre. Não há valorespermanentes e toda identidade é fragmentada. O poder é exercido sem fronteiras pelasorganizações, e nada é realmente previsível. Diante de tantas diferenças entre os dias dehoje e o período histórico denominado de Modernidade, não se pode crer que assubjetividades engendradas antes das Grandes Guerras permaneçam as mesmas até oagora. Deste modo é sob esse cenário que este texto pretende traçar uma reflexão acercadas relações existentes entre o homem e seu tempo, neste caso entre os sujeitos e acontemporaneidade.
A subjetividade
O construto subjetividade não é nada consensual, assim como todo construtoteórico. A circunscrição de seu significado é interdisciplinar e varia de acordo com oreferencial adotado (Oliveira, 2006). Na esfera das ciências humanas uma concepçãopossível de subjetividade vincula seu significado à constituição do sujeito a partir desuas relações sócio-históricas e culturais, e que de uma forma ou de outra circunscrevemzonas de determinação no espaço de experiência do sujeito e em suas dimensões deinteração.A subjetividade assim considerada pressupõe o sujeito como “portador” de umconteúdo subjetivo (não adotando aqui uma dicotomia entre sujeito e objeto) que podevariar de acordo com os tipos de relações e trajetórias vividas em um espaço deexperiência próprio da existência limitada deste sujeito. Não há então subjetividade quenão seja relacional, que não esteja permeada por todas as dimensões dadas e vividasdurante a existência do sujeito. Assim, em épocas diferentes a subjetividade individualemerge e é vivida dialeticamente de formas distintas (Rey, 2003). As dimensõeshistóricas, culturais e locais experimentadas pelo homem nascido na idade médiacertamente diferem daquelas existentes para um homem nascido em qualquer outraépoca delimitada.A questão que se pretende aqui refletir indaga sobre as singularidades dasubjetividade que se configura em nossos dias. Ou seja, de que modo emerge em nossa
 
época a relação entre o que é singular ao sujeito – sua dimensão afetiva, seus sentidossubjetivos – e o que é socialmente compartilhado – significados, símbolos, mitos ecultura, etc.?
A pós-modernidade
O período histórico que se tem denominado como pós-modernidade tem suascaracterísticas iniciais situadas no pós-Segunda Guerra, onde inúmeras transformaçõesnos campos da política, economia e ciência desencadearam uma crise de valores sociaise culturais: “o desencanto que se instala na cultura é acompanhado da crise de conceitosfundamentais ao pensamento moderno, tais como ‘Verdade’, ‘Razão’, ‘Legitimidade’,‘Universalidade’, ‘Sujeito’, ‘Progresso’, etc.” (CHEVITARESE, 2001 apud Oliveira,2006, p. 16). Este conjunto de transformações que compreende a contemporaneidadetem sido estudado desde os anos 60, quando surgem as teorias pós-modernas noscampos da arte, da literatura e mais tarde no meio acadêmico com o livro A condiçãopós-moderna (1979), de Jean-François Lyotard (LEITÃO; NICOLACI-DA-COSTA,2003).Há dois eixos de ênfase interpretativa a respeito destas transformações, por umlado a discussão se dá a respeito das
condições contemporâneas de produção deconhecimento e
por outro se envereda pelas
condições de produção da ordemcapitalista contemporânea.
De modo geral o debate da pós-modernidade em torno doprimeiro eixo entende as transformações deste período como decorrentes da utilizaçãomaciça das tecnologias da informática e do acesso cada vez mais amplo e rápido aocrescente contingente de informações disponíveis. Segundo Vattimo (1998a , 1998bapud LEITÃO; NICOLACI-DA-COSTA, 2003) as tecnologias da informação estão nabase do rompimento com o modo moderno de produção de conhecimento. Já na outraperspectiva a pós-modernidade decorre de um modelo de capitalismo tardio ouneoliberal onde o modo de produção está organizado em torno do consumo de bensmateriais, de informação e de cultura. Para Bauman:
“todas as sociedades sempre consumiram, mas aquilo quecaracteriza a sociedade contemporânea como sociedade deconsumo é a ênfase dada a esse consumo. Os membros dasociedade moderna definiam suas redes de sociabilidade emtorno da capacidade de produção. Já na Pós-modernidade, a

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