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Brasil
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Os insetos surgiram na terra há centenas de milhões de anos, quando a flora era rica e nãotinham dificuldade para alimentar-se. Tudo nascia e crescia naturalmente. O homem ainda nãohavia surgido, portanto não existiam plantas cultivadas.Como todas as espécies na face da terra, com o decorrer das eras geológicas, muitasespécies de insetos desapareceram, enquanto que outras evoluíram, adaptando-se às novascondições, tudo em perfeito equilíbrio com as leis da natureza: insetos comiam plantas eoutros insetos, pássaros comiam insetos, animais maiores comiam os pássaros e assim pordiante.Isso prosseguiu durante milhões e milhões de anos, até o surgimento do homem, quandocomeçou uma nova era não apenas para os insetos e outras pragas agrícolas, mas para todaa humanidade.No início, o homem obtinha sua alimentação da caça, praticada com armas rudimentares.Com o tempo, o homem aprendeu a cultivar a terra e, então, o problema começou. Paraplantar, era preciso abrir clareiras, limpar áreas, queimar e proteger sua lavoura contra avegetação que teimava em retomar o terreno perdido e os insetos, privados de suas fontes dealimentação e locais de reprodução. Começava aí uma batalha que se tornaria constante.O que havia de mais importante na natureza havia sido quebrado, o equilíbrio. Os insetosvoltaram-se para as plantas cultivadas, tornando-se aptos para atacá-las e a destruí-lasindistintamente, propiciaram ambiente favorável à expansão de muitas doenças vegetais, atéentão pouco danosas.Esse período não apenas marcou o início de uma guerra constante entre o homem e osinsetos, mas fez com que certos animais, expulsos de seu habitat pelas derrubadas equeimadas, buscassem mais tarde refúgio nas terras cultivadas, em busca do alimento que,outrora, era natural e fácil. Isso ocorreu particularmente com os roedores, pássaros granívoros,cobras, serpentes, aracnídeos e outros, que passaram a atacar os animais criados pelohomem.
AS PRAGAS URBANAS
Quando uma determinada espécie vive uma situação em que alimentação farta combina-secom ausência de predadores naturais, reproduz-se livremente, aumentando em número deuma forma descontrolada.Os centros urbanos produzem refugos dos mais diversos tipos, principalmente osorgânicos, favorecendo o crescimento desordenado das espécies nocivas, aumentando os
 
riscos para a saúde das pessoas e de seus animais.Para tentar quebrar esse ciclo, o homem tem utilizado, ao longo do tempo, meios de ataqueque têm conseguido, muitas vezes, manter essa relação num equilíbrio precário. Não rarasvezes, os meios empregados para combater as pragas acabam se revelando agentes de umdesequilíbrio maior, pelo poder de agressão ao meio ambiente, como é o caso de certosinseticidas e herbicidas.Um exemplo clássico desse produto é o DDT, de alto poder tóxico, capaz de provocardanos graves à saúde. A princípio usado indiscriminadamente, o DDT, que deu origem aotermo dedetização como sinônimo de desinsetização, hoje encontra-se banido do mercado emmuitas nações pelo mundo todo. Seus riscos e seus danos eram maiores que os benefíciosproporcionados.Esse produto começou a ser utilizado na década de 60. Pertencente aos grupo dosprodutos organoclorados, foi largamente utilizado. Impregnava e permanecia no ambiente porum longo tempo, garantindo a desaparecimento dos insetos por até um ano.Em seu lugar, passaram a ser utilizados produtos chamados piretróides, formulados a partirdo piretro, um inseticida extraído do crisântemo. Sua permanência é menor no meio ambientee, em conseqüência, o prazo de ação proporcional a isso.Assim, apesar de toda a tecnologia do homem, ainda é impossível falar-se na erradicaçãode qualquer praga. Ratos, cupins e insetos em geral disseminam-se por vias tão diversas quepodem ser eventualmente controlados, mas jamais exterminados.Grandes empresas, condomínios e centros habitacionais estão aprendendo a utilizar umcontrole integrado de pragas, que contrariam o que é constantemente apregoado nascampanhas publicitárias das empresas fornecedoras de inseticidas e raticidas, que enfatizam aidéia de que o produto químico elimina radicalmente as pragas.Este conceito acabou enraizado e confunde o consumidor. A idéia do controle pode sermelhor entendida quando se lembra a prática que se disseminou na agricultura, a partir dadécada de 50, de manejar as pragas, valendo-se de técnicas, produtos químicos e produtos danatureza. A idéia é integrar todos os meios disponíveis de combate às pragas de maneiraracional, de forma a causar o mínimo de transtornos para o homem, animais e alimentos.É importante, inclusive, neste ponto, frisar algo que deve ser muito bem observado por todoaquele que se dispuser a combater qualquer tipo de praga. Os produtos específicos para aagricultura devem ser utilizados unicamente para fins agrícolas. Jamais deverão ser usadosem habitações ou ambientes urbanos. Seu poder tóxico é muito elevado e, além disso,empregam-se em sua formulação solventes que emprestam um cheiro excessivamente forte
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