Pedro Markun
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Felipe Meyer
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Daniela SilvaFelipe Meyer Júlia Almeida Alqueres
Redação
Aristeu Nogueira André CervinskisCida Almeida
Colaboração
Daniela SilvaEm 2008, a Festa Literária Interna-cional de Paraty homenageava o escritor brasileiro
Joaquim Maria Machado deAssis
, criador dos maiores clássicos daliteratura brasileira como Dom Casmurro,Memórias Póstumas de Brás Cubas eQuincas Borba. O Jornal de Debates nãopoderia fazer diferente e decidiu abrir oseu ciclo de discussão na Flip com aquestão:
ao vencedor, as batatas?
A célebre frase sintetiza a teoria do
humanitismo
, criada por Machado de Assis para o seu personagem-filósofoQuincas Borba, que apresenta o "caráter conservador e benéfico da guerra": o ser humano deseja a vitória sobre o outromesmo que para isso tenha que prejudicá-lo. Segundo Borba, a guerra é uma situ-ação inevitável, em que um lado precisamorrer para que o outro sobreviva. É a leido mais forte.Confira a seguir algumas dasrespostas dadas por visitantes da FLIP doano passado, e aproveite para dar suaopinião em
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.
"Ao vencedor, todas asbatatas, porque é justo quemganhar levar a melhor. Naguerra, vale tudo."
Marina, estudante
"Você não pode esquecer osideais em função das batatas."
Elizabeth Olinto Costa,professora/tradutora
"Aos vencedores que,simplesmente, usam de meiosilícitos e que conseguemvencer na vida por meio dealgumas situações que nãosão adequadas, as batatasnão são merecidas."
Eliana Beltrão, professora
"Você tem que buscar, comovencedor, as suas batatas,porque se você não for buscá-las, ninguém irá por você."
Jane Machado, arquiteta
"Acho que aos vencedores, oschuchus, pois eu não acreditonem em vencedores nem emperdedores."
Ryana Gabech, poetisa
"Na guerra não vale tudo, oideal é dividir as batatas comos perdedores."
Sindy Oliveira, estudante
A primeira empreitada do
Jornal deDebates
na FLIP foi realizada emsituações precarias. É certo que nem tudomudou: naquela época, já vínhamos deSão Paulo na mesma Quantum/93 a álcoolque nos trouxe a Paraty hoje, e também jáusávamos camisetas provocativas – queentão ecoavam a máxima de NelsonRodrigues, em tom inquisitivo: "Toda una-nimidade é burra?". A equipe, em 2007, éramos apenas eue a Bianca Santana. Ficamos hospedadosem uma barraca no Quilombo doCampinho, a 20 quilômetros do festival. Ainda assim, a experiência foi suficientepara entendermos que o Jornal de De-bates tinha uma missão fundamental naFLIP: promover a discussão e estimular areflexão critica pelas ruas de Paraty,aproveitando o fervor dos intelectuais e acumplicidade à meia-luz dos botecos dacidade. A missão gerou quarentadepoimentos, registrados em vídeo edisponibilizados no site
www.jornaldedebates.com.br
. A resposta doscolaboradores, longe de ser unânime,mostrou a diversidade de pessoas epensamentos que coexistem dentro dessamesma festa.No ano passado, 2008, conseguimosmobilizar uma estrutura de trabalhomelhor. Apoiados pelo IG e pela ImprensaOficial, alugamos, durante a FLIP, umapequena redação, a 2km do centro dacidade, de onde produzimos a primeiraversão desse jornal. Na época, ele erauma folha A4 frente e verso, que serviacomo mecanismo de
feedback
para o site.Mantivemos o tom provocativo – aliás,fizemos bastante sucesso com a camisetado Bob Esponja levando a pergunta "Praque serve um intelectual?" –, mas tambémpropusemos uma linha mais séria dedebates, como o da regulamentação daprofissão do escritor.Também em 2008, lançamos na FLIP oprojeto Livro Livre, com a proposta deretirar a poeira dos livros nas estantes edar a eles uma nova vida, libertando-osefetivamente. Distribuímos cerca de 400livros para moradores e visitantes(lembrando que livros livres não sãopresentes para ficar na estante, e que elesdeveriam ser lidos e repassados paraoutros leitores), gerando curiosidade einteresse por onde passávamos. Agora, em 2009, já nos sentimosefetivamente parte da Festa!Com uma redação muito melhor estruturada, localizada no centro histórico,ao lado da livraria Nova Paraty, acre-ditamos que vamos interagir muito maiscom a dinâmica da cidade. O Jornaltambém cresceu e ganhou 12 páginas,com capa e contra-capas coloridas. Abri-mos espaços para colaborações literáriase intervenções artísticas da galera daflipinha, além de microcontos e de umaagenda que queremos construir colabo-rativamente, recebendo informações pelainternet e pelo celular, e republicando tudode legal que vai acontecer na OFF-OFf-Off-off flip!Vamos fazer novamente o mutirão doLivroLivre, e contamos com vocês paranos ajudarem, tanto deixando livros nacaixa de coleta que ficará na frente danossa redação, quanto ajudando adistribui-los no sábado, quando levaremosa leitura para além das correntes do centrohistórico, libertando conhecimento pelaGrande Paraty.Produziremos também um podcastdiário na redação do jornal, comtransmissão ao vivo pela internet. Quemquiser nos acompanhar mais de perto,pode pedir informações para o pessoal doJornal de Debates, identificados nas ruasde Paraty por suas memoráveiscamisetas. Ou então é só bater lá nacozinha da nossa redação pra tomar umcafé (por favor, tirem os sapatos!), e aíconversamos melhor.Grato,
Pedro Markun
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