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Origem da Bioética

Origem da Bioética

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06/10/2013

pdf

text

original

 
O M
UNDO
 
DA
S
AÚDE
São Paulo, ano 29 v. 29 n. 3 jul./set. 2005305
ARTIGO ORIGINAL / RESEARCH REPORT / ARTÍCULO
Bioética: das origens à prospecçãode alguns desafios contemporâneos
*
Bioethics: from the origins to the prospection of some contemporary challengesBioética: de los orígenes a la prospección de algunos desafíos contemporáneos
Leo Pessini
** 
RESUMO:
Este artigo divide-se em três seções. Na primeira seção analisa-se o pioneirismo de Van Rensselaer Potter, apresentando apessoa, seu legado intelectual, sua concepção de ciência e religião juntas com o objetivo de garantir o futuro da vida no planeta terra eseu credo bioético, além de uma apreciação crítica de sua obra a partir de dois de seus discípulos, Gerald M. Lower e Peter J. Whitehouse.Na segunda seção apresentamos a
Encyclopedia of Bioethics 
, com alguns comentários que sinalizam a evolução da obra que espelha odesenvolvimento do campo da bioética, nas três edições que foram publicadas até o presente momento (1978, 1995 e 2004). A partir da3ª edição, prospectamos, juntamente com seu editor-chefe, Stephen Post, alguns desafios da contemporaneidade e nos perguntamossobre o futuro da bioética. Finalmente, na terceira seção acompanhamos os últimos desdobramentos da bioética em nível mundial apartir do VII Congresso mundial de Bioética, realizado em Sidney, Austrália, entre 10 e 14 de novembro de 2004, o qual abordou o tema“Ouvir profundamente: construir pontes entre ética local e global”. Na conclusão chamamos ressaltamos que os desafios do presente emrelação ao meio ambiente e à ecologia estão no centro do entendimento potteriano da bioética.
DESCRITORES:
Bioética–história, Bioética-tendências, Ética
ABSTRACT
This article is divided in three sections. In the first one we present the pioneering work of Van Renseelaer Potter, the manwho coined the name “bioethics” in 1970, and his concept of bioethics. We are introduced to some important aspects of his personalhistory and outstanding academic work. One special issue is the discussion of the relation between science and religion in the quest forthe global survival both of humankind and biosphere. Potter´s bioethical creed for individuals is presented as well as a critical appraisalmade by two of Potter´s followers, Gerald M. Lower e Peter W. Whitehouse. In the 2
nd
part the reader is introduced to the mostauthoritative academic work for the field of bioethics —
The Encyclopedia of Bioethics 
. Some discussions are made regarding each of thethree editions published so far (1978, 1995 and 2004), showing how the field evolved since the first edition of 1978. A special look isgiven to the 3
rd
edition, with its Editor-in Chief, Stephen Post, focusing on the challenges for bioethics in the contemporary world.Finally, in the third session, we present some commentaries from the VII World Congress of Bioethics, held in Sidney (Australia, November10-14, 2004), that dealt with the theme: “Deep Listening: Bridging the Divides between Local and Global Ethics”. We conclude pointingout that today’s challenges concerning the environment and ecology are at the heart of the Potterian understanding of bioethics.
KEYWORDS:
Bioethics–history, Bioethics-trends, Ethics
RESUMEN:
Este trabajo se divide en tres secciones. En la primera sección se analiza el pionerismo de Van Rensselaer Potter, cono-ciendo su persona, su herencia intelectual, su concepto de ciencia y de religión juntas y dirigidas a garantizar el futuro de la vida enel planeta Tierra, su credo bioético, bien así un aprecio crítico de su obra a partir de dos de sus discípulos, Gerald M. Lower y Peter J.Whitehouse. En la segunda sección presentamos la Enciclopedia de Bioética [
Encyclopedia of Bioethics 
], con algunos comentariosque señalan la evolución de la obra que espeja el desarrollo del campo de la bioética, en las tres ediciones que han sido publicadashasta el actual momento (1978, 1995 y 2004). De la 3ª edicion, nosotros prospectamos, junto con su editor-jefe, Stephen Post,algunos desafíos de la contemporaneidad y nos interrogamos acerca del futuro de la bioética. Finalmente, en la tercera sección,vemos los más recientes despliegues de la bioética en el nivel mundial a partir del VII Congreso Mundial de Bioética, ocurrido enSydney (Australia), del 10 al 14 de noviembre de 2004, que acercó al tema “Oír profundamente: construir los puentes entre la éticalocal y global”. En la conclusión, llamamos la atención para el hecho de que los desafíos presentes, vinculados al medio ambiente y ala ecología, están en el cerne del concepto potteriano de bioética.
PALABRAS LLAVE:
Bioética-história, Tendencias de Bioética, Ética
*
Trabalho apresentado no XXVII Congresso de Teologia Moral da Sociedade Brasileira de Teologia Moral realizado em São Paulo,de 7 a 10 de dezembro de 2004, no Instituto Teológico XI sob o tema central: Biotecnologias: desafios à Teologia Moral.* Teólogo. Doutor em Teologia Moral — Bioética. Superintendente da União Social Camiliana.Vice-reitor do Centro Universitário São Camilo. Membro da Diretoria da Associação Internacional de Bioética.
Bioetica_da origem a prosp.p6525/11/2005, 15:47305
 
BIO
É
TICA: DAS ORIGENS
À
PROSPEC
ÇÃ
O DE ALGUNS DESAFIOS CONTEMPOR
Â
NEOS
306O M
UNDO
 
DA
S
A
Ú
DE
 
S
ã
o Paulo, ano 29 v. 29 n. 3 jul./set. 2005
Introdu
çã
o
A bio
é
tica, sem sombra de d
ú
vi-da, constitui-se numa espetacularhist
ó
ria de sucesso considerando-seo pouco tempo de sua exist
ê
ncia.Estamos distantes apenas 35 anosdo surgimento do neologismo
bioethics
, intui
çã
o de Van R. Potter,e a pouco mais de duas d
é
cadas dafunda
çã
o dos primeiros institutos de bio
é
tica nos EUA
o de Kennedyem Washington eo de Hastings, emNova York.Ap
ó
s o estabelecimento de in
ú
-meros institutos e programas emuniversidades em todo o mundo,entramos na fase de implanta
çã
odos primeiros programas de mes-trado e doutorado na
á
rea. Pros-pec
çã
o de futuro em contato comas origens
é
o desafio enfrentadoneste texto, que dividimos em tr
ê
spartes fundamentais.Na primeira, exploramos o pio-neirismo de Van Rensselaer Potter,conhecendo um pouco a pessoa,seu legado intelectual, o credo bio
é
-tico potteriano, bem como umaaprecia
çã
o cr
í 
tica de dois de seusdisc
í 
pulos, Gerald Lower e Peter J.Whitehouse.Num segundo momento dis-corremos sobre a
Encyclopedia of Bioethics
(Enciclop
é
dia de Bio
é
tica),obra fundamental e referencial da bio
é
tica nascente e contempor
â
nea,comentando sua concep
çã
o e suaevolu
çã
o ao longo do tempo nastr
ê
s edi
çõ
es que surgiram (1978,1995 e 2004). Aqui tra
ç
amos a ca-minhada com o idealizador e editor-chefe das duas primeiras edi
çõ
es,Warren Thomas Reich, da
George-town University
, D. C. Uma aten
çã
oespecial merece a
ú
ltima edi
çã
o daEnciclop
é
dia, lan
ç
ada em 2004, daqual prospectamos, com seu editor-chefe, Stephen Post, algumas dasquest
õ
es candentes da bio
é
tica nacontemporaneidade.Num terceiro e
ú
ltimo momen-to, apresentamos objetivamente al-guns apontamentos em rela
çã
o ao
VII
Congresso Mundial de Bio
é
tica,que teve lugar em Sydney, Austr
á
-lia, de 10 a 14 de novembro de 2004,e do qual participamos.
O pioneirismo de Van Rensselaer Potter
CONHECENDO
 
A
 
PESSOA
No dia 6 de setembro de 2001,em Madison, pequena cidade doEstado de Wisconsin, no meio-oestedos Estados Unidos falecia o dr. VanRensselaer Potter. Nascido no Esta-do de Dakota do Sul, em 27 de agos-to de 1911, morreu pouco depoisdecompletar 90 anos. Seu av
ô
, do qualherdou o nome, vindo a se chamarVan Rensselaer Potter II, morreu dec
â
ncer aos 51 anos, um ano antesde seu nascimento. Sua m
ã
e mor-reu num acidente de carro, quandotinha 7 anos, o que, desde ent
ã
o,refor
ç
ou sua liga
çã
o com o pai. Aomorrer, Potter deixou esposa, tr
ê
sfilhos, seis netos e duas irm
ã
s.Recebemos um comunicado desua neta Lisa Potter, que trabalhoumuito pr
ó
xima a seu av
ó
de 1994a 1997, auxiliando-o nas publica-
çõ
es de bio
é
tica e em confer
ê
ncias.O seu comunicado, textualmente,informava:Lamentamos informar que Vanfaleceu ontem (6/09)
à
s 5h20da tarde. Ele estava confort
á
vele a fam
í 
lia mantinha-se presen-te ao lado do leito. Eu seguravasua m
ã
o quando exalou o
ú
lti-mo suspiro. Sei que ele sentiu oapoio e amor da fam
í 
lia. Elemorreu logo ap
ó
s seu 90
º
ani-vers
á
rio e teve a chance de vermuitos membros da fam
í 
lia.Sentiremos muito sua falta.Foi ele quem cunhou o neolo-gismo
bioethics
em 1970. Cham
á
-lode
pai da bio
é
tica
, como muitoso fazem, seria exagerado segundoalguns estudiosos na
á
rea da hist
ó
-ria da bio
é
tica, embora dizer que ele
é
somente autor do neologismo
bioethics
seria n
ã
o fazer justi
ç
acom a estatura de sua pessoa comopesquisador e pioneiro da bio
é
tica, j
á
que acabou sendo marginalizadopelos seus compatriotas.Poucos dias antes de sua parti-da, Potter deixou uma mensagemfinal endere
ç
ada aos amigos da sua
“rede de bioética global 
. Nessa men-sagem ele demonstra ressentimentopelo n
ã
o reconhecimento de seutrabalho em bio
é
tica emseu pr
ó
-prio pa
í 
s.Por um longo per
í 
odo de tempo(1980 a 1990), ningu
é
m reco-nheceu meu nome e quis serparte de uma miss
ã
o. Nos EUAhouve uma explos
ã
o imediatado uso da palavra
bioethics
pelosm
é
dicos, que falharam ao n
ã
omencionar meu nome ou o t
í 
tu-lo das minhas quatro publica
çõ
es[no per
í 
odo de] 1970 a 1971. In-felizmente, a sua imagem de bio
é
tica atrasou o surgimentodo que existe hoje (Dear GlobalBioethics Network, 2004).A biografia de Potter
é
particu-larmente relevante para a hist
ó
riade uma id
é
ia, o conceito de auto-nomia, que desempenha at
é
hojeum papel predominante na
é
tica biom
é
dica norte-americana. Antesde enfocar direitos individuais, eleenfatiza responsabilidades pes-soais. Potter, inclusive, n
ã
o s
ó
ela- borou, mas viveu seu credo de ati-vista, que enfatiza responsabilidadesocial e ambiental. Na condi
çã
o de bioeticista virtuoso que era, n
ã
oapenas viveu sua vis
ã
o de bio
é
tica,como tamb
é
m convocou outros afaz
ê
-lo, alertando que para algu
é
mmerecer ser chamado de bioeticistadeveria seguir tal credo, que apre-sentaremos na
í 
ntegra ao longo des-te texto, ap
ó
s an
á
lise de seu legadointelectual. Destaca-se portantouma forte
ê
nfase na
é
tica das virtu-des na bio
é
tica potteriana, que adqui-re quase um tom de prega
çã
o.
Bioetica_da origem a prosp.p6525/11/2005, 15:47306
 
BIO
É
TICA: DAS ORIGENS
À
PROSPEC
ÇÃ
O DE ALGUNS DESAFIOS CONTEMPOR
Â
NEOS
O M
UNDO
 
DA
S
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Ú
DE
 
S
ã
o Paulo, ano 29 v. 29 n. 3 jul./set. 2005307
Potter era considerado um dis-tinto membro da
Unitarian Societyof Madison
[Sociedade Unitarianade Madison], uma organiza
çã
o deinspira
çã
o crist
ã
que segue o esp
í 
ritode Jesus de Nazar
é
e que defende aperspectiva de uma religi
ã
oliberal.Dentre outros objetivos dessa orga-niza
çã
o destaca-se, como sendo oprimeiro,
a integridade de vida
,que significa totalidade (
wholeness
).Para pessoas de genu
í 
na integrida-de, todos os objetivos e quest
õ
es devida est
ã
o inter-relacionados. Osunitarianos constituem-se numaconfraria de livre pensamento, naqual s
ã
o aceitos como membros
 pessoas de todas as opini 
õ 
es teol 
ó 
 gicas,que desejam se unir a n
ó 
 s na promo
çã 
oda verdade, justi 
ç 
a, rever 
ê 
ncia e caridadeentre os homens
. Trata-se de uma as-socia
çã
o aberta, em que o ateu ho-nesto pode se declarar como tal,sem nenhum medo, bem como ocrente piedoso falar de sua liga
çã
opessoal com o universo e com Deussem embara
ç
o.Textualmente, lemos:
a
ú
nicaexi- g
ê 
ncia que fazemos e que esperamos
é 
que sejamos honestos conosco mesmos e comos outros
(www.harvardsquarelibray.org/unitarians/madison.html).Embora n
ã
o tenha lido nenhum co-ment
á
rio em quese fa
ç
aesta liga
çã
ocom a organiza
çã
o dos unitarianos,percebe-se uma profunda liga
çã
o docredo bio
é
tico potteriano e a filoso-fia da referida organiza
çã
o.Potter trabalhou por mais decinq
ü
enta anos na Universidade deWisconsin, em Madison, nos Labo-rat
ó
rios MacArdle para a pesquisade C
â
ncer, aposentando-se em1982. Doutorou-se em bioqu
í 
mica.Pela sua contribui
çã
o original sobrea compreens
ã
o do metabolismo dasc
é
lulas cancer
í 
genas, foi reconheci-do por sua elei
çã
o para a AcademiaNacional de Ci
ê
ncias. Foi Presidenteda Sociedade Americana de pesqui-sa sobre o C
â
ncer em 1974, al
é
mdeter servido em in
ú
meras outras or-ganiza
çõ
es cient
í 
ficas de grande pres-t
í 
gio nos EUA.Ap
ó
s sua aposentadoria da Uni-versidade, praticamente passou aresidir em sua casa de campo, emmeio a um bosque nas cercanias deMadison, onde, na varanda feita demadeira r
ú
stica, recebia amigos, es-tudantes, e sentia-se em comunh
ã
ocom a natureza. Nos
ú
ltimos anosde vida dedicou-se ao cuidado de suaesposa, Vivian, tragicamente defi-ciente por causa de artrite. Por op-
çã
o, deixa de viajar e dar confer
ê
n-cias pelo mundo afora para perma-necer junto de sua companheira.A
ú
ltima viagem de Potter ao ex-terior foi
à
It
á
lia, em 1990, a convi-te do prof. de Antropologia da Uni-versidade de Floren
ç
a, Bruneto Chia-relli, para falar sobre Bio
é
tica Glo- bal. Ent
ã
o com 79 anos, e n
ã
o maisviajando devido
à
idade, mas rece- bendo in
ú
meros convites para par-ticipar de eventos de bio
é
tica, pas-sa a produzir e enviar v
í 
deos de suaspalestras. Temos assim tr
ê
s v
í 
deos:1) 1998: sobre Bio
é
tica Global, porocasi
ã
o do
IV
Congresso mundial deBio
é
tica (T
ó
quio), a convite do prof.Hyakuday Sakamoto; 2) 1999: umv
í 
deo para o Congresso Mexicanode Bio
é
tica, a convite do prof. Ma-nuel Velasco Suares, que faleceupouco tempo depois; e 3) 2000: umv
í 
deo para o Congresso Internacio-nal de Bio
é
tica organizado pela So-ciedade Internacional de Bio
é
tica(Gij
ó
n, Espanha), a convite do prof.Marcelo Pal
á
cios.Uma resolu
çã
o elaborada pelocorpo docente da Universidade deWisconsin em mem
ó
ria de Van Rens-selaer Potter, al
é
m de destacar a im-port
â
ncia de sua vida profissional co-mo pesquisador e professor de on-cologia no Labor
á
t
ó
rio McArdle dePesquisa de C
â
ncer por mais de cin-q
ü
enta anos, enfatiza quesua maior contribui
çã
o para a co-munidade cient
í 
fica s
ã
o os maisde 90 p
ó
s-doutorados que orien-tou, e estudantes de gradua
çã
oque, inspirando-se nele, torna-ram-se proeminentes em v
á
rioscampos da ci
ê
ncia, sendo queum deles foi agraciado com oPr
ê
mio Nobel. [....] Para Van, aci
ê
ncia n
ã
o era um
trabalho
,mas uma experi
ê
ncia
é
tica, apai-xonada e criativa. Al
é
m do mais,ele n
ã
o separava o cientista doprocesso cient
í 
fico ou o cientistado contexto social do empreen-dimento cient
í 
fico. Essa filosofia,motivada pelo seu conceito de
humildade com responsabili-dade
, o conduziu
à
fase final desua produtiva carreira
(Memo-rial Resolution of the Facultyof the University of Wisconsin).Esta fase final
é
justamente a fa-se da bio
é
tica em seus
ú
ltimos trintaanos de exist
ê
ncia.A pessoa de Potter
é
lembradapelo seus colegas de doc
ê
ncia naUniversidade de Wisconsin como
um ser humano iluminado, preo-cupado com o cuidado humano detudo, para que todos pudessem vi-ver, n
ã
o numa utopia, mas em ummundo esteticamente belo e susten-t
á
vel, uma vida satisfat
ó
ria e feliz
(idem, 2002).
O
 
LEGADO
 
INTELECTUAL
Potter, que chamou a bio
é
tica de
ci
ê
ncia da sobreviv
ê
ncia humana
(Potter, 1971), tra
ç
ou uma agen-da de trabalho para a mesma quevai desde a intui
çã
o da cria
çã
o doneologismo, em 1970, at
é
a possi- bilidade de encarar a bio
é
tica comouma disciplina sist
ê
mica ou profun-da, em 1988. Alguns lances mais im-portantes deste itiner
á
rio s
ã
o inte-ressantes de recordar, iniciando pelapergunta de como surgiu o neolo-gismo bio
é
tica.Nos anos 1970 a 1971, Pottercunha o neologismo
bioethics
, uti-lizando-o em dois escritos. Primeira-mente, num artigo intitulado
Bio-ethics, science of survival
(Potter,1970), e no livro
Bioethics bridge to
Bioetica_da origem a prosp.p6525/11/2005, 15:47307

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