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Regulação da Educação, Escolha da Escola, Escolha de Alunos

Regulação da Educação, Escolha da Escola, Escolha de Alunos

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Published by Francisco Santos
Da regulação burocrática e centralizada, à desregulação do sistema.
De como o cumprimento formal da Carta Escolar pode permitir a escolha de alunos, com base no direito de escolha da escola pelos pais.
Da regulação burocrática e centralizada, à desregulação do sistema.
De como o cumprimento formal da Carta Escolar pode permitir a escolha de alunos, com base no direito de escolha da escola pelos pais.

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Dos Fluxos Escolares Esperados aos Fluxos Escolares ReaisA Regulação Local da Educação e suas Lógicas de Acção
 Apresentação
Esta investigação inscreve-se no âmbito da administração educacional. Os estudosexistentes nesta área permitiram-nos uma abordagem à problemática da regulação da provisão pública da educação e dos sistemas educativos. Foram particularmenterelevantes, para o enquadramento teórico da investigação, os estudos que se debruçamsobre a especificidade dos novos modos de regulação do serviço público de educaçãoresultantes de fenómenos transnacionais, por nos permitirem identificar padrões que sãocomuns a vários países, independentemente de orientações políticas mais ou menoscentralistas e mais ou menos liberalizantes.Para além destes incluíram-se também contributos de outros estudos sociais,nomeadamente no campo teórico da sociologia das organizações. Na tentativa de responder às questões de investigação mobilizámos os conceitosde regulação das políticas públicas de educação, abordando a evolução recente das políticas públicas de provisão da educação e relacionando-as com o processo deglobalização.Recorrendo, por um lado à análise da produção normativa e, por outro lado, aosestudos realizados no âmbito do projecto Reguleducnetwork e a autores como Afonso,Barroso ou Maroy, procurámos analisar as mudanças observadas no âmbito das políticaseducativas ao longo das três últimas cadas, peodo em que as medidas dedesregulação e do reforço da autonomia das escolas aparecem intimamente ligadas a umnovo conceito de Estado, que vai substituindo o seu papel de provedor do serviço público de educação por um papel de avaliador desse serviço, que passa a ser prestadoem parceria entre o Estado e entidades privadas, ou por estas em regime de concessão. No sentido de entender o que se passa ao nível local recorremos a Barroso,quando afirma:
«a microrregulação local pode ser definida como o processo de coordenação daacção dos actores no terreno que resulta do confronto, interacção, negociação oucompromisso de diferentes interesses, lógicas, racionalidades e estratégias em presença quer, numa perspectiva vertical entre “administradorese“administrados”, quer numa perspectiva horizontal, entre os diferentesocupantes dum mesmo espaço de interdependência (intra e inter organizacional) – escolas, territórios educativos, municípios, etc»
. (Barroso J. , 2006)
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Dos Fluxos Escolares Esperados aos Fluxos Escolares ReaisA Regulação Local da Educação e suas Lógicas de Acção
Simultaneamente tivemos em atenção a sociologia da acção, em particular asdinâmicas da acção organizada, que permitem um melhor entendimento dos fenómenosde multiregulão da acção colectiva, partindo das contribuões de Crozier &Friedberg, nas reflexões sobre a coordenação da acção e sobre a natureza da ordemsocial.Finalmente fizemos uma reflexão sobre a emergência dos processos de livreescolha da escola e os quase-mercados educativos, tendo em atenção o papel dascomunidades locais e o incremento dos direitos individuais
(entitlement).
1. Teorias de Governança e Nova Gestão Pública
De acordo com Ewalt (2001), se Max Weber e Woodrow Wilson pudessemapreciar a moderna administração pública, provavelmente seriam incapazes de
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Dos Fluxos Escolares Esperados aos Fluxos Escolares ReaisA Regulação Local da Educação e suas Lógicas de Acção
reconhecê-la à luz dos princípios normativos que permitiram a institucionalização dosmodelos burocráticos. As organizações hierárquicas, governadas por líderes fortesdemocraticamente responsáveis e assessorados por equipas de funcionários competentese neutrais já não existem, tendo sido substituídas por uma sociedade organizacional, naqual muitos serviços públicos são fornecidos por programas multi-organizacionais.Estes programas
«são essencialmente resultado da associação de firmas, governos eoutras associações que se juntam para garantir a sua concretização.»
(Hjern & Porter,1981)O “New Public Management” constitui um conceito que surgiu como resposta ànecessidade de novas formas de intervenção política, para assegurar a governabilidade ea eficácia da administração. Os instrumentos característicos dessa intervenção são a política institucional e as rotinas organizacionais, que afectam o planeamentoestratégico e a geso financeira, o serviço público e as relações de trabalho, aorganização e métodos e a auditoria e prestação de contas.Estas regras e rotinas organizacionais afectam a forma como as agênciasgovernamentais e a administração regional e local são geridas e controladas, isto é,estruturam aquilo que nos processos de governo se descreve como a Gestão do ServiçoPúblico.De acordo com Barzelay (2001) a defesa do conceito de New Public Managementé feita no pressuposto de que o mercado detém a capacidade de traduzir de forma fiel osinteresses e direitos dos consumidores finais dos serviços públicos. Nesse sentido tem-se assistido, nas últimas décadas, a uma crescente exposição de muitos serviços públicos, nomeadamente no campo da saúde, da segurança social e da educação, a umacrescente concorrência, obrigando a uma emulação das práticas empresariais existentesno sector privado (
benchmarking 
competitivo e
managerialismo
), apesar de em muitoscasos não ser possível adaptar a realidade desses serviços públicos a tais modelos.Estas orientações surgiram como consequência dos imperativos orçamentais, quedeterminaram a redefinição de prioridades e a redistribuição de recursos, subordinandoas organizações públicas às finalidades e aos objectivos do mercado e confrontando-ascom a capacidade competitiva das instituições privadas.
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