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DISCRIÇÃO ANATOMICA
Encontra-se no meio da Praça 31 de Janeiro, na vilade Murça, assente sobre um plinto de pedra, uma estátuagrosseira de granito representando um porco doméstico. É afamosa Porca de Murça. Embora o povo a considere do sexofeminino, o certo é que se trata de um macho, dum porco.
A LENDA
A lenda “
Porca de Murça
”, tal como todas
as outras, éfruto do imaginário popular. Esse conhecimento égeralmente perpetuado pela memória colectiva degerações. O sentido da existência desta lenda prende-secom a explicação do significado e origem ancestral daestátua zoomórfica em material autóctone da região(granito), assente sobre um plinto do mesmo material napraça 31 de Janeiro, em Murça, que representa uma porca.
“Segundo a lenda, e
ra no século VIII esta povoação e oseu termo assolados por grande quantidade de ursos e javalis. Os senhores da Vila, seguidos pelo povo, tantasmontarias fizeram que extinguiram tão daninha fera, ouescorraçaram para muito longe. Mas, entre esta multidão de quadrúpedes havia umaporca (outros dizem ursa), que se tinha tornado o terror dos povos pela sua monstruosacorpulência, pela sua ferocidade, e por ser tão matreira que nunca poderia ser mortapelos caçadores. Em 775, o senhor de Murça, cavaleiro de grande força e não de menorcoragem, decidiu matar a porca, e tais manhas empregou que o conseguiu; libertando aterra de tão incomodo hóspede. Em memória desta façanha se construiu tal monumento,
alcunhado “a Porca de Murça”, e os habitantes da terra se co
mprometeram por si e seussucessores, a darem ao Senhor, em reconhecimento de tão grande benefício, para ele eseus herdeiros até ao fim do inundo, cada fogo três arráteis de cera anualmente, sendo
 pago este foro junto á porca. (Leal, Pinho, 1875) ”
 
O PELOURINHO MANUELINO
 
 A sua localização ao pé da casa da Câmara, símbolo de liberdade, dado que junto dele seexecutavam as centenas proferidas pela justiça. Os delinquentes eram presos a sua coluna e aisofriam os açoutes e omutilações do castigo, para exemplo dos munícipes
JORNAIS EM MURÇA
No concelho de Murça constata-se a existência de alguns órgãos informativos no períodocorrespondente á primeira Republica (1910-1926).
“O Povo de Murça”
 
Quinzenário Republicano 31/01/1911
“Ecos de Murça”
Quinzenário 15/01/1912
“O Morcego”
 
Quinzenário 02/05/1916
“A ideia”
Quinzenário 21/10/1926
“A Voz de Murça”
 
15/10/1926
“A Voz
de Murça, último órgão de comunicação social escrito a ser publicado no concelhode Murça.
GASTRONOMIA
Ao falarmos sobre Murça não podemos deixar de referir a sua gastronomia, que sereveste de particular interesse, nomeadamente, no que se refere á doçaria
“As queijadas
e o
“Toucinho
-do-céu
”.
 Estes doces confeccionados de forma artesanal, originários da gastronomia conventual,são uma herança das Freiras Beneditinas, instaladas durante vários séculos no concelho deMurça.O seu fabrico foi continuado pela D. Serafina Rosa Alves, empregada doméstica nesseconvento, continuado pela sua neta D. Hermínia Alves, e hoje pela filha da D. Hermínia a D.Maria José.
 
Aqui deixamos um resumo de uma conversa com a D. Maria José para nós Murcenses, aZezinha da Casa das Queijadas.Durante uma aula de CLC, com a professora Ana Cristina e o Professor Norberto,deslocámo-nos ao Café da Zezinha que nos confirmou que a receita das Queijadas e doToucinho-do-Céu, foi herdada da sua bisavó, criada domestica no Convento das FreirasBeneditinas, passada á sua mãe, a D. Hermínia e continuada pelaD. Zezinha.Das três filhas da D. Hermínia só a Zezinha continuoucom a confecção das queijadas e o toucinho-do-céuDepois do seu regresso a Portugal, foi emigrante noLuxemburgo durante vários anos, a Zezinha continuou, e tentoudesenvolver o negócio
deixado pela sua mãe, restaurou o café “
A
CASA DAS QUEIJADAS”, situado na praça 5 de Outubro
 A D Zezinha já foi convidada para o programa da RTP1
“A Praça da Alegria, deu várias entrevistas á comunicação
Social, tendo recebido um certificado de valor pelas suasreceitas das Queijadas e do Toucinho-do-Céu.
Queijadas de Murça
Ingredientes:
 
 
Para a massa:
 
 
300 g de farinha ;
 
 
3 ovos ;
 
 
1 colher de sopa de banha ;
 
 
2 colheres de sopa de água ;
 
 
sal ;
 
 
Para o recheio:
 
 
1 kg de doce de chila bem seco ;
 
 
250 g de amêndoas ;
 
 
12 gemas ;
 
 
1 colher de chá de canela ;
 
 
300 g de açúcar para cobrir
 
Confecção:
 
Peneira-se a farinha para um alguidar e põe-se por cima a banha. Com as palmas das mãos, esfrega-se afarinha e a banha, misturando-as.À parte, batem-se os ovos inteiros com a água, a que se juntou um pouco de sal. Junta-se esta mistura àfarinha com a banha e amassa-se tudo, batendo e sovando a massa até esta ter a consistência e elasticidadesuficientes para ser tendida.Se for necessário, junta-se um pouco mais de água. Deixa-se descansar meia hora.Entretanto, mistura-se o doce de chila com as gemas, as amêndoas peladas e raladas e a canela.
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