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A residência era um sobrado de pedra – blocos regula-res como as que se usa ainda nos calçamentos de ruas – semnenhuma pintura, apenas a cor do basalto. Atrás da casa, ain-da mais para o sul, uma outra construção cilíndrica que poderiaser um celeiro, uma torre de observação, ou ambas as coisas.Ao lado desta, uma outra casa, menor, ligada à residência por uma ponte que ia diretamente para o segundo andar. A poucosmetros das construções, uma mureta da altura da cintura deum homem circundava a propriedade. Revestindo cada espaçode chão no interior do círculo, um calçamento de pedra, idênti-co ao material dos edifícios, dando a nítida impressão de quenão foram erigidos, mas que haviam brotado. A porta da resi-dência, que nem vagamente lembrava a porta de uma igreja,era de madeira pintada de vermelho, com batentes brancos,assim como todas as outras aberturas. Isto sim não tinha nadade espontâneo: vermelho e branco eram as cores do ExércitoImperial, e a porta de uma casa diz muito sobre quem moranela. Mesmo assim, na minha concepção, a
Mansão Velasturvo
poderia ser qualquer outra coisa, menos uma mansão.Platin fez um gesto, indicando-me a porta.— Vamos, Guinen... perdão, Senhor Plumbeano —disse, recriminando-se. Achei engraçado, mas não quis cons-trangê-lo ainda mais. O jovem, que só então percebi ser real-mente um rapazote, bem mais moço que eu, se antecipou, etocou a campainha.
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