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Tão cedo passa tudo quanto passa!Morre tão jovem ante os deuses quantoMorre! Tudo é tão pouco!Nada se sabe, tudo se imagina.Circunda-te de rosas, ama, bebeE cala. O mais é nada.Ricardo Reis
 , Odes
 CamilleClaudeleli
 – 
Julho 2009
 
SONETO DE MAL-AMAR
Invento-te recordo-te distorçoa tua imagem mal e bem amadasou apenas a forja em que me forçoa fazer das palavras tudo ou nada.A palavra desejo incendiadalambendo a trave mestra do teu corpoa palavra ciúme atormentadaa provar-me que ainda não estou morto.E as coisas que eu não disse? Que não digo:Meu terraço de ausência meu castigomeu pântano de rosas afogadas.Por ti me reconheço e contradigochão das palavras mágoa joio e trigoapenas por ternura levedadas.
 
José Carlos Ary dos Santos,
Obra Poética
 
 
LEMBRA-TE
Lembra-teque todos os momentosque nos coroaramtodas as estradasradiosas que abrimosirão achando sem fimseu ansioso lugarseu botão de floriro horizontee que dessa procuraextenuante e precisanão teremos sinalsenão o de saberque irá por onde fomosum para o outrovividosM
ário Cesariny,
 Pena Capital 
 
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