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Assistência de Enfermagem em Oncologia

Assistência de Enfermagem em Oncologia

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Published by MariSuzarte
Prestação de cuidados de enfermagem à pacientes oncológicos
Prestação de cuidados de enfermagem à pacientes oncológicos

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Assistência de Enfermagem em Oncologia
Conceitua-se o câncer como uma desordem bioquímica, ocasionado pelocrescimento desordenado de lulas que invadem os tecidos e óros,podendo espalhar-se em metástase para outras regiões do corpo. Esta é aterceira causa de morte no Brasil com aproximadamente 110.000 óbitos por ano, superada apenas pelas doenças do aparelho circulatório e pelas causasexternas, como por exemplo, a violência. De acordo com esses números, oscuidados para com os pacientes oncológicos vêm sendo intensificados e maisespecializados, sendo estes cuidados assistenciais de enfermagem prestadosna forma holística.O aumento do número de pessoas diagnosticadas com câncer inspira cuidadosespeciais, assim como a necessidade de profissionais qualificados. Para aassistência em enfermagem oncogica é requerida qualificão dosenfermeiros na assistência integral ao paciente oncológico, através de umabase sólida de conhecimentos técnico-científicos específicos da assistência deenfermagem oncológica, fundamentada nos aspectos clínicos, psicológicos,sociais, espirituais, políticos e ético. Também como pensamento crítico,inteligência emocional, liderança, capacidade de orientar a equipe, desenvolver pesquisas e realizar o gerenciamento baseado em resultados e mais,tratamento especializado e cuidados ao final da vida em decorrência daprogressão do câncer.Segundo o INCA, a prevenção primária constitui qualquer ação que visa aredução da exposição da população a fatores de risco do câncer, com oobjetivo de diminuir a incincia da doença. a prevenção secundáriaabrange o diagstico precoce da doença e o seu tratamento imediato,aumentando as chances de cura, proporcionando a melhora da qualidade devida e reduzindo as taxas de mortalidade (BRASIL, 2002).O papel do enfermeiro é imprescindível na ação do cuidar, pois dentre suascompetências está uma atuação direta em ações de prevenção primária esecundária no controle do câncer, desenvolvendo ações educativas, apoiandomedidas legislativas e auxiliando no diagnóstico precoce. Além dos atos deprestar assistência no tratamento, reabilitão, cuidados paliativos e
 
atendimento aos familiares, e também no desenvolvimento de ões deintegração junto aos profissionais da equipe multidisciplinar e a identificação defatores de riscos ocupacionais para a prática de enfermagem na assistência aopaciente oncológico.A enfermidade transforma o homem de sujeito de intenções para sujeito deatenção (Gala e Bressi, 1997). A doença desencadeia muitas reõesestressantes tanto no paciente quanto na falia, tais como ansiedade,negação, vergonha, culpa e incertezas, raiva, dentre outras. Os exames, odiagnóstico, o tratamento, as mudanças do corpo, reação de família e amigos,interferem diretamente na adaptação do indivíduo à nova situação. Ao adoecer,é comum uma exacerbação de sensibilidade e vulnerabilidade, por ocasião dasmudanças repentinas a qual deve enfrentar e submeter-se.Cada indivíduo enfrenta o diagnóstico de modo particular em função de suapersonalidade, cujas características são peculiares de cada pessoa, da suacapacidade de lidar com problemas e frustrões, das vantagens edesvantagens advindas da posição de doente. Ressaltando que o estadomental tem forte ligação com o funcionamento do organismo e que o paciente émente atuante na sua recuperação ou melhora, tanto pode ocorrer depressãoassociada ao diagstico ou aceitação. Para Biasoli (2000), o primeirosentimento que surge é o de culpa, associado aos hábitos de vida. A depressãogeralmente é conseente do medo e ansiedade quanto ao futurodesconhecido, medo de mutilações ou cicatrizes permanentes em decorrênciade cirurgias para retirada de tumores, lesando assim a estrutura do corpo,interferindo na aparência e integridade narcísica do indivíduo. Mas pode haver a aceitação, reação na maioria das vezes inesperada devido aos mesmosfatores que levam a depressão, porque o paciente aceita mais facilmente apatologia, buscando se inteirar do que lhe ocorre e aos procedimentos a quedeverá submeter-se. Isso facilita seu relacionamento com a equipe que lhepresta atendimento, principalmente com a enfermagem, pois esta, sempre temrelação mais estreita com os pacientes.Biasoli (2000) também acredita que a verdade nunca deve ser escondida dopaciente. Portanto a importância da comunicação em enfermagem, condiçãofundamental para que haja influência significante e positiva no tratamento depacientes independente da patologia. A cada procedimento efetuado a
 
comunicação é fundamental, portanto atenção a linguagem, evitando o uso de jares profissionais ou termos cnicos durante a comunicação com opaciente visando que haja entendimento e clareza, isso também é uma formade demonstrar respeito.Cabe a enfermagem, usar técnicas que ajudem ao paciente na expressão deseus problemas. Saber ouvir e estar atento ao que não é revelado verbalmente,de modo que haja percepção aguçada para que sejam identificados os reaissentimentos, problemas e necessidades. O silêncio também é importante,serve para que o paciente reorganize seus pensamentos e avalie seussentimentos, sendo que o silêncio por si só encoraja o paciente a verbalizar seus pensamentos. O humor é uma habilidade vital da comunicação e ummecanismo que pode ajudar pacientes e familiares, a aliviar sentimentos comomedo, ansiedade, raiva e depressão (BELLERT, 1989, apud STEFANELLI,1993). Por isso tem-se dado importância ao lúdico, pois contribui de modosignificativo tanto na recuperação quanto no esmulo a aceitação econtinuidade ao tratamento, principalmente de crianças e adolescentes.Busca-se o estreitamento da relação, evitando a despersonalizão doindivíduo, ato freqüente, por isso a enfermagem atual vem assumindo umapostura divergente a condicionada pelo modelo biomédico. A preocupação emvalorizar o indivíduo, chamando-o pelo seu nome e não descaracterizá-lodenominando-o por número de leito ou pela doença que apresenta e tratando-ode modo que se sinta seguro e acolhido sem demonstrar indiferença oudescaso.Compreendeu-se que não é possível delimitar prazo de vida, pois há casos emque aparentemente o paciente inspira curto prazo e vive muito além do que seestimava, assim como há casos em que ocorre o contrário. Por motivos comoestes, é preciso que se faça um planejamento visando o indivíduo como ser único, desse modo evitar comparões e o estabelecimento de prazosdefinidos. O câncer deixou de ser sentença de morte, mas ainda a sociedade oclassifica como estigma. É uma doença rotulada como fatal e que comprometeo futuro, apesar dos avanços tecnológicos e conseqüente divulgação na mídiados seus sucessos terapêuticos.Enfermeiros assistem a pacientes recém-diagnosticados, que recebem aprimeira terapia ou que estão em tratamento recorrente, prestando-lhe as

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Material muito bom.
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